União Europeia quer subir para 16 anos a idade mínima nas redes sociais

O Parlamento Europeu aprovou um relatório que endurece as regras de proteção online para menores e propõe limites mais rígidos no acesso a plataformas digitais.

O Parlamento Europeu aprovou uma iniciativa que pretende reforçar a proteção de menores no espaço digital ao propor que o acesso a redes sociais, plataformas de vídeo e assistentes virtuais passe a exigir idade mínima de 16 anos. Já jovens com idades compreendidas entre os 13 e os 16 anos só poderão utilizar estes serviços com autorização parental, apoiada numa aplicação oficial e no futuro documento de identidade digital europeu.

O Parlamento quer ainda limitar práticas de design consideradas aditivas, como o scroll contínuo, a reprodução automática de vídeos ou o gesto de atualizar feeds, identificadas em estudos citados no relatório como mecanismos que exploram vulnerabilidades cognitivas mais acentuadas entre utilizadores jovens. A proposta inclui também a proibição de recomendações algorítmicas baseadas no comportamento de menores e um conjunto de restrições dirigido ao setor dos videojogos, com foco em loot boxes e sistemas de progressão pagos.

O avanço de ferramentas generativas coloca novos riscos no centro da discussão. Por exemplo, imagens manipuladas, deepfakes e aplicações capazes de criar fotografias íntimas sem consentimento surgem no documento como ameaças que exigem sanções reforçadas. Para garantir aplicação prática das normas, o Parlamento sugere a responsabilização individual de gestores e executivos em casos de violações graves das leis de proteção juvenil, numa resposta ao aumento de sinais de uso problemático de smartphones entre menores.

O debate público mostra-se, no entanto, dividido. Parte dos pais vê nas medidas uma forma necessária de conter o poder das plataformas no quotidiano dos jovens, enquanto outros receiam um excesso regulatório que possa reduzir a autonomia digital dos adolescentes e transferir demasiada responsabilidade para as famílias. A discussão voltará a ser o centro das atenções quando o processo avançar para a fase legislativa.

Google Photos introduz nova funcionalidade para criar vídeos rápidos com sugestões automáticas

A mais recente atualização do Google Photos adiciona uma função que sugere edições, organiza imagens e aplica transições.

A Google atualizou o Google Photos com uma nova funcionalidade que permite montar vídeos curtos a partir de fotografias e clips guardados no telemóvel, escolhendo a sequência e aplicando efeitos simples, de forma automática.

A nova ferramenta surge dentro do editor do Google Photos e foi concebida para facilitar a criação de pequenos vídeos sem intervenção manual ou conhecimentos avançados por parte do utilizador. O serviço analisa a galeria, identifica momentos mais importantes ou relevantes e constrói uma sequência básica que elimina repetições frequentes em coleções grandes.

Depois de ordenar o conteúdo, o utilizador pode ajustar apenas o essencial, como título, música ou pequenos textos. O objetivo é produzir um clip final pronto a partilhar, sem recorrer a aplicações externas nem lidar com linhas temporais próprias de software de edição.

A atualização irá chegar aos utilizadores de forma gradual, podendo não ficar imediatamente disponível para todos. Esta poderá ser acedida quando surgir na aplicação com a indicação da nova área dedicada à edição.

WhatsApp confirma remoção dos chatbots de IA de terceiros a partir de 2026

O Copilot vai abandonar o WhatsApp a 15 de janeiro de 2026, em consequência direta da nova política da Meta que elimina todos os assistentes externos da plataforma.

A Microsoft anunciou que o Copilot irá abandonar o WhatsApp em breve, clarificando que a integração será desativada na mesma data em que o serviço de mensagens da Meta removerá todos os chatbots baseados em modelos de linguagem que não pertençam ao seu próprio ecossistema. Esta decisão afeta igualmente soluções como o ChatGPT, deixando o Meta AI como único assistente disponível na aplicação.

Até 15 de janeiro de 2026, o Copilot continuará a funcionar para quem o utiliza dentro das conversas, sem alterações de funcionalidades. Depois disso, a experiência transfere-se totalmente para o navegador, na página do Copilot indicando o download da aplicação dedicada em iOS e Android e para o Windows. Estas versões mantêm o conjunto completo de capacidades, incluindo voz, reconhecimento visual e o sistema de microavatares que nunca esteve presente no WhatsApp.

A Microsoft sublinha que não existe forma de migrar automaticamente o histórico de conversas, porque o acesso no WhatsApp não utilizava uma conta Microsoft associada. Quem quiser guardar as mensagens terá de exportá-las manualmente através das ferramentas nativas da plataforma antes da data-limite.

A Meta já tinha sinalizado há alguns meses que iria limitar a presença de assistentes externos, justificando a mudança com a necessidade de uniformizar políticas e funcionalidades. O anúncio da Microsoft confirma que a retirada será definitiva e que não há, para já, planos de reintegrar o Copilot ou outros bots de terceiros no WhatsApp.

Valve vai vender a Steam Machine com um preço “de PC”

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A Valve confirma que a sua Steam Machine não terá, definitivamente, o preço de uma consola.

Tal como trata a Steam Deck como um PC, a nova máquina para jogos da Valve, a Steam Machine, será vendida como um computador pessoal, a começar com o preço.

Revelada há duas semanas, como parte de um conjunto de novos dispositivos para jogos, dentro do mesmo ecossistema da Steam Deck, a Steam Machine tem servido de objeto de estudo pela comunidade, que tenta perceber não só o posicionamento da Valve numa indústria onde a linha em PCs e consolas é cada vez mais ténue, mas também qual é o seu valor enquanto máquina para jogos.

Sem um preço revelado, este estudo tem sido alimentado por especulações de um mercado onde o preço de componentes é cada vez mais volátil e por comparações diretas a computadores de médio-alto desempenho e até com as consolas de geração atual, como a PlayStation 5 e a Xbox Series X|S.

Mas de acordo com a Valve, como é denunciado na página oficial do equipamento, a Steam Machine é mesmo um PC e, como tal, os utilizadores deverão esperar por um preço ajustado à natureza de um PC com as suas características, colocando de parte a possibilidade de vermos um preço mais acessível e competitivo, quando comparado com as consolas que temos para as nossas salas.

Esta posição da Valve foi partilhada YouTuber SkillUp, após a resposta de um dos engenheiros da Valve, Pierre-Loup Griffais, após ser questionado pelo valor do equipamento e se iria custar algo semelhante ao que seria uma consola nova.

Não, está mais em linha com o que se esperaria do mercado de PCs atual. Obviamente, o nosso objetivo é que seja uma boa proposta para o nível de desempenho que oferece. E depois há funcionalidades que são realmente difíceis de conseguir quando se monta um PC de gaming por peças. Coisas como o formato compacto, o nível de ruído que alcançámos, ou melhor, a quase ausência dele, são muito impressionantes e estamos entusiasmados por as pessoas descobrirem o quão silenciosa esta máquina é. Mas também há elementos de integração como o HDMI CEC. O trabalho que fizemos no Bluetooth e no wireless, as quatro antenas, o design muito deliberado para garantir uma excelente experiência com quatro comandos Bluetooth,” comenta Pierre-Loup Griffais.

Griffais reafirma assim a visão da Valve para a Steam Machine, enquanto uma máquina preparada para os jogos do seu ecossistema, mas desenhada com componentes, adaptados, como os que encontramos em PCs comuns e, por essa razão, com perspetivas de um preço de PC.

Num segmento que começa a ganhar cada vez mais agentes como os mini-pcs de secretária, preparados para tarefas exigentes, desenvolvimento de IA e até para jogos, é assim possível especular sobre o preço da Steam Machine. E se essa ambição se mantiver, é bom que os jogadores se preparem para por de parte, pelo menos 1000€ para o efeito.

Resta depois saber que impacto é que a Steam Machine terá não só na indústria como nos preços de futuros computadores e consolas.

Battletoads, Ninja Gaiden II, Bionic Commando e Kid Icarus chegam ao Nintendo Switch Online

Há quatro clássicos da NES e da Nintendo Game Boy a juntarem-se ao catálogo Nintendo Classics para subscritores do Nintendo Switch Online.

A Nintendo revelou novidades para a biblioteca de clássicos do serviço Nintendo Switch Online. Ao todo são quatro jogos, que incluem Battletoads e Ninja Gaiden II The Dark Sword of Chaos, da Nintendo Entertainment System, e Bionic Commando e Kid Icarus Of Myths and Monsters da Nintendo Game Boy.

Battletoads é um dos jogos mais reconhecidos do catálogo da Rare, lembrado pela combinação entre pancadaria, segmentos de plataformas e sequências que colocam à prova a destreza dos jogadores. Ninja Gaiden II, a sequela do título original, mantém a ação contínua da série, com níveis exigentes, acrobacias precisas e sequências cinemáticas que caracterizaram a presença da série na NES.

No catálogo da Nintendo Game Boy, Bionic Commando assenta na mecânica do gancho biónico que substitui o salto e obriga a atravessar cenários com recurso ao cabo, combinando navegação e confrontos diretos. Por fim, Kid Icarus Of Myths and Monsters apresenta uma aventura portátil centrada em Pit, com progressão vertical, recolha de melhorias e uma abordagem distinta do jogo lançado originalmente na NES.

Os quatro jogos clássicos ficam assim disponíveis para todos os subscritores do Nintendo Switch Online, na subscrição base do serviço, que permite o acesso a uma seleção de jogos clássicos na Nintendo Switch e na Nintendo Switch 2.

Beauty Tech: a revolução do laser nas rotinas em Portugal

A cultura tech já não vive apenas nos ecrãs; também está a transformar a forma como cuidamos de nós. Entre apps que monitorizam o sono, wearables que acompanham treinos e gadgets que simplificam o dia a dia, há um tratamento que se integrou naturalmente neste ecossistema moderno: a depilação a laser díodo. Mais especificamente, o tratamento de depilação a laser disponível em Portugal através das clínicas especializadas da Láserum Portugal.

O que antes parecia futurista hoje é rotina para quem vive no ritmo rápido das cidades; pouco tempo e muita vontade de eficiência. E é aqui que a tecnologia entra em jogo.

A ciência do laser

No centro desta técnica está a Fototermólise Seletiva; um princípio que permite que a luz atue apenas sobre a raiz do pelo. A ponteira emite um feixe de luz que a melanina absorve, transformando energia em calor e enfraquecendo o pelo de forma progressiva.

A grande diferença para métodos como a cera ou a lâmina? Não há tração, não há cortes e existe uma precisão milimétrica que lembra a lógica dos gadgets modernos.

O sistema de arrefecimento também tem um papel essencial; nas clínicas da marca, a ponteira de gelo chega aos -12ºC, reduzindo ao mínimo o desconforto sem comprometer a performance. Tecnologia pensada para ser rápida, segura e eficaz.

Se quiserem mergulhar na parte técnica, podem explorar a página de tecnologia avançada de díodo usada pela marca.

Comparação rápida

Lâmina:

  • Rápida
  • Crescimento acelerado
  • Possíveis irritações
  • Nenhuma durabilidade

Cera (arranca o pelo pela raiz):

  • Resultado limpo temporário
  • Mais desconforto
  • Exige tempo e manutenção
  • Pode sensibilizar a pele

Depilação a laser díodo:

  • Redução duradoura
  • Sessões rápidas e sem pacotes obrigatórios
  • Tecnologia precisa
  • Menos desconforto pela ponteira de gelo

Para quem vive entre reuniões, treinos e planos espontâneos; a diferença está no tempo ganho, na previsibilidade e na independência de rotinas semanais intermináveis.

Porquê Láserum

  • Praticamente indolor: a ponteira de gelo a -12ºC parece detalhe, mas muda tudo no conforto.
  • Melhores preços: perfeito para quem gosta de gadgets, mas também de manter o orçamento sob controlo.
  • Sessões soltas: sem pacotes obrigatórios; marcas “smart” deixam-vos decidir quando voltar.
  • Especialistas: a marca dedica-se exclusivamente à depilação a laser díodo; experiência traduzida em precisão.
  • Resultados sólidos: os clientes notam diferenças logo desde a 1ºsessão, mas os resultados mais duradouros surgem normalmente a partir da 6.ª sessão nas mulheres e da 9º sessão para os homens.

Se quiserem explorar o processo completo, consultem o tratamento de depilação a laser.

Beauty Tech é lifestyle

A tecnologia já faz parte de como organizam a vossa vida; e agora também da forma como cuidam de vocês. Com soluções como as da Láserum Portugal, o futuro da depilação é mais inteligente, mais rápido e muito mais tech-friendly.

Se ainda pensavam que depilação era algo analógico; este é o momento de fazer upgrade.

Death Stranding 2 pode ter lançamento para PC em breve

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O mais recente jogo de Hideo Kojima, foi listado no portal de classificação etária de jogos ESRB com uma versão para PC.

Death Stranding 2: On The Beach pode ser o próximo grande jogo da PlayStation 5 a chegar ao PC, menos de um ano após o seu lançamento.

Ainda sem confirmação oficial, mas numa estratégia já esperada, a versão de PC de Death Stranding 2: On The Beach foi mencionada no com uma nova entrada no portal da ESRB, a organização norte-americana dedicada à classificação e avaliação etária de videojogos.

O jogo surge registado com “Windows PC” enquanto plataforma, com selo M de Mature, para maiores de 17 anos e com uma descrição dos conteúdos mais sensíveis do jogo.

Esta entrada no portal, que acontece cerca de cinco meses após o lançamento do jogo original, lançado em junho na PlayStation 5, pode indicar que a janela de exclusividade do jogo distribuído pela Sony Interactive Entertainment, poderá então chegar ao PC bem mais cedo do que seria de esperar. Pode ser agora ao completar seis meses, como pode ser já durante 2026.

Apesar de nada indicar esse cenário, Death Stranding 2: On The Beach poderá eventualmente chegar também às consolas Xbox, como aconteceu com o primeiro jogo, especialmente agora que é a Kojima Production que detém a totalidade da propriedade intelectual.

Death Stranding original, na edição Director’s Cut, foi lançado para PC e Xbox com distribuição da 505 Games, algo que poderá, então, repetir-se com Death Stranding 2.

Para além da chegada de Death Stranding 2: On The Beach, este mundo de Kojima prepara-se para se expandir a mais públicos e meios, com vários projetos já em produção, são eles uma série anime para o Disney Plus, chamada Death Stranding Isolations, um filme também animado chamado Death Stranding Mosquito, e um filme live-action produzido pela A24, todos com a promessa de contarem novas histórias originais.

550º – Uma cozinha de fogo

O restaurante 550º, a mais recente aposta do Real Hotels Group, opera no contexto singular do Holiday Inn Express & Suites Lisboa – Príncipe Real, demarcando-se como um projeto gastronómico que, em linha com o espaço onde se insere, vai para além da classificação hoteleira.

Primeiramente, a inserção do restaurante 550º no Holiday Inn Express & Suites Lisboa – Príncipe Real constitui um posicionamento que, embora logisticamente próximo das Amoreiras, desafia a perceção tradicional associada à marca Express, que em geral privilegia a funcionalidade. O Real Hotels Group demonstra, com este projeto, uma estratégia deliberada para utilizar a restauração como um fator de distinção e atração, transformando uma unidade hoteleira de três estrelas num destino gastronómico a ter em conta.

Por outro lado, fica aqui o alerta: para quem ainda não conhece o 550º nem a sua localização exata, a referência na morada ao “Príncipe Real” pode levar ao engano, pois o estabelecimento situa-se muito mais a sudoeste, na zona do Rato; aliás, essa indicação acarreta mesmo um certo equívoco geográfico face à localização efetiva. Felizmente, o staff demonstra uma boa proatividade em lidar com questões logísticas, como seria de esperar, disponibilizando-se para prestar informações de contacto, o que só sublinha a dedicação da equipa à satisfação do cliente e à imagem de marca. Portanto, se não sabem onde é o Holiday Inn Express & Suites Lisboa, primeiro verifiquem bem o mapa, que é o que interessa e onde vão estacionar, se estiverem de carro.

Claro que o hotel e o 550º são bem conhecidos para quem vive ou trabalha na zona. A gestão demonstra, aliás, empenho no desafio de operar numa zona com elevada concentração de escritórios, oferecendo um menu executivo competitivo (entre 21€ e 25€) que visa captar o fluxo de almoços. Também a operação noturna tem demonstrado maior adesão, tanto por parte de hóspedes como da vizinhança.

De uma forma ou de outra, a visita ao 550º é uma experiência única, em vários aspetos. O espaço, com capacidade para aproximadamente 100 lugares, foi concebido pelo atelier Furtivo e apresenta uma estética que equilibra as referências industriais com a contemporaneidade minimalista. A dualidade é conseguida através da combinação de materiais: a sobriedade do cimento polido e da madeira escura é mitigada pela introdução de elementos de terracota e pela presença pontual de vegetação mediterrânea. O design integra inteligentemente a temática central da cozinha de fogo e brasa, como muitos lhe chamam, e bem.

O ponto focal estético, e elemento de destaque, é a lareira parietal a vapor de água, que simula a chama de forma controlada e sem emissões, uma imagem que reforça o simbolismo do fogo em redor do qual o convívio se articula sem comprometer o conforto. A cozinha aberta, ou à vista, expõe o trabalho da equipa, validando a transparência da operação e a técnica empregada. Complementarmente, os estofos em pele adicionam uma nota de conforto e sofisticação ao ambiente predominantemente industrial.

Mas, para quem procura este 550º, o sucesso da experiência sente-se logo à partida e é sustentado pela qualidade do serviço de sala. A equipa, liderada pela gestão de marketing e acolhimento, como é o caso de Ana Cláudia Castelo Branco, revela um domínio da carta e dos objetivos estratégicos do restaurante. O atendimento distingue-se pela capacidade de detalhe e explicação, essencial para um menu baseado em técnicas específicas: brasa, forno a lenha, processo de Maillard (o objetivo é o controlo máximo das reações químicas provocadas pela cocção, de forma a preservar e sublimar nos alimentos quer os seus sabores, quer os níveis nutricionais).

A carta do 550º, assinada pelo Chef Executivo David Casaca, assenta na técnica da cozinha de fogo, explorando a arte de cozinhar a lenha e a carvão para intensificar o sabor através do processo de Maillard. O menu é estruturado para a partilha e é notavelmente inclusivo, com sólidas opções vegetarianas e vegan ao lado de cortes de carne premium e pratos de mar. Já agora, um detalhe interessante que confere ao aspeto da sustentabilidade uma dimensão tangível, em certos detalhes, como os porta-menus: são confecionados a partir de pranchas de skate reutilizadas. O mais importante, o menu, é uma carta de boas surpresas.

Logo nas entradas, o couvert define o ambiente de brasa, com Pão de Massa Mãe Grelhado e Azeite Fumado. As fatias estavam um pouco tocadas demais pela força do lume, nos bordos, mas o pão de massa mãe é sempre aquela delícia que, neste caso, conjugada com a pasta de manteiga e o azeite fumado (o que posso dizer? É altamente delicioso, sabe a azeite “grelhado”, se é que isto existe), quase quebra o apetite para o resto da refeição, se formos demasiado atrás da tentação… Os Mexilhões no Fogo à Bulhão Pato são confecionados mediante a abertura dos bivalves diretamente no fogo, antes da adição do refogado. Só para que percebam, esta técnica garante a integridade do sabor.

Outra grande presença nas entradas é o Pão de Alho, Parmesão e Cebolete, que se revela de uma execução primorosa, ótima massa, e cujo potencial é maximizado pela utilização do azeite fumado. Indo atrás desta vertente mais italiana, as pizzas são irresistíveis, conforme demonstra a Pizza de Presunto, Pistacho e Parmesão. Considerada o prato de maior sucesso comercial e recomendação da casa, esta pizza utiliza uma base de massa otimizada para o forno a lenha. Além desse importante detalhe, a qualidade dos ingredientes é o fator distintivo, com ênfase no presunto de excelente qualidade, macio e de boa mastigação, complementado pela textura e sabor de um ingrediente fundamental, os pistachos, que às vezes figuram no nome e descrição dos pratos, para no fim serem apenas um elemento vestigial. Não é aqui o caso, pois são pistácios inteiros, abundantes, e tornam esta pizza absolutamente marcante, com a conjugação de todos os outros ingredientes.

Ora, como a brasa e o fogo são palavra de ordem, não podíamos deixar de experimentar um prato como o do Arroz de Forno de Rib Eye com Cogumelos e Maionese de Alho. O arroz de forno, servido num tabuleiro baixo de forma retangular, ilustra a técnica de cocção em forno a lenha. Embora a carne (Rib Eye) seja de ótima qualidade, o perfil do prato é dominado pela complexidade dos seus acompanhamentos e do próprio arroz, ligeiramente tostadinho e de tom avinhado, sugerindo uma narrativa que se estende para além do ingrediente proteico principal.

Em matéria de acompanhamentos, a coisa não é deixada por mãos alheias: o perfil de sabor nos acompanhamentos é o mesmo dos principais, demonstrando uma técnica de cozinha rigorosa, e perfeita, diria. A Batata Frita com Maionese de Alho tem um toque particularmente forte, intenso, que é de valorizar numa experiência, posto que revela uma compatibilidade entre execução controlada e capacidade de arriscar.

Já o Esparregado é notável pela sua confecão. Na verdade, deixem-me dizer, não é muito condimentada, o que é, por si uma surpresa que demonstra que a aposta também reside na intenção de preservar e dar a provar o sabor natural dos alimentos.

Um dos condimentos que mais consistentemente adoro é a trufa, em todas as suas formas. Pois ela está presente neste outro acompanhamento, o Puré de Batata Trufado, e remete à profundidade do paladar, um verdadeiro “umami”, um sabor profundo com uma intensidade terrosa e cremosa, que só pode ser descrito como “absolutamente delicioso”.

No que concerne às bebidas, o bar manager Bernardo Carreira concebeu uma carta de cocktails de assinatura que dialoga com o conceito de fogo.

O cocktail testado foi o Pata Pesto, feito à base de Gin Mare, manjericão fresco, lima e espuma de gengibre. Pode-se dizer que representa a fusão de mixologia com referências herbáceas, apropriadas ao ambiente. A oferta de vinho ao copo, como o Arminho, demonstra a preocupação em harmonizar a carta líquida com a estrutura dos pratos de brasa.

Em matéria de sobremesas, são confecionadas também com excelente execução técnica e acabam por ser um bom fecho da refeição.

Escolhi dois pratos que representam polos distintos da doçaria. O Banoffee, que cumpre a função de sobremesa de conforto clássico, combinando a doçura familiar do caramelo e da banana com uma base um pouco mais espessa. No entanto, o facto de a banana ser reconhecível em fragmentos dentro da porção cremosa causou-me alguma estranheza e a impressão de comprometer a expetativa que tinha desta sobremesa e do seu efeito.

Já o Limão e Merengue destaca-se na carta pelo seu preço mais elevado e pela sua natureza. De facto, percebe-se que exige uma execução técnica mais precisa na confeção do merengue e no equilíbrio revelado no seu ponto de acidez, por causa do limão.

A escolha destas sobremesas, uma mais acessível e a outra mais sofisticada e de alta pastelaria, não deixou de proporcionar um bom final a esta refeição, em que tanto foi possível revisitar sabores familiares quanto apreciar o rigor de técnicas que aliam o savoir faire de uma cozinha clássica com novos modelos de experimentação e sofisticação.

O 550º representa uma declaração clara de intenções do Real Hotels Group: uma qualidade gastronómica contextualizada num espaço que, de certo modo, nos fascina e surpreende em diversos aspetos observáveis, sobretudo pela sua estética (design industrial, lareira a vapor, materiais de contraste), aliada a um ambiente, diria quase, futurista intimista, tendo tudo o que é preciso para atrair tanto o público local como os visitantes de fora.

Trás-os-Montes Wine Experience levou vinhos, memória e identidade a Lisboa

O restaurante O Nobre recebeu o Trás-os-Montes Wine Experience, uma iniciativa onde dez produtores apresentaram vinhos feitos de vinhas centenárias, tradições antigas e histórias familiares.

No passado dia 22 de novembro, o Vidago Palace recebeu a segunda edição do Trás-os-Montes Wine Experience, uma iniciativa promovida pela Comissão Vitivinícola Regional de Trás-os-Montes (CVRTM), que reuniu o melhor da gastronomia e dos vinhos da região. Após o êxito da estreia, o evento regressou para celebrar a identidade vínica transmontana, num encontro que combinou elegância, tradição e autenticidade.

Dois dias depois, o evento prosseguiu em Lisboa, com uma Prova & Jantar a Quatro Mãos no restaurante O Nobre. Nesta ocasião, os chefs Justa Nobre e Óscar Geadas (distinguido com estrela Michelin), apresentaram um menu inspirado nos sabores e produtos de Trás-os-Montes, acompanhado por vinhos de 10 produtores da região. E o Echo Boomer esteve presente no jantar.

A iniciativa, promovida pela Comissão Vitivinícola Regional de Trás-os-Montes, assumiu-se como uma mostra direta da diversidade, da memória e da identidade vínica da região, trazendo para a capital um conjunto de histórias familiares, métodos tradicionais e vinhas de enorme valor patrimonial.

Antes de dar início ao jantar, Ana Alves, Presidente da Direção da Comissão Vitivinícola Regional de Trás-os-Montes, sublinhou a importância dos produtos endógenos e o trabalho de certificação e promoção desenvolvido pela entidade regional. Apesar de o reconhecimento formal com DOC e IGP ser relativamente recente, a tradição vitivinícola transmontana recua à época romana, algo ainda visível nas antigas lagaretas espalhadas pelo território. A responsável recordou que, além dos dez produtores presentes, existem na região cerca de 110 produtores e mais de 120 marcas ativas. O apelo central era claro: dar visibilidade aos vinhos de Trás-os-Montes, levá-los às cartas dos restaurantes e dinamizar a divulgação, inclusive através das redes sociais. Por sua vez, Justa Nobre recordou receitas da sua infância, enquanto Óscar Geadas reforçou a ligação profunda da sua cozinha às origens familiares.

Na mesa, serviram-nos Alheira de Mirandela, Salpicão de Vinhais, Azeitonas – Alcaparras, pão, Queijo e Azeite DOP Trás-os-Montes, entradas que não brilharam, ao contrário dos vinhos. Para harmonizar, começámos a noite com aquele que, para muitos dos presentes, foi um dos vinhos da noite: o Casa José Pedro-Códega-do-Larinho 2024. Marcos Lopes Paulo, a representar o produtor, descreveu o seu trabalho como um desafio diário de afirmação da região e sublinhou a força do terroir transmontano – vinhas em altitude, solos de transição entre xisto e granito, acidez natural elevada -, tudo elementos que se expressam de forma muito própria. O vinho apresentado, feito apenas a partir da casta Códega do Larinho, mostrava precisamente essa singularidade aromática e mineral. Verdadeiramente recomendado.

Seguiu-se o Alto do JOA Branco 2022, da Casa do JOA, representada por Jorge Ortega Afonso, que trouxe consigo uma das histórias mais vivas da noite. A partir da casa tradicional transmontana – a “casa do joa” -, evocou as memórias de família, o ambiente das aldeias e a urgência que sentiu, em 2008, ao ver vizinhos arrancarem vinhas centenárias por falta de forças e de apoio. Vinhas plantadas entre 1840 e 1880, ainda em produção, motivaram-no a procurar formação, aprender sobre terroir e recuperar esse património. O vinho apresentado, um branco de curtimenta, procurava exatamente transportar para o copo a rusticidade e a alma dessas vinhas velhas, vinificadas da forma mais próxima possível das práticas dos antepassados – pisa a pé, fermentação tradicional e mínima intervenção.

Chegava o prato seguinte, o Creme de castanhas com camarões, preparado pelo chef Óscar Geadas, uma junção tão inusitada que acabou por não funcionar como se pretendia, até porque camarões não é propriamente algo que case bem com castanhas ou creme de castanhas. Sentia-se a textura dos pedaços de camarão, mas o sabor que predominava era mesmo o da castanha – e aí nada a apontar, o creme estava delicioso. Para harmonizar, o Flandório Reserva Branco 2023, que é a mescla do legado do avô Flandório. Na boca mostra um equilíbrio bem conseguido entre acidez e uma nota mineral que lhe dá carácter. Um vinho leve e fresco, com um final de boca de duração média.

Veio depois um dos melhores pratos da noite, um Cuscus de vinhas com carnes à moda da aldeia, preparado pela chef Justa Nobre. Para quem não está a par, o Cuscus de Vinhais é uma preparação tradicional transmontana feita à base de farinha de trigo trabalhada à mão até formar pequenos grãos irregulares, que depois são cozidos a vapor e deixados a secar. É um alimento simples, rústico e muito ligado à rotina agrícola da região, usado como acompanhamento ou base para pratos com carne, enchidos ou legumes, tal como aconteceu aqui, com a carne e os enchidos a darem aquele toque fumado tão necessário.

A nível de harmonização, tivemos três (!) vinhos: Vinho dos Mortos 2024, Vilela Seca Grande Reserva 2023 e Ninho da Pita Tinto Grande Escolha Tinto 2021. As histórias são interessantes: a história sobre o primeiro levou a sala até 1879 e às invasões francesas, com a apresentação do célebre “vinho dos mortos”. Contado por uma produtora cuja família mantém viva esta tradição, o relato recuperou o gesto dos habitantes de Boticas, que enterravam o vinho para o esconder das tropas de Napoleão. Ao desenterrá-lo, descobriram que a ausência de luz e a temperatura constante o transformavam positivamente. Hoje, a família continua a produzir este vinho a partir de vinhas velhas, com pisa a pé e fermentação em lagar, mantendo viva uma das tradições mais singulares da região.

Já sobre o Ninho da Pita, o produtor apresentou um vinho nascido de vinhas com mais de cem anos, onde castas brancas, tintas e rosadas se misturam na mesma parcela, como era comum no passado. O objetivo era mostrar como os avós faziam vinho: vindima conjunta, fermentação tradicional e ausência de madeira, deixando as castas expressarem-se tal como surgem na vinha. O nome da propriedade, Ninho da Pita, recuperava uma pequena lenda local, mais um exemplo da ligação profunda entre o território, a memória oral e o produto final.

Seguiu-se outra opção de carne, as Bochechas de porco bísaro, batata salteada e grelos, um prato daqueles seguros, que não falham em sabor, mas sem ser propriamente criativo. A complementar, o José Preto Grande Reserva Tinto 2018, daqueles vinhos que ligam especialmente bem com pratos mais robustos, como carnes na grelha, assados, caça ou queijos de sabor mais intenso, e o Vinhas Velhas Mogadouro Reserva Tinto-2020, também indicado para este tipo de propostas que nos chegam à mesa.

Para finalizar, tivemos direito a duas sobremesas. A primeira, o Pudim de amêndoas, que não foi feito pelo chef Óscar Geadas, mas sim pela sua mãe, sendo esta uma forma de homenagem à progenitora, dando a conhecer um dos seus pratos estrela. É daqueles doces que quase toda a gente vai gostar, dado o sabor a amêndoa amarga. A complementar, um Quinta do Salvante Vinhas Velhas Tinto-2019. Para terminar, pudemos encerrar a refeições com Mini rabanadas com recheio de doce de castanhas. À primeira vista, não parece impressionar, mas assim que se dá a primeira dentada, percebe-se que é uma sobremesa vencedora. A fazer o pairing, o Quinta Serra D’Oura Espumante Grande Reserva Rosé-2020, que também podia ter sido servido no início da refeição.

Com um preço de 85€ por pessoa, foi um jantar bastante demorado e que teve os seus percalços, como a lotação esgotada, que fez com que se juntasse demasiada gente na sala do restaurante, impedindo um serviço de excelência e que, por exemplo, fez atrasar bastante o pairing dos vinhos com os respetivos pratos. Também se pode dizer que três vinhos para um único prato é um exagero, ou que são demasiados vinhos para um único jantar, mas isso são pormenores. O que importa salientar, no fim de tudo, é que o Trás-os-Montes Wine Experience apresentou muito mais do que vinhos – ofereceu um retrato íntimo de uma região que preserva práticas ancestrais, protege vinhas centenárias e faz dos seus vinhos uma extensão da sua memória coletiva. Cada produtor trouxe uma história diferente, mas todas convergiam na mesma intenção afirmar a identidade transmontana e conquistar o lugar que consideram justo no panorama nacional.

Minisforum revela o Mini AI Gaming PC G1 Pro dedicado a jogadores e criadores de conteúdo

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O novo Mini AI Gaming PC G1 Pro coloca características de alto desempenho num formato reduzido.

Enquanto se aguarda pelo lançamento da Steam Machine em 2026, a Minisforum chega-se à frente com uma solução para quem procura um PC para jogos, num formato mais compacto e de utilização mais próxima de uma consola.

O Mini AI Gaming PC G1 Pro da Minisforum é o nome desta proposta que promete ser a ponte entre o PC e a consola de jogos, com um perfil fino e versatilidade para ser posicionado na vertical, tanto em secretárias como ao lado das televisões.

Com os jogadores em mente, o Mini AI Gaming PC G1 Pro surge também como suite criativa e para trabalho, suportando capacidades para uso de IA, como características para suportar trabalhos na área da produção de conteúdos, modelação 3D e edição avançada de vídeo.

O Mini AI Gaming PC G1 Pro vem equipado com um AMD Ryzen 9 8945HX, conta com uma GeForce RTX 5060 de desktop de 145W, fonte de alimentação integrada de 350W, versão com memória incluída de 32GB DDR5 até 5200 MHz e disto SSD de 1TB, ligações wireless Wi-Fi 7, Bluetooth 5.4 e ligações internas PCIE 4.0×16.

Para jogos, estas características colocam o Mini AI Gaming PC G1 Pro acima das capacidades das consolas atuais, suportando o leque de tecnologias mais recentes da NVIDIA, como o DLSS 4, com Frame-Gen, reconstrução de imagem e latência mínima, permitido jogos modernos a altas taxas de frames e resoluções elevadas.

O Mini AI Gaming PC G1 Pro da Minisforum já está disponível na loja oficial da marca, com uma promoção de lançamento que o coloca a 1559€.

Apple recupera liderança no mercado global de smartphones após mais de uma década

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A Apple ultrapassou a Samsung no mercado global pela primeira vez desde 2011, impulsionada pelo desempenho da série iPhone 17.

Dados recentes da Counterpoint Research, indicam que a Apple regressou ao primeiro lugar do mercado mundial de smartphones, superando a Samsung depois de mais de dez anos de domínio da marca sul-coreana.

A nova posição da tecnológica norte-americana está associada às vendas da recente linha de smartphones iPhone 17, lançada em setembro, que registou aumentos de dois dígitos em mercados como os Estados Unidos e a China.

A consultora explica que o sector começa a beneficiar da substituição de dispositivos adquiridos durante a pandemia, um fenómeno que volta também a dinamizar as remessas globais. As projeções apontam para um crescimento de 3,3% no mercado em 2025, com a Samsung a subir 4,6% e a Apple a aproximar-se dos 19,4% de quota mundial.

A Counterpoint sugere ainda que a Apple poderá manter vantagem nos próximos anos, apoiada no lançamento de novos equipamentos. Especula-se que entre 2026 e 2027, a empresa possa preparar e lançar um iPhone dobrável, um modelo 17e e uma atualização completa do design da gama, estimando-se ainda receitas perto dos 140 mil milhões de dólares (cerca de 133 mil milhões de euros) no trimestre de festas do final do ano.

Black Friday da Instant Gaming começa a 28 de novembro e vai oferecer reembolsos a alguns clientes

Black Friday da Instant Gaming promete promoções diárias e reembolso de hora a hora.

A Instant Gaming abre a sua Black Friday a 28 de novembro com mais de cem jogos em promoção e um mecanismo especial que reembolsa uma compra por hora a um dos seus clientes – durante os quatro dias da campanha.

A plataforma de venda de chaves oficiais de jogos e outros softwares, este ano, reúne as suas ofertas numa página dedicada onde a lista de jogos em promoção muda diariamente, com novas e emocionantes ofertas.

Para além disso, quem quiser navegar a página a procura de outras promoções, os jogos com descontos da Black Friday, estarão identificados com um selo exclusivo, com o qual os clientes podem ficar logo a saber se estão a aproveitar o desconto e se ficam habilitados ao seu possível reembolso.

Durante este período, a Instant Gaming também convida os seus clientes a juntarem-se ao Discord oficial da loja, onde poderão não só acompanhar as novidades e promoções, como podem ficar a conhecer, em tempo real, os vencedores dos reembolsos.

Stellar Blade (Shift Up)
Stellar Blade Complete Edition para PC (Steam)

A campanha da Black Friday decorre até ao dia 1 de dezembro, inclusive, mas não precisam de esperar até lá para aproveitar já incríveis promoções. Atualmente, podem encontrar na loja jogos como Stellar Blade Complete Edition para PC (Steam) por menos 44%; ARC Raiders – Deluxe Edition para Xbox Series X|S por menos 25% – ou a versão base do jogo para PC, também por menos 25% -; Football Manager 26 compatível com PC & Mac com um desconto de 40%; ou até a expansão Pokémon Legends: Z-A – Mega Dimension para consolas Nintendo, por menos 20%.

Podem conhecer uma seleção de promoções e jogos selecionados mais compreensiva, na nossa atualização bi-mensal das novidades da Instant Gaming

Aeroporto da Madeira atinge novo recorde com mais de cinco milhões de passageiros em 2025

Crescimento do tráfego, expansão de rotas e progressos na gestão de carbono destacam o papel estratégico do Aeroporto da Madeira na mobilidade e na economia regional.

O Aeroporto da Madeira ultrapassou, pela primeira vez, a fasquia dos cinco milhões de passageiros num único ano, um resultado que confirma o peso crescente da infraestrutura na dinâmica económica e turística da Região Autónoma. O avanço representa um acréscimo de 13,1% face ao ano anterior.

Ao longo de 2025, o movimento foi impulsionado pela abertura de 12 novas rotas de verão, entre as quais a operação inédita da United Airlines entre Nova Iorque e Madeira, iniciada em junho e já assegurada para 2026. A intensificação da atividade da Ryanair, com o regresso de um segundo avião baseado no aeroporto, somou-se ao crescimento continuado da easyJet e ao reforço da TAP, que estreou a ligação Faro–Madeira. A este conjunto juntou-se o regresso da Brussels Airlines, que voltou a ligar semanalmente Bruxelas à Região. O Aeroporto da Madeira conta agora com 26 companhias aéreas regulares, oferecendo ligações a 24 países e 65 destinos, consolidando uma malha de conetividade que sustenta tanto o turismo como a atividade económica local.

O marco agora alcançado resulta de um trabalho continuado da ANA – Aeroportos de Portugal, integrada na rede VINCI Airports, e das equipas que têm procurado expandir a capacidade de ligação da Madeira ao exterior. Em 2024 tinham sido registados 4,8 milhões de passageiros, valor já superado de forma confortável em 2025, permitindo ao aeroporto integrar uma nova categoria europeia em termos de dimensão e relevância.

O Aeroporto da Madeira foi, também, um dos primeiros dez do mundo a alcançar o Nível 5 da Airport Carbon Accreditation, reconhecimento internacional atribuído pelo Airport Council International às infraestruturas mais avançadas em gestão e redução de carbono.

Os aeroportos nacionais já reduziram mais de 88% das emissões face a 2018, um resultado associado a medidas de eficiência energética, conversão de frotas e aposta em energias renováveis. No caso da Madeira, a redução ultrapassa os 90% nas emissões de âmbito 1 e 2, fruto de um conjunto de iniciativas que inclui a eletrificação das operações em terra, iluminação integralmente LED, estímulo ao uso de combustíveis sustentáveis de aviação e renovação de aeronaves para modelos mais eficientes. Entre os investimentos em curso encontra-se a instalação de painéis fotovoltaicos, que deverão assegurar cerca de um terço das necessidades elétricas do terminal.

A modernização das infraestruturas e a melhoria da experiência dos passageiros têm sido igualmente prioridades. O terminal recebeu intervenções recentemente, como a expansão das áreas de check-in, self bag drop e controlo de segurança, a renovação das portas de embarque e a adaptação da zona de fronteira ao novo Exit Entry System. Foram ainda adquiridas novas viaturas de socorro e salvamento alinhadas com os padrões mais recentes da aviação europeia, substituídas as torres de iluminação da pista e ampliada a capacidade de estacionamento. A introdução de soluções biométricas – Biometrics by VINCI Airports – integra-se numa estratégia mais vasta de inovação destinada a tornar o percurso do passageiro mais fluido e eficiente.

Machine Head regressam a Lisboa em 2026 com concerto de três horas

Machine Head voltam a Portugal com a digressão An Evening With, numa noite intensa e de duração alargada no LAV – Lisboa ao Vivo.

Os Machine Head preparam o regresso a Lisboa na primavera de 2026, escolhendo o LAV – Lisboa ao Vivo para uma data marcada para 28 de abril. A banda californiana traz à capital portuguesa o conceito An Evening With Machine Head, uma digressão construída para fugir aos grandes pavilhões e aos cartazes partilhados, apostando num formato em que atuam sozinhos e prolongam o concerto por cerca de três horas.

A opção por salas de dimensão mais reduzida segue a lógica de aproximar a banda do público, recuperando a intensidade direta dos clubes onde os Machine Head moldaram a identidade que, mais tarde, levariam para palcos de maior escala. Este registo permite revisitar temas raros, alongar momentos de improvisação e percorrer uma discografia que já ultrapassa três décadas. Para os fãs, a expectativa passa por uma combinação entre clássicos e temas recentes, incluindo músicas de Unatoned, o novo álbum.

Os bilhetes têm o preço único de 50€ e ficam disponíveis a partir de 27 de novembro, às nove da manhã, nos locais habituais.

Atlante lança preço único para toda a sua rede de carregamento rápido

Rede da Atlante passa a praticar 0,45 €/kWh em todo o país, com um tarifário unificado para carregamentos rápidos e ultrarrápidos através da aplicação myAtlante.

A Atlante introduziu um tarifário unificado para todos os pontos de carregamento rápido e ultrarrápido que opera em Portugal, tornando-se a primeira empresa do setor a aplicar um valor fixo em toda a rede nacional. Desde 5 de novembro de 2025, cada carregamento realizado através da aplicação myAtlante custa 0,45€/kWh, valor que inclui energia, taxa de utilização e impostos, eliminando variações inesperadas no custo final.

A empresa apresenta esta decisão como uma forma de clarificar o preço da mobilidade elétrica e de tornar o processo mais direto para quem utiliza veículos elétricos. Carlos Ferraz, diretor executivo da Atlante Portugal, sublinha que o novo modelo afasta incertezas e assegura ao utilizador um valor estável, independentemente do ponto de carregamento escolhido, reforçando ainda que toda a energia fornecida tem origem renovável.

Com esta alteração, a Atlante procura consolidar uma estratégia baseada na previsibilidade e na transparência, princípios que pretende associar à expansão da sua rede de carregamento rápido e ultrarrápido no país. O preço único agora aplicado abrange todos os postos DC e HPC da marca, reforçando a intenção de facilitar o acesso a soluções de mobilidade elétrica em território nacional.

Nova unidade da McDonald’s em Eiras reforça presença em Coimbra

Coimbra ganha mais uma unidade McDonald’s, instalada na zona comercial de Eiras. É o 218º restaurante da marca em Portugal.

A cidade de Coimbra passou a contar com um novo espaço da McDonald’s em Eiras, inserido na zona comercial da Rua Barca Ribeira de Eiras, ampliando a oferta da marca na região e elevando para seis o número de unidades no concelho. A inauguração acrescenta ainda mais um ponto ao total nacional, que atinge agora os 218 restaurantes. A gestão do novo espaço fica a cargo do franquiado Yves Basílio, com mais de duas décadas de ligação à empresa e responsável por outros sete restaurantes em Coimbra, Pombal e Figueira da Foz.

O restaurante integra serviço McDrive com duas posições de atendimento, preparado para agilizar a circulação de viaturas. Conta com 124 lugares no interior, 48 na esplanada e um parque de estacionamento privado com 56 lugares, entre os quais áreas reservadas a famílias, pessoas com mobilidade condicionada, veículos elétricos com carregamento rápido e espaços dedicados aos pedidos através da aplicação móvel, recolhidos na saída do McDrive.

A oferta abrange pequeno-almoço, refeições completas e opções mais leves disponíveis no McCafé, mantendo a linha de propostas acessíveis que procuram responder às preferências de quem frequenta este tipo de espaços.

O interior apresenta um ambiente contemporâneo, com áreas amplas e modulares pensadas para diferentes utilizações. A experiência integra ainda tecnologia recente, como quiosques digitais para realização autónoma de pedidos, menuboard digital e pontos de carregamento USB e wireless, facilitando os processos de escolha e recolha.

A gestão de resíduos foi igualmente considerada, com ecopontos que promovem a separação de orgânicos, líquidos, papel e cartão, plástico e metal, além de indiferenciados, incentivando práticas de reciclagem entre equipas e clientes.

A abertura resultou na criação de cerca de 50 postos de trabalho diretos na região, contribuindo para a atividade económica local.

McDonald’s de Águeda reabre após renovação completa com novo conceito de design

O restaurante McDonald’s de Águeda regressa com uma renovação integral, introduzindo em Portugal um conceito de design sustentável já testado noutros países europeus.

O restaurante McDonald’s de Águeda voltou a receber clientes após mais de seis semanas de trabalhos que transformaram por completo o espaço e introduziram em Portugal um conceito de design ainda raro na própria cadeia. A nova abordagem privilegia ambientes luminosos e paletas de cores marcantes, sustentadas por materiais pensados para reduzir o impacto ambiental.

Aberto desde 2002 e já intervencionado em 2013, o restaurante regressa agora com uma estética alinhada com práticas sustentáveis que a multinacional tem vindo a testar apenas nalguns países europeus, como França e Bélgica. A renovação abrangeu todas as zonas do edifício, tanto as destinadas ao atendimento ao público como as áreas internas dedicadas às equipas. O projeto implicou a ampliação da estrutura existente, a reorganização de circuitos para acomodar melhor o fluxo de clientes e a modernização de espaços de trabalho, incluindo escritório, balneários e sala de pausa.

A estratégia passa por ajustar continuamente os restaurantes a padrões mais eficientes de operação e a experiências de consumo mais fluídas. A linguagem visual aplicada em Águeda segue essa linha, apostando num ambiente definido por peças modulares, elementos circulares e uma combinação de materiais que procuram conciliar durabilidade com menor pegada ecológica. O mobiliário, a iluminação e os restantes componentes foram concebidos para poderem ser desmontados e substituídos com facilidade, recorrendo a fixações mecânicas e a matérias-primas reutilizáveis, como o aço ou componentes com LED substituível. Mesas, cadeiras e bancos integram plástico reciclado, reforçando a intenção de prolongar o ciclo de vida dos materiais.

A decoração integra ainda recursos de origem renovável, como cortiça natural aplicada nas paredes, divisórias fabricadas a partir de borra de café reaproveitada e candeeiros de cartão. A seleção de materiais obedeceu a critérios de certificação, incluindo madeira com selo PEFC e soluções de teto e pavimento com certificação Cradle-to-Cradle.

Com a reabertura, o restaurante oferece 117 lugares na sala principal, 24 no jardim de inverno e 44 na esplanada. O parque privativo disponibiliza 36 lugares, dois deles equipados com carregamento rápido para veículos elétricos, além de espaços reservados a clientes que utilizem a aplicação móvel para recolha de pedidos. Mantêm-se igualmente os serviços McDelivery e McDrive, este último com duas pistas para acelerar o atendimento.

Os horários permanecem inalterados: de domingo a quinta-feira entre as 10h e as 00h, e às sextas, sábados e vésperas de feriado das 10h às 02h.

Festival Rhythm + Waves estreia-se na Praia da Rocha, em Portimão

O Algarve prepara-se para receber o novo festival Rhythm + Waves, que apresenta um cartaz internacional dedicado ao hip hop e à música eletrónica.

O Rhythm + Waves Festival estreia-se na Praia da Rocha, em Portimão, nos dias 27 e 28 de junho de 2026, trazendo ao Algarve nomes como Cabelinho, Gunna, Ken Carson, Chefin, Gazo, Morad, Wet Bed Gang e Rodrigo CN. A chegada deste novo evento coloca a região no centro do calendário europeu, ao apostar num alinhamento que junta figuras influentes do hip hop internacional e referências da música electrónica.

A programação distribui-se por três palcos de grande dimensão, o Wake Stage, Centre East Stage e Centre West. A escolha da Praia da Rocha como cenário reforça a ideia de criar uma experiência marcada pela proximidade ao mar e por uma produção pensada para grande escala. A organização apresenta o festival como uma nova referência no panorama cultural do Algarve, sustentada pela combinação entre ambiente costeiro, diversidade musical e um dispositivo estrutural concebido para receber milhares de pessoas.

A organização confirma que ainda serão anunciados mais 30 artistas. Quanto aos bilhetes, ainda não estão à venda, mas podem registar o vosso interesse através do site oficial, cuja linguagem nem sequer está em português, o que significa que é mais um daqueles festivais feitos em território nacional, mas orientados para estrangeiros.

Seven O Five avança com o 705 Ora Porto Hotel para abrir em 2026

O 705 Ora Porto Hotel junta alojamento, cultura e gastronomia numa proposta que pretende integrar-se na vida da cidade.

Entre a movida artística do Porto e a imponência da Super Bock Arena, prepara-se a chegada de um novo protagonista ao mapa hoteleiro da cidade. O 705 Ora Porto Hotel, a terceira aposta do grupo Seven O Five no norte do país, tem abertura prevista para o primeiro semestre de 2026 e nasce com a ambição de se assumir como um espaço que respira Porto, feito para quem o visita e para quem lá vive.

O hotel ocupa dois edifícios e reúne 85 quartos, num conjunto que vai dos individuais aos duplos, acrescentando ainda duas suites. A proposta estética parte de uma combinação de azuis profundos e tons terrosos, criada para evocar ambientes mediterrânicos e transmitir uma sensação de tranquilidade que acompanha toda a unidade. A intenção é oferecer conforto, sem perder a ligação à cidade que o acolhe.

O Mosaico será o restaurante da casa, inspirado numa cozinha mediterrânica assente em produtos frescos e sazonais. Junta-se um bar instalado no átrio, que se prolonga para uma esplanada pensada tanto para quem quer relaxar como para quem precisa de trabalhar. Há ainda jardins amplos, uma área dedicada à actividade física, uma sala de reuniões e um espaço de coworking, numa lógica de utilização flexível que procura responder a diferentes perfis de hóspedes.

A própria identidade do hotel foi construída com a ideia de tempo e momento – o “ora” – como convite a abrandar e aproveitar a cidade. A ambição passa também por integrar o talento artístico local, com exposições permanentes e uma programação cultural que pretende transformar o hotel num ponto de passagem obrigatório para quem segue o circuito criativo do Porto. A proximidade ao quarteirão das artes reforça essa vocação, abrindo portas a parcerias com galerias e artistas.

Teresa Martins, diretora-geral da Seven O Five, resume a estratégia do grupo numa aposta declarada em experiências personalizadas e imersivas, ajustadas a cada visitante. O 705 Ora Porto Hotel junta-se às duas unidades já existentes na Invicta, o 705 Porto Prime Home e o 705 Porto Prime Apartments, e antecede outros projetos em desenvolvimento, entre eles um boutique hotel em Vila Nova de Gaia e um conjunto de service apartments na Rua de Santa Catarina.

Revolut altera alertas de volatilidade e passa a incluir contexto sobre ações em bolsa

As novas notificações da Revolut explicam oscilações significativas no mercado acionista, com dados enviados uma vez por dia.

A Revolut introduziu alterações nos avisos ligados à oscilação do mercado acionista, dirigidos a quem acompanha a evolução das empresas cotadas. As notificações passam a incluir contexto adicional sobre movimentos acentuados nas ações presentes na carteira ou na lista de observação dos utilizadores, permitindo perceber de imediato a dimensão das variações.

Os alertas serão emitidos quando o preço de um título cotado em bolsa oscilar mais de 5% durante o horário regular de negociação ou ultrapassar 8% fora desse período. A atualização será enviada em inglês e apenas uma vez por dia para cada ação, com informação produzida internamente a partir de dados fornecidos por um parceiro externo.

Quem quiser deixar de receber estas notificações pode fazê-lo diretamente na aplicação, acedendo ao menu do perfil e desativando a opção correspondente aos alertas de volatilidade.

A conhecida fintech recorda que os serviços de investimento são assegurados pela Revolut Securities Europe UAB, representada na Suíça pela Revolut (Switzerland) AG, e salienta que o conteúdo disponibilizado não constitui aconselhamento individualizado nem propostas de investimento. Sublinha ainda a importância de cada utilizador avaliar a própria situação financeira, consultar documentação relevante ou procurar orientação independente antes de avançar para qualquer operação.

O investimento em ações envolve riscos: o capital pode valorizar ou perder valor, não há garantias de retorno e resultados passados não antecipam desempenhos futuros. As variações cambiais podem afetar o montante final investido. Informações adicionais estão disponíveis na Divulgação de Riscos e nas Perguntas Frequentes dedicadas ao tema.