Configurações simples de segurança que reduzem significativamente o risco de roubo de dados do cartão em pagamentos online

O roubo de dados de cartão durante pagamentos online é uma ameaça crescente, mas a boa notícia é que as configurações e hábitos de segurança mais eficazes são também os mais simples e acessíveis. Não é preciso ser um perito em informática para proteger-se. Ao aplicar as medidas descritas abaixo, qualquer pessoa pode reduzir drasticamente a sua vulnerabilidade a fraudes e interceção de dados, transformando a segurança online numa rotina fácil e intuitiva.

Ao falar de segurança online, podemos citar o Slotozilla, site multilingue de informações sobre entretenimento, incluindo casinos online, bónus e slots, que apresenta casinos com transações rápidas, como o Ice casino Portugal, de forma a ajudar os jogadores em relação aos pagamentos online.

Apresentamos, na tabela abaixo, as diferentes áreas de segurança e as medidas a adotar para reduzir o risco, aquando dos pagamentos online.

Área de segurançaMedida essencial e simplesComo reduz o riscoImpacto na segurança
ConexãoUsar apenas Wi-Fi seguro/privadoImpede que atacantes na mesma rede intercetem os vossos dados não encriptados. Nunca usem redes Wi-Fi públicas.Prevenção de interceção de dados
PlataformaVerificar HTTPS e o cadeado Garante que a ligação ao site é encriptada e que estão a comunicar com o vendedor real, e não com um site falso (phishing).Prevenção de phishing e interceção
SoftwareManter browser e antivírus atualizadosCorrige vulnerabilidades que malware (keyloggers, infostealers) exploraria para se instalar e roubar dados.Prevenção de malware
ContasAutenticação de dois fatores (2FA) ativaExige um segundo código (no telemóvel) após a palavra-passe, tornando a conta inacessível a atacantes que roubaram a vossa password.Prevenção de acesso não autorizado
CredenciaisPalavras-passe fortes e únicasImpede que a quebra de segurança de um site comprometa todas as vossas outras contas (banco, e-mail, etc.).Mitigação de violação de dados
CartãoUtilizar cartões virtuais/temporáriosO cartão tem um número ou limite de gasto temporário/único. Se roubado, é inútil para o atacante.Mitigação máxima de roubo de dados
ArmazenamentoNão guardar dados completos do cartãoEvita que malware que infete o vosso dispositivo consiga aceder ao número completo e ao CVV armazenados no browser.Prevenção de malware/roubo de dispositivo
MonitorizaçãoAtivar alertas e notificações de transaçãoPermite detetar e bloquear o cartão em segundos se ocorrer uma compra fraudulenta, limitando o prejuízo.Reação rápida e limitação de danos
HábitoSair dempre da conta (Logout)Garante que a vossa sessão bancária ou de pagamento não fica aberta, prevenindo o uso não autorizado por terceiros.Prevenção de uso indevido local

A Base da Segurança

A proteção dos vossos dados começa no ambiente onde fazem a compra e nos instrumentos que usam para aceder à internet.

Digam não às redes públicas

  • Utilizem sempre redes Wi-Fi seguras e privadas: Para qualquer pagamento ou acesso à vossa conta bancária, devem evitar absolutamente redes Wi-Fi públicas gratuitas (cafés, aeroportos, centros comerciais).
  • Porquê? Estas redes são frequentemente inseguras (não encriptadas). Isso significa que um atacante (hacker) presente na mesma rede pode utilizar técnicas de “escuta” (sniffing) para intercetar o tráfego de dados. É como falar em voz alta num local cheio de gente: os vossos dados não estão a ser protegidos. O uso de uma rede doméstica segura (com firewall ativada e palavra-passe forte) é um primeiro passo crucial para garantir que os vossos dados viajam de forma privada.

Verifiquem o HTTPS e o certificado: O cadeado no endereço

  • Pagar apenas em sites HTTPS: Antes de inserirem quaisquer dados de cartão, observem a barra de endereço do vosso browser. O endereço deve começar por https:// e ter um símbolo de cadeado fechado.
  • Porquê? O “S” no HTTPS significa Seguro (Secure). Isto indica que a ligação entre o vosso computador e o servidor do site está encriptada. Mesmo que um atacante intercete os dados (o que é difícil com uma rede segura), ele só conseguirá ver um código ilegível.
  • Verificação do certificado: Cliquem no cadeado. Devem conseguir ver o Certificado de Segurança do site, que verifica a identidade da empresa. Se o browser der um aviso de certificado inválido ou não seguro, parem imediatamente o pagamento e abandonem o site. Este é um meio fundamental para evitar o phishing, garantindo que estão mesmo a comunicar com a loja e não com uma cópia maliciosa.

Mantenham o software atualizado: browser e antivírus

  • Atualização constante é uma vacina digital: Mantenham o vosso sistema operativo (Windows, macOS, Android, iOS), browser (Chrome, Firefox, Safari) e software de antivírus/antimalware sempre na versão mais recente.
  • Porquê? As empresas de software lançam atualizações para corrigir “vulnerabilidades” de segurança – falhas que os cibercriminosos tentam explorar para instalar malware (software malicioso) que pode registar os vossos movimentos no teclado (keylogging) e roubar dados. Manter o software atualizado é a vossa primeira linha de defesa contra malware.

As defesas do utilizador: palavras-passe e autenticação

As vossas credenciais são a chave para a vossa conta e devem ser tratadas com a máxima proteção.

Palavras-passe fortes e únicas: cada conta, uma chave

  • Criem senhas complicadas: Uma palavra-passe forte tem um mínimo de 12 caracteres, incluindo letras maiúsculas e minúsculas, números e símbolos ($#, @, !, \text{etc.}$). Nunca usem informações pessoais fáceis de adivinhar (nome, data de nascimento, nome do animal de estimação).
  • A palavra-chave é a unicidade: Nunca utilizem a mesma palavra-passe para a vossa conta bancária/plataforma de pagamentos e para outros sites menos importantes (e-mail, redes sociais, fóruns). Se um site for comprometido, todas as vossas contas estarão seguras se usarem uma palavra-chave diferente para cada uma. Isto reduz o impacto de uma violação de dados.
  • Dica prática: Usem um gestor de palavras-passe seguro (como Google Password Manager, LastPass, 1Password, etc.) para gerar e armazenar senhas complexas.

Ativem a autenticação de dois fatores (2FA)

  • O que é: O 2FA (ou verificação em dois passos) adiciona uma camada de segurança. Mesmo que um atacante descubra a vossa palavra-passe, ele não conseguirá aceder à vossa conta sem um segundo fator, geralmente um código temporário enviado para o vosso telemóvel (por SMS ou aplicação Authenticator).
  • Onde usar: Ativem-no em todas as contas possíveis, especialmente nas vossas aplicações bancárias, plataformas de pagamento (PayPal, MB WAY, etc.) e e-mail.
  • Porquê? O 2FA é uma das formas mais simples e eficazes de prevenir o acesso não autorizado às vossas contas, neutralizando o risco se a vossa palavra-passe for roubada através de phishing ou violação de dados.
dados cartão

Gestão e monitorização do cartão: controlo total

Os utilizadores têm ao seu dispor ferramentas fornecidas pelos bancos que, se ativadas, tornam o cartão muito menos apelativo para os ladrões.

Evitem guardar os dados completos do cartão no browser

Recusem o Preenchimento Automático Sensível: Os navegadores oferecem a opção de guardar o número completo do cartão, data de validade e o código de segurança CVV/CVC (o código de 3 ou 4 dígitos no verso). Recusem esta opção.

O malware de roubo de informação (infostealer) visa especificamente estas localizações nos browsers. Não guardar o CVV completo obriga-vos a digitá-lo em cada compra, mas torna-o invisível a malware e a outros utilizadores do vosso computador/dispositivo.

Utilizem cartões virtuais e temporários

Muitos bancos ou plataformas (como a MB WAY) oferecem a possibilidade de criar cartões virtuais ou temporários (tokens). Estes cartões têm um número diferente do vosso cartão físico e podem ser limitados a uma única transação ou a um limite de gasto específico. Se o número do cartão virtual for roubado, ele será inútil para o atacante, pois ou já expirou ou não tem fundos associados. Esta é uma medida de mitigação de danos incomparável.

Ativem alertas de transação e limites de gastos

Ative msempre as notificações por SMS ou push na aplicação do vosso banco para todas as transações. Definma limites diários ou por transação baixos para o vosso cartão de débito/crédito.

Estes passos garantem que reagem de imediato a qualquer atividade invulgar. Se receberem um alerta de compra que não fizeram, podem bloquear o cartão em segundos, minimizando o roubo.

Sair sempre das contas

Após qualquer transação ou consulta na vossa conta bancária/plataforma de pagamento, façam sempre logout (sair da conta), especialmente em computadores partilhados ou dispositivos móveis. Evitam que alguém que aceda ao vosso dispositivo logo a seguir possa continuar a vossa sessão e realizar transações.

Ação e vigilância: o que fazer

A segurança é um processo contínuo de vigilância e reação rápida.

Monitorizem a atividade regularmente

  • Verifique o vosso extrato: Não esperem pelo extrato mensal. Verifiquem o seu extrato de conta e do cartão de crédito regularmente, pelo menos uma vez por semana, mesmo que não tenham feito compras.
  • Ação imediata: Se detetarem qualquer transação invulgar ou que não reconheçam, contactem imediatamente o vosso banco para bloquear o cartão e iniciar uma investigação. A rapidez é crucial para a recuperação dos fundos.

Entendam a redução de vulnerabilidade

Todas estas medidas básicas e simples de segurança funcionam em conjunto para reduzir as três principais ameaças:

  • Redução de Phishing: Ao verificarem o HTTPS e usarem 2FA, é muito mais difícil que uma página falsa ou um e-mail fraudulento tenha sucesso.
  • Redução de Malware: Manter o software atualizado e não guardar o CVV completo protege os vossos dados de programas maliciosos no vosso dispositivo.
  • Redução de Interceção de Dados: Usar apenas Wi-Fi seguro e HTTPS encripta o caminho, impedindo a escuta e o roubo de dados em trânsito.

A vossa segurança online não depende de software caríssimo ou de conhecimentos de programação, mas sim de hábitos consistentes e simples. Estas ações mínimas aumentam dramaticamente a vossa segurança e transformam a experiência de pagamento online numa atividade de baixo risco.

Continente inaugura segunda loja em Pombal com 25 novos postos de trabalho

Continente Bom Dia abriu a segunda unidade no concelho de Pombal, com peixaria, talho, padaria e take-away, e apoia instituições locais.

O Continente inaugurou esta quinta-feira, dia 18 de dezembro, na Guia, a sua segunda unidade no concelho de Pombal. Com 1.200 m2 de área de vendas, o supermercado, localizado junto à EN109, disponibiliza uma ampla variedade de produtos frescos, com serviço de peixaria e talho. A padaria e pastelaria de livre serviço oferecem mais de 45 referências de pão e 30 de pastelaria.

A loja conta ainda com take-away, charcutaria e bazarão, e, para maior conveniência dos clientes, dispõe de oito caixas, sendo quatro checkouts e quatro self-checkouts. Já no exterior estão disponíveis 163 lugares de estacionamento, incluindo quatro destinados a pessoas com mobilidade reduzida, bem como quatro carregadores elétricos Plug&Charge.

Esta unidade, a 19.ª do Continente no distrito de Leiria, criou 25 postos de trabalho. A loja está a funcionar diariamente, das 8h às 21h.

The Mix apresenta nova carta de inverno inspirada no Atlântico e na cozinha contemporânea

Em Cascais, o restaurante The Mix oferece uma experiência gastronómica com peixe, marisco e sushi, num ambiente com uma bela vista para o Atlântico.

Foi no passado mês de outubro que regressámos ao The Mix, restaurante do Farol Hotel, para conhecer uma nova carta cada vez mais focada na partilha de pratos. Pois bem, e tal como deixámos antever, há novos pratos para conhecer, propostas essas que celebram a ligação entre o Atlântico e a cozinha contemporânea.

Inspirada pelos produtos do mar de Cascais, a nova carta de inverno, sob a direção do chef executivo Sebastian Fritye, privilegia ingredientes sazonais, criatividade na preparação e uma apresentação cuidada que reflete a elegância do espaço. E com isto tudo, dizer que há novos pratos de carne, peixe… e não só.

A colaboração com o sushi-master Francisco Braga reforça a oferta de criações japonesas reinterpretadas, que coexistem com pratos de peixe, marisco e carnes selecionadas. Entre as novidades destacam-se entradas pensadas para partilhar, pratos de sabor intenso, como o Robalo grelhado com xerém de lingueirão, o Malandrinho de bacalhau com sames e kokotxas ou o Cozido do mar. Na área das carnes, há opções que deixam água na boca, como a Linguiça caseira de porco preto com ciabatta e picadinho de azeitonas e tomate ou a Lasanha trufada e gamo em duas texturas.

A secção das sobremesas também promete conquistar com qualquer, com novidades como o Cannelloni de requeijão e abóbora com gila e sorbet de laranja ou a Espuma de chocolate com crocante de framboesa e gelado de ginja.

O restaurante integra ainda o Bar On The Rocks, onde é possível desfrutar da paisagem costeira com uma bebida antes ou depois da refeição, proporcionando um espaço de convívio que se estende para além da mesa, em contacto direto com o oceano.

Para reservas, podem guardar mesa diretamente via TheFork, bem como ligar para o 214823491. O The Mix está aberto todos os dias, das 12h30 às 15h e das 19h às 23h. Para quem preferir sushi, atenção que o menu Sushi Moment somente está disponível de quarta a domingo, tudo para garantir a qualidade do produto.

Fernão Magalhães 127 entra na fase final de construção com a Mota-Engil

A Avenue e a Mota-Engil avançam na conclusão do Fernão Magalhães 127, projeto de habitação e escritórios na principal avenida do Porto.

O empreendimento Fernão Magalhães 127, situado numa das principais avenidas do Porto, entou na fase final de construção, agora a cargo da Mota-Engil. Este projeto, promovido pela Avenue, envolve um investimento de 150 milhões de euros e integra quatro edifícios independentes, com um total de 334 apartamentos, distribuídos por tipologias que vão do T0 ao T3+1. Atualmente, três dos edifícios – Fogo, Ar e Água – encontram-se em comercialização, com cerca de metade das unidades já vendidas, representando mais de 45% do total do empreendimento.

A obra regista um avanço significativo, com a estrutura a atingir cerca de 70% de execução, sendo que um dos edifícios já alcançou o 15.º piso. O projeto combina habitação com espaços de escritório e comércio, dispondo de duas lojas ao nível do piso térreo e 17.500 m² de escritórios distribuídos por três pisos, perfazendo uma área bruta de construção aproximada de 49.000 m². A conceção arquitetónica, a cargo do atelier OODA, destaca-se pela funcionalidade e conforto, incluindo áreas comuns como jardins, horta urbana, ginásio, pista de corrida, campo de padel, sala de jogos, coworking, parque infantil, sala de condomínio e segurança 24 horas.

O Fernão Magalhães 127 aposta fortemente na sustentabilidade, com sistemas de eficiência hídrica, produção de energia através de painéis fotovoltaicos e certificações como AQUA+, WiredScore e Classe Energética A, enquanto os escritórios contam também com a certificação BREEAM.

Antas Atrium lança terceira fase com 136 novos apartamentos

Comercialização da terceira fase do Antas Atrium arranca em dezembro, com preços desde 199.500€ e conclusão prevista para 2028.

O Antas Atrium prepara-se para avançar com a terceira fase do seu projeto residencial, adicionando 136 novos apartamentos ao conjunto já existente, num investimento de 50 milhões de euros. As tipologias variam entre T0 e T3, incluindo penthouses nos pisos superiores, e os preços arrancam nos 199.500€. A comercialização começa ainda este mês de dezembro, com o início das obras previsto para o segundo trimestre de 2026 e conclusão estimada para a primavera de 2028.

Situado nos terrenos do antigo Estádio das Antas, que esteve abandonado durante mais de uma década após a mudança do FC Porto para o Estádio do Dragão, o Antas Atrium surgiu durante a pandemia como um ambicioso projeto urbano, destinado a construir 1.150 apartamentos até ao final desta década. A primeira fase do empreendimento foi totalmente vendida, com 176 frações, e a segunda, composta por 168 unidades, encontra-se em construção, com entrega prevista para 2027.

O projeto, desenvolvido em seis fases e assinado pelo atelier de arquitetura OODA, mantém o mesmo ADN das etapas anteriores, combinando design moderno, sustentabilidade e eficiência energética, incluindo pré-instalação de carregadores elétricos, painéis solares e soluções pensadas para mobilidade futura. O condomínio integra uma área verde privada de 15.500 m², articulando espaços comuns que incluem piscina interior aquecida, ginásio, parque infantil, horta comunitária e zonas dedicadas a bicicletas.

MOVE-C é o novo cartão de mobilidade integrada da Região de Coimbra

0

Um único título de transporte passa a permitir viagens entre operadores, com o objetivo de simplificar deslocações e promover igualdade de acesso.

A Região de Coimbra deu um novo passo na mobilidade sustentável com o lançamento do MOVE-C, o novo título de transporte intermodal que permite aos utilizadores circular entre diferentes operadores de transporte público recorrendo a um único cartão. Nesta fase inicial, o sistema integra o Metrobus e os Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC), estando já prevista, a curto prazo, a adesão da SIT Metropolitano (CIM-RC) e da CP – Comboios de Portugal.

O objetivo passa por alargar progressivamente o MOVE-C a toda a Região de Coimbra, organizada em 19 zonas correspondentes aos respetivos concelhos, criando uma rede mais simples, coerente e acessível para quem se desloca diariamente por motivos profissionais, escolares ou pessoais.

Na sessão de apresentação, a presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, destacou que a principal prioridade do novo sistema é “facilitar a vida às pessoas”, reduzindo a complexidade associada à utilização de diversos títulos e operadores. Já Luís Paulo Costa, vice-presidente da CIM Região de Coimbra, salientou que este modelo de mobilidade contribui para tornar a região mais competitiva e atrativa ao investimento, ao mesmo tempo que melhora de forma concreta a qualidade de vida de quem vive, estuda e trabalha na Região de Coimbra.

O cartão MOVE-C já pode ser levantado nas bilheteiras da Metro Mondego, na Lousã e em Miranda do Corvo, bem como nas lojas dos SMTUC, em Coimbra. Os utilizadores que já possuam cartões dos serviços alternativos ao antigo Ramal da Lousã, operados pela Metro Mondego, podem obter o novo cartão de forma gratuita mediante apresentação do título atual. Para novos utilizadores, o custo de emissão é de 6€. Quem já utiliza cartão SMTUC não necessita de trocar de suporte, bastando proceder ao carregamento com os novos títulos MOVE-C.

Em termos de preços, o passe mensal tem um custo de 30€ para um concelho, 35€ para dois concelhos e 40€ para três ou mais concelhos da região. Estão também disponíveis títulos pré-comprados, com valores entre 1 e 3€, consoante a área abrangida, bem como bilhetes válidos por um, três ou sete dias. O tarifário contempla ainda diversos descontos, nomeadamente para os escalões Circula PT (A e B), além de regimes de gratuitidade para Jovens e Antigos Combatentes, de acordo com as condições definidas no regulamento do MOVE-C.

Governo garante financiamento para nova Escola Superior do Politécnico de Setúbal em Sines

A nova Escola Superior em Sines vai integrar programas de licenciatura, mestrado e doutoramento, reforçando a ligação entre ensino superior e economia local.

O Governo assegurou o financiamento para a construção da nova Escola Superior do Politécnico de Setúbal em Sines, anunciou hoje o ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre. O projeto, que visa criar uma nova unidade do Politécnico nesta cidade do Alentejo Litoral, deverá formalizar o modelo de financiamento através de um contrato-programa previsto para o primeiro semestre de 2026.

O projeto da nova escola está atualmente em apreciação pelo Ministério da Educação, sendo considerado pelos parceiros como uma iniciativa estruturante para o futuro da região. A criação desta sexta unidade orgânica do Politécnico de Setúbal justifica-se pela importância estratégica de Sines, reconhecida a nível nacional e europeu, especialmente devido às suas infraestruturas logísticas, energéticas, digitais e industriais, que exigem profissionais com elevada qualificação.

De acordo com a proposta apresentada, a nova escola terá um caráter interdisciplinar, com foco em tecnologias digitais, sustentabilidade e indústria, oferecendo uma variedade de programas de formação que incluem microcredenciais, cursos técnicos superiores profissionais, licenciaturas, pós-graduações, mestrados e doutoramentos. Este projeto integra-se numa parceria entre o Politécnico de Setúbal e a Câmara Municipal de Sines, que contempla igualmente a construção de uma residência de estudantes com capacidade para cerca de 50 camas, cuja conclusão está prevista para o segundo semestre de 2026.

KORI Vila Rio vai surgir na Póvoa de Santa Iria com 91 apartamentos

Após o sucesso de dois projetos KORI no Grande Porto, a marca chega à Grande Lisboa com o KORI Vila Rio: 91 apartamentos, áreas flexíveis e mais de 500 m² de espaços comuns junto ao Tejo.

Depois do sucesso de dois projetos no Grande Porto, onde foram vendidas quase 200 unidades, a marca KORI – Living Evolution da Teixeira Duarte Real Estate chega agora à Grande Lisboa com o KORI Vila Rio. Este novo empreendimento pretende trazer uma nova forma de habitar a cidade, combinando design inteligente, funcionalidade e soluções adaptáveis ao ritmo de vida contemporâneo.

Localizado na Póvoa de Santa Iria, junto ao Tejo, o KORI Vila Rio insere-se num dos maiores processos de regeneração urbana da região e oferece 91 apartamentos. A construção arrancou em agosto de 2025 e a comercialização já decorre, com preços a partir de 300.000€.

Os apartamentos foram concebidos para aproveitar ao máximo cada metro quadrado, eliminando espaços redundantes e integrando a chamada área flexível, que permite diferentes usos ao longo do dia, seja para trabalhar, jantar, descansar ou socializar. Cada unidade inclui soluções exclusivas, como camas rebatíveis, mesas extensíveis e mobiliário multifuncional, enquanto a caixilharia de altura total e os materiais claros reforçam a luminosidade e a sensação de amplitude.

O projeto integra também o KORI Club, com mais de 500 m2 de áreas comuns concebidas como uma extensão da própria habitação. Entre estas incluem-se piscina no rooftop, zonas de convívio interiores e exteriores, áreas híbridas para trabalho e lazer, cozinha equipada reservável e um espaço de fitness completo.

O KORI Vila Rio insere-se no bairro Vila Rio, uma área de 17 hectares concebida de raiz, com seis hectares de parque urbano, passadiços junto ao Tejo, zonas de lazer e desporto, clube náutico, cais turístico e uma praça central com mais de 40 lojas, restaurantes e supermercado. A proximidade à estação ferroviária, a apenas 150 metros, permite chegar a Lisboa em menos de 15 minutos e ao aeroporto em 20.

Coloplast investe 110 milhões em nova fábrica em Felgueiras

A Garcia Garcia será a responsável pela construção da nova fábrica da Coloplast em Felgueiras, um projeto estratégico que fortalece a indústria de saúde e cria 800 novos postos de trabalho.

A multinacional dinamarquesa Coloplast está a construir a sua maior unidade de produção em Felgueiras, um projeto que representa um investimento de 110 milhões de euros e que poderá criar cerca de 800 postos de trabalho. A responsabilidade da construção foi atribuída à Garcia Garcia, empresa de Santo Tirso com experiência em edifícios industriais e logísticos, sendo a conclusão prevista para o primeiro trimestre de 2026.

Localizada na Área de Acolhimento Empresarial de Alto das Barrancas, em Revinhade, a nova fábrica terá uma área de implantação de 37.000 m² e uma área total de construção de 56.000 m², distribuídos por três edifícios: o maior, com 38.600 m², será dedicado à produção; outro terá 5.300 m² para logística; e um terceiro, de 6.300 m², servirá funções administrativas. O edifício de produção incluirá 11.350 m² de salas limpas, garantindo elevados padrões de esterilização e qualidade, essenciais na fabricação de dispositivos médicos.

A unidade será dedicada à produção de cateteres intermitentes, utilizados por pessoas com retenção urinária, incluindo indivíduos com lesões na medula espinhal ou espinha bífida.

Salário mínimo de entrada do Lidl sobe para mais de 1.200 euros em 2026

O Lidl Portugal vai investir mais de 12 milhões em salários em 2026, elevando o salário de entrada para cerca de 1.211 euros mensais, incluindo subsídio de refeição.

O Lidl Portugal anunciou que, em 2026, vai realizar o maior investimento salarial da sua história, ultrapassando os 12 milhões de euros. Esta iniciativa reforça o pacote remuneratório da cadeia, que estabelece como base para Operadores de Loja e de Entreposto um salário de 1.000€ brutos mensais, correspondente a uma jornada de 40 horas semanais. Desde o primeiro dia, todos os colaboradores recebem contratos sem termo, assegurando estabilidade laboral e afastando modelos de precariedade.

A atualização salarial entra em vigor em janeiro e estende-se também a Escriturários e Chefes de Secção. O aumento da base, de 900 para 1.000€, representa uma subida de 11%, valor que duplica o incremento do Salário Mínimo Nacional recentemente aprovado pelo Governo. Incluindo o subsídio de refeição diário de 9,60€, o salário de entrada situa-se em cerca de 1.211€ por mês, o que equivale a mais de 16.300€ anuais. A progressão dentro da empresa permite que, ao alcançar o último escalão, o salário base de um operador atinja 1.250€, elevando o pacote global anual para aproximadamente 19.800€.

O reforço salarial do Lidl acompanha uma política abrangente de benefícios sociais. Todos os colaboradores, independentemente da sua carga horária, têm acesso a seguro de saúde, com possibilidade de extensão ao agregado familiar em condições especiais, e a serviços gratuitos de apoio financeiro, jurídico e psicológico. Esta política de proteção social é complementada por um sistema de progressão anual transparente, com aumentos mínimos de 5%, permitindo que muitos colaboradores recebam dois reforços salariais no mesmo ano.

Tefal, Lpoint Prestige e MultiOpticas renovada reforçam oferta do Campera

O Campera Outlet Shopping recebe novas marcas, renova espaços e prepara atividades natalícias para toda a família, reforçando a diversidade da sua oferta comercial.

O Campera Outlet Shopping encerra o ano com novidades no seu leque de marcas, remodelações de lojas e atividades dedicadas à época natalícia. A chegada da Tefal e da Lpoint Prestige junta-se à renovação do espaço da MultiOpticas, reforçando o apelo do centro comercial junto de públicos distintos.

A Tefal, que atua no setor dos pequenos eletrodomésticos e utensílios de cozinha, inaugurou uma loja de cerca de 200 m² no piso 0, com um espaço que vem ampliar a presença do segmento dedicado à casa e à cozinha.

Ainda no piso 0, a Lpoint Prestige prepara-se para abrir antes do Natal, ocupando aproximadamente 99 m² e reforçando o segmento de moda para mulher, homem e criança.

Por último, a MultiOpticas apresenta-se agora em instalações renovadas, com cerca de 150 m², oferecendo um ambiente contemporâneo, maior conforto e condições de atendimento aprimoradas, mantendo o serviço especializado na área da saúde visual.

No período que antecede o Natal, o Campera proporciona experiências direcionadas a toda a família. O Pai Natal e a Mãe Natal estarão disponíveis para encontros nos dias 20 e 21, entre as 11h e as 13h e das 15h às 19h; nos dias 22 e 23, entre as 13h e as 18h; e no dia 24, das 11h às 14h. Paralelamente, as Oficinas Criativas de Natal decorrem nos dias 20 e 21, nos mesmos horários, com atividades como decoração de gorros e criação de enfeites.

A animação inclui também personagens como Olaf e a Princesa Elsa, presentes na galeria a 20 de dezembro, entre as 15h e as 19h. O programa natalício é complementado por espaços temáticos, como o Baloiço de Natal, o Ateliê de Natal (Loja 0.07) e a Roda da Sorte, onde os visitantes podem ganhar brindes mediante subscrição da newsletter ou seguindo as redes sociais, durante os horários das oficinas.

Passe navegante mantém preço em 2026

O tarifário do navegante permanece inalterado em 2026, apoiado por programas de financiamento que permitem planear investimento e responder ao crescimento da procura.

Em 2026, o passe navegante mantém o mesmo preço pelo sétimo ano consecutivo, consolidando a estratégia da Área Metropolitana de Lisboa de estabilizar tarifas enquanto reforça o transporte público e a mobilidade sustentável.

Os dados mostram até que ponto esta decisão alterou os hábitos de deslocação na região: em 2019 registavam-se cerca de 6 milhões de carregamentos; em 2024 o total ultrapassava os 11 milhões e, em 2025, aproxima-se dos 12 milhões. A tendência confirma que o transporte público recuperou relevância, com o navegante a representar atualmente perto de 90% das viagens na área metropolitana, tanto de utilizadores frequentes como ocasionais.

A transformação do sistema tornou-se especialmente evidente com a simplificação do tarifário. Antes da criação do navegante existiam perto de 8.000 tipos de passes, associados a zonas pouco articuladas e fronteiras que complicavam a circulação dentro da região. O modelo atual resume-se ao navegante municipal e ao navegante metropolitano, ambos com cobertura integral da Área Metropolitana de Lisboa, quando o título mais abrangente do antigo esquema não chegava sequer a um terço do território e deixava vários modos de transporte fora da mesma rede.

O financiamento desta política passou primeiro pelo Programa de Apoio à Redução Tarifária, ativo entre 2019 e 2023, e desde 2024 é garantido pelo Incentiva + TP, que trouxe maior previsibilidade ao planeamento das autoridades de transporte. Esta estabilidade permite à Transportes Metropolitanos de Lisboa definir investimentos num horizonte plurianual, condição vista como essencial para consolidar o sistema, reforçar a integração e assegurar que a evolução do serviço acompanha o crescimento da procura.

Criado em 2019 como um tarifário unificado, o navegante engloba diferentes modos de transporte e serviços complementares, desde parques dissuasores a bicicletas partilhadas, incluindo ainda acessos integrados a eventos e outras iniciativas relacionadas com a mobilidade na região.

BEN torna-se o primeiro e-car português com certificação para circular em toda a Europa

Desenvolvido no CEiiA, o objetivo passa por produzir o BEN em larga escala a partir de 2026, com um preço base a rondar os 8.000€.

O pequeno automóvel elétrico português BEN passou a poder circular em toda a Europa, depois de concluir o processo de homologação da União Europeia. O certificado foi atribuído no centro IDIADA, em Espanha, encerrando uma etapa técnica longa e rigorosa que confirma o cumprimento das normas comunitárias. Desenvolvido no CEiiA, em Matosinhos, o veículo surge como uma proposta compacta, pensada para uso em regime de serviço e com foco na redução de custos e do impacto ambiental.

Uma das características distintivas do BEN é o sistema que contabiliza emissões de CO₂ evitadas ao longo da sua utilização, recorrendo à tecnologia AYR, premiada com o Bauhaus Europeu em 2021. A abordagem procura equilibrar o peso ambiental da produção com o comportamento real do veículo na estrada, integrando métricas que pretendem traduzir ganhos concretos na descarbonização.

O projeto insere-se na Be.Neutral, uma agenda mobilizadora de inovação empresarial financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência e coordenada pelo IAPMEI. A conclusão desta fase permite ao CEiiA avançar com uma primeira produção em Matosinhos, na chamada BEN Garagem. O passo seguinte contempla séries limitadas destinadas a várias utilizações, num período em que o protótipo continuará a evoluir e em que a unidade piloto deverá atingir capacidade para fabricar cerca de 200 unidades por ano.

O calendário traçado aponta para o arranque de uma produção alargada em 2026, distribuída por diferentes locais em território nacional e noutros países europeus. Os promotores admitem estar a negociar a implantação de uma rede descentralizada capaz de colocar no mercado, até 2030, cerca de 20.000 veículos por ano, com um preço base previsto de 8.000€.

OnePlus 15R é o novo topo de gama da marca com bateria de 7400mAh

0

O OnePlus 15R promete chegar ao mercado enquanto um dos smartphones topo de gama mais acessíveis.

A OnePlus revelou o OnePlus 15R, um novo smartphone descrito pela marca como um dispositivo topo de gama, apesar de ocupar um lugar imediatamente abaixo do OnePlus 15 na hierarquia da marca do catálogo da OnePlus. Este novo smartphone, posiciona-se nesse lugar ao apostar em especificações consideradas ambiciosas e igualmente orientadas para utilizadores exigentes.

Um desses exemplos é o processador Qualcomm Snapdragon 8 Gen 5, que alimenta o OnePlus 15R. Trata-se de uma escolha que o distingue da variante Elite mais potente, reservada ao OnePlus 15. mas ainda assim é um chip de alto desempenho, para tarefas mais intensivas. No entanto, um dos maiores destaques do equipamento é a sua bateria de 7400 mAh, uma capacidade pouco comum neste segmento. A OnePlus complementa esta capacidade com o carregamento rápido de 80W, permitindo recuperar grande parte da autonomia em poucos minutos.

O ecrã é outro dos pontos fortes, incorpora um painel LTPS AMOLED de resolução 1.5K, taxa de atualização de 165 Hz e um brilho máximo que pode atingir os 1800 nits. Integrada no ecrã, está a câmara frontal de 32 MP com foco automático. Já na traseira, o OnePlus 15R aposta num sistema de câmaras composto por um sensor principal de 50MP com lente grande angular e uma câmara ultra grande angular de 8MP. Ao nível da memória, o smartphone chega equipado com 12GB de RAM LPDDR5X e opções de armazenamento interno de 256 GB ou 512 GB, recorrendo ao rápido padrão UFS 4.1. Em termos de construção, o equipamento apresenta certificações IP66, IP68, IP69 e IP69K, assegurando resistência avançada à água e ao pó.

O OnePlus 15R ficará disponível nas cores Preto Carvão e Verde Menta por 729€ para a versão de 512 GB, com pré-venda já a decorrer e as primeiras entregas previstas para 15 de janeiro de 2026. Neste período de lançamento, será possível beneficiar de um desconto de 100€ e de extras como um carregador de 120W e, à escolha, uns OnePlus Buds 4 em preto ou uma capa magnética oficial do OnePlus 15R na cor Areia.

Facebook descontinua a aplicação do Messenger para computadores

A Meta encerrou oficialmente o Messenger para Windows e macOS e agora redireciona os utilizadores para a versão em navegadores.

O Facebook Messenger deixou oficialmente de estar disponível como aplicação para computadores. Desde 15 de dezembro de 2025, qualquer utilizador que tente abrir o Messenger num computador macOS ou Windows, é automaticamente redirecionado para o site do Facebook, onde poderá continuar a aceder ao serviço de mensagens através do navegador.

Lançada em 2020, durante o primeiro confinamento provocado pela pandemia, a aplicação nativa para ambientes de trabalho surgiu num momento pouco favorável, mas nunca conseguiu convencer a maioria dos utilizadores. Com limitações técnicas desde o lançamento, como por exemplo videochamadas limitadas a um número de participantes inferior ao de plataformas concorrentes como o Zoom, ou a falta de funcionalidades básicas, como a partilha de ecrã ou a criação de links para chamadas.

A Meta já havia anunciado em outubro a sua descontinuação, confirmando um declínio de utilização que se vinha a acentuar há vários anos. Em 2023, a empresa iniciou o processo de reintegração do Messenger na aplicação principal do Facebook, sinalizando uma mudança de estratégia. E ao longo do tempo, a tecnologia subjacente às versões para para ambiente de trabalho foi alterada. No macOS, o Messenger passou a ser desenvolvido com base no Catalyst, uma ferramenta que permite adaptar aplicações do iPad ao Mac, mas esta abordagem foi alvo de críticas devido a problemas de utilização e à ausência de uma experiência verdadeiramente “nativa”. Antes disso, o Messenger para Mac tinha sido desenvolvido em Electron e, mais tarde, em React Native Desktop. Já no Windows, a aplicação acabou por assumir o formato de aplicação web progressiva (PWA), ou seja, uma versão para navegador adaptada, suportada pelo Edge.

Com esta decisão, a Meta procura simplificar o seu ecossistema de produtos, concentrando a utilização do Messenger nas plataformas móveis e na web.

Novo Volkswagen ID. Polo chega em 2026 por 25.000€

0

O novo elétrico compacto da Volkswagen aposta na tração dianteira, um interior mais generoso e três níveis de potência.

A Volkswagen quer reforçar a sua posição no segmento dos elétricos acessíveis e prepara-se para lançar, em 2026, o ID. Polo. O nome remete para um dos modelos mais populares da marca, mas a proposta é inteiramente nova: um automóvel 100% elétrico, desenvolvido com uma base técnica distinta dos restantes modelos da família ID e pensado para baixar custos sem abdicar de tecnologia.

Ao contrário do ID.3 e do ID.4, concebidos com tração traseira, o ID. Polo estreia um sistema de tração dianteira desenvolvido de raiz. A solução assenta na plataforma MEB+, uma evolução da arquitetura elétrica da Volkswagen, que recorre ao motor elétrico APP 290. Esta abordagem promete ganhos consideráveis em peso, eficiência e custos de produção, fatores decisivos para atingir um preço estimado a rondar os 25.000€.

ID. Polo
Volkswagen ID. Polo

No lançamento, o ID. Polo estará disponível com três níveis de potência. A versão de entrada debita 85 kW (116 cv), direcionada para uma utilização essencialmente urbana. Segue-se uma variante intermédia com 99 kW (135 cv), enquanto a opção mais potente oferece 155 kW (211 cv), pensada para quem procura prestações mais dinâmicas. A Volkswagen já confirmou que uma versão GTI, com 166 kW (226 cv), será lançada mais tarde, em 2027. A estratégia da marca passa também por diferenciar as baterias consoante a motorização. As versões menos potentes recorrem a uma bateria de fosfato de ferro-lítio (LFP) com 37 kWh de capacidade líquida, uma solução mais económica e durável, ainda que com menor densidade energética, e suportam carregamento rápido até 90 kW. Já as variantes superiores utilizam a nova célula padrão da PowerCo, com 52 kWh líquidos e química NMC (níquel, manganês e cobalto), permitindo autonomias que podem chegar aos 450 quilómetros em ciclo WLTP e carregamentos até 130 kW.

A tecnologia “cell-to-pack”, que integra diretamente as células no conjunto da bateria, elimina módulos intermédios e contribui para uma melhor utilização do espaço. Apesar de manter dimensões exteriores muito próximas do Polo a combustão, o ID. Polo beneficia da plataforma elétrica para oferecer um interior mais generoso. O aumento do espaço para os ocupantes é acompanhado por um salto significativo na bagageira, que passa a oferecer 435 litros, podendo chegar aos 1.243 litros com os bancos traseiros rebatidos, um crescimento de cerca de 24% face ao Polo tradicional.

A nível tecnológico, o novo modelo estreia uma versão mais avançada do software de assistência à condução. O sistema de Assistente de Viagem passa a incluir mudanças de faixa assistidas em autoestrada, além das funções já conhecidas de manutenção na faixa e controlo adaptativo de velocidade. O reconhecimento de semáforos e sinais de paragem foi igualmente integrado, reforçando o pacote de segurança ativa.

Com testes já em curso, a Volkswagen prepara o terreno para um lançamento comercial em 2026.

Xiaomi 15 Ultra recebe atualização para o HyperOS 3

A nova interface da Xiaomi introduz o Android 16 no Xiaomi 15 Ultra, com melhorias de desempenho, eficiência e outras novidades.

A Xiaomi lançou o HyperOS 3 para o Xiaomi 15 Ultra, marcando a estreia da nova interface da marca baseada no Android 16, para utilizadores mercado europeus.

A nova versão disponibilizada é a 3.0.5.0.WOAEUXM e pesa 8,9 GB. Dada a dimensão do ficheiro, é recomendada a utilização de uma ligação Wi-Fi para efetuar o download, evitando tempos de espera prolongados e um consumo excessivo da bateria. Como seria de esperar, a lista de alterações do HyperOS 3 para o Xiaomi 15 Ultra é extensa e foca-se sobretudo em melhorias de desempenho, na otimização energética e na estabilidade geral do sistema. Adicionalmente esta nova atualização integra todos os novos recursos planeados pela marca para esta versão e dispositivo.

Tal como acontece com outras grandes atualizações de software, o lançamento do HyperOS 3 para o Xiaomi 15 Ultra está a ser feito de forma gradual, podendo demorar alguns dias até chegar a todos os utilizadores.

Dispatch, o melhor jogo de super-heróis do ano, aterra na Nintendo Switch em janeiro

Dispatch leva as suas emoções até às mãos dos jogadores da Nintendo muito em breve.

Dispatch, o jogo de estreia da AdHoc, desenvolvido em colaboração com a Critical Role, salta do PC e das consolas PlayStation para as mãos dos jogadores, com uma versão para a Nintendo Switch e Nintendo Switch 2.

Revelada nas redes sociais, a versão de Dispatch para a Nintendo Switch tem atualização gratuita para versão nativa da Nintendo Switch 2, com lançamento marcado pra 28 de janeiro. As pré-reservas via Nintendo eShop já estão disponíveis com um desconto temporário de 10%, ficando por 26,09€ em vez do preço recomendado de 28,99€.

Lançado originalmente no final de outubro, com lançamentos de dois episódios ao longo de quatro semanas, Dispatch é a mais recente produção de um grupo de produtores de veteranos que nos trouxeram The Walking Dead, The Wolf Among Us e Tales from the Borderlands, para nos entregar agora uma história sobre um super-herói caído, que terá que usar os seus valores e experiência para guiar uma equipa de resposta rápida composta por antigos antagonistas em busca de redenção.

A colaboração com a Critical Role resulta num elenco cheio de estrelas conhecidas do cinema, TV e videojogos, que entregam prestações incríveis na caracterização de cada personagem. No elenco encontram-se veteranos como Laura Bailey, Erin Yvette e Matthew Mercer que colidem com novatos e criadores de conteúdo como Alanah Pearce, Jacksepticeye, Joe Haver, MoistCr1TiKaL ou Thot Squad, a par com nomes populares e conhecidos como Jeffrey Wright e Aaron Paul (que lidera o grupo).

Ao estilo de uma visual novel, os jogadores controlam e guiam o destino das personagens através de uma apresentação animada digna de uma série de televisão, com momentos jogáveis de gestão, onde os jogadores enviam os novos heróis para cenários de conflito.

Dispatch mistura humor, drama, mecânicas estratégicas e muita narrativa, num jogo que, apesar do lançamento tardio este ano, ainda conseguiu duas nomeações para os The Game Awards, nas categorias de Melhor Jogo Independente De Estreia e de Escolha dos jogadores.

Dispatch pode ser jogado atualmente no PC e na PlayStation 4 e PlayStation 5.

LG e Samsung apostam no Micro RGB antes de revelarem novas televisões para 2026

0

A tecnologia Micro RGB promete ser a melhor alternativa à tecnologia OLED, com qualidades semelhantes e menos riscos para os utilizadores.

O futuro das televisões parece não ser a tecnologia OLED e quem nos diz isso, são duas das marcas mais populares, a LG e a Samsung, que no espaço de um dia anunciaram que vão revelar um novo catálogo de televisões com tecnologia Micro RGB durante a CES 2026.

A tecnologia Micro RGB não é propriamente nova e a Samsung até já lançou um modelo de 115 polegadas em alguns territórios, mas o seu teste orientado para os ultra-ricos não se fica por aqui, com a promessa de tornar a tecnologia mais acessível e em novos tamanhos.

Para o ano, a Samsung prepara assim a sua linha de televisões Micro RGB, com foco em resoluções 4K, muita inteligência artificial para calibração e apresentação da melhor imagem e som, em tamanhos de 55, 65,75, 85, 100 e 115 polegadas.

Já as soluções da LG, rebatizadas como Micro RGB Evo, apresentam-se nos modelos de 75,86 e 100 polegadas, também com o alvo a resolução 4K, e suporte das suas tecnologias proprietárias de inteligência artificial.

Ambas as marcas explorarão esta tecnologia com base nos seus processadores em combinação com os sistemas operativos proprietários, dado que a tecnológica central é bastante semelhante entre ambas as soluções. Em ambas as marcas, a tecnologia Micro RGB propõe painéis com micro leds RGB (vermelhos, verdes e azuis) de dimensões menores a 100 micrómetros, que permitem um controlo de cor e de luz muito maior, assim como uma maior intensidade semelhante às televisões OLED. Ainda comparado a tecnologia OLED, a Micro RGB também a capacidade de emissão local e independente de cada LED, permitindo pretos mais profundos e gradações de cor e de sombras mais suaves e naturais.

Mas um dos maiores destaques desta tecnologia tem a ver com a segurança e satisfação dos utilizadores, que no caso das televisões OLED – mesmo com as atuais tecnologias de saúde dos painéis – poderão ser suscetíveis a problemas como burn-in, que se materializam na apresentação de manchas ou imagens gravadas permanentemente nos ecrãs, quando são apresentados durante longos períodos de tempo com níveis de luz elevadas. Já a tecnologia Micro RGB é menos suscetível a estes problemas e a possíveis ansiedades dos utilizadores, revelando-se não tanto como a próxima evolução para televisões, mas uma muito bem-vinda alternativa.

O futuro das televisões será conhecido com os dois novos catálogos da LG e da Samsung já em janeiro, durante a CES 2026 que acontece em Las Vegas, entre os dias 6 e 9 de janeiro.

AiPaper Reader Review: a nova aposta da Viwoods para quem não dispensa uma boa leitura

Para quem valoriza e-readers compactos, este AiPaper Reader da Viwoods pode muito bem ser a próxima opção a considerar.

Por estas bandas, já se sabe que vivo rodeada de gadgets, mas há uma categoria que me conquista sempre de forma especial, os e-readers. E o que procuro, enquanto ávida leitora, é muito simples: um e-reader que seja fácil de segurar, leve o suficiente para acompanhar longas sessões de leitura e com um ecrã que trate bem os meus olhos.

Ao longo do tempo tenho vindo a experimentar vários dispositivos e, entre eles, esteve o AiPaper da ViWoods, um tablet E-ink muito bem conseguido e que me fez começar a acompanhar de perto o percurso da marca. Recentemente, a Viwoods decidiu dar um passo que me despertou ainda mais a curiosidade, com o lançamento do seu novo e-reader de bolso, o AiPaper Reader, que com muito gosto recebi para análise.

Tal como aconteceu com o AiPaper, o AiPaper Reader chegou bem acondicionado, dentro de uma caixa minimalista em cinzento-claro com tipografia a preto, num estilo que combina com toda a estética e comunicação habitual da ViWoods. Ao levantar o dispositivo da embalagem, encontra-se o conjunto esperado de acessórios: o cabo de alimentação, o manual de instruções e ainda um clip para abrir a slot do SIM. Juntamente com isto vem também uma capa em cinzento-escuro, simples e discreta, que completa bem o conjunto e deixa tudo pronto a usar logo desde o primeiro momento.

Assim que tirei o AiPaper Reader da caixa, a primeira coisa que me saltou à vista foi a leveza do aparelho. A espessura é mínima, com apenas 6,7 mm, e as dimensões de 159.39 cm por 80,27 cm colocam-no praticamente ao nível do meu iPhone 16 Pro Max em tamanho. A diferença está mesmo no peso: o AiPaper Reader é muito mais leve, cerca de 100 g abaixo do iPhone, ficando pelos 162 g, e já com a capa de proteção colocada, o que acaba por se traduzir numa leitura contínua sem esforço, uma vez que, ergonomicamente falando, é um dispositivo que cabe perfeitamente na palma da mão e acaba por não pesar praticamente quase nada.

Mesmo em relação à qualidade do material, e apesar do seu ar mais simples, o AiPaper Reader transmite uma qualidade inesperada. O seu chassis, em plástico cinzento-claro, de alta qualidade, confere imediatamente um ar premium ao equipamento. Aliás, ao deslizar os dedos sobre o equipamento, a sensação é muito agradável, em parte graças ao acabamento em mate, um detalhe fantástico, já que garante que nenhuma dedada fica à vista. Em relação à moldura que rodeia todo o dispositivo, é construída em alumínio e tem uma tonalidade verde metalizada muito subtil, que lhe dá personalidade, mas sem nunca fugir ao espírito minimalista do resto do AiPaper Reader.

A traseira do AiPaper Reader segue esta mesma lógica minimalista: no centro, encontramos apenas o logótipo da ViWoods, em prateado, e discreto o suficiente para quase passar despercebido. Mais abaixo, surge a designação AiPaper Reader em cinzento mais escuro, integrada de forma harmoniosa no painel. Por baixo há ainda um autocolante informativo que pode ser removido sem esforço.

Nas laterais, a organização dos elementos é simples e faz sentido. Do lado esquerdo encontra-se a slot para o cartão SIM 4G – e apenas isso. Não existe slot para microSD, por isso não há possibilidade de expandir o armazenamento por essa via, algo que convém ter em conta dependendo do tipo de utilização que cada um pretenda fazer. Tendo em conta que o AiPaper Reader vem com 128GB de armazenamento interno, diria que há espaço mais do que suficiente para guardar uma biblioteca generosa de livros e ficheiros. Mesmo sem expansão por microSD, dificilmente alguém chega ao limite só com leitura. E, para quem precisar de ir além disso, há sempre a alternativa de recorrer aos serviços de cloud, que acabam por complementar bem o armazenamento local.

Já do lado direito, estão os quatro botões físicos, habilmente pensados de forma a tornar a sua utilização muito intuitiva. São botões fáceis de encontrar sem olhar, bem separados entre si e com um formato que ajuda a distingui-los ao toque. Aliás, esta foi uma das surpresas mais agradáveis do hardware: o feedback é excelente, tanto tátil, como visual. Cada vez que pressiono algum destes botões, o clique é preciso (se bem que um pouco audível) e imediato, o que ajuda tornar a navegação no AiPaper menos stressante.

O primeiro botão da fila é o de Ligar/Desligar, que também ativa ou desativa o modo de Repouso. Destaca-se logo pela cor vermelha, o que ajuda bastante a identificá-lo num instante. Além disso, está ligeiramente afastado dos restantes, tornando-se fácil de localizar ao toque, mesmo quando não estamos a olhar diretamente para o dispositivo. Um detalhe particularmente interessante é que este botão integra também o desbloqueio biométrico, algo que já existe no AiPaper que testei, mas que aqui funciona francamente melhor. A localização ajuda imenso, uma vez que está mesmo onde o dedo pousa naturalmente ao pegar no dispositivo. Sempre que o utilizo, o desbloqueio é imediato e fiável, sem aquelas falhas ocasionais que experiencie anteriormente com o outro dispositivo, o que acaba no dia-a-dia por fazer ainda alguma diferença.

Logo abaixo vêm os dois botões seguintes, que acumulam duas funções: controlar o volume e avançar ou recuar páginas durante a leitura. Como o AiPaper Reader não inclui colunas integradas, o áudio só pode ser usado através de auscultadores ou de uma coluna externa, por isso, na prática, estes botões acabam por ser usados sobretudo para navegar nos livros.

O quarto e último botão é o dedicado à IA, e distingue-se facilmente dos restantes graças aos três pequenos pontos em relevo que lhe dão uma textura rugosa. Essa diferença tátil é útil, porque novamente podemos identificá-lo sem precisar de estar a olhar diretamente. Ainda assim, há aqui um detalhe menos feliz na utilização diária: sempre que pego no AiPaper Reader, dou por mim a carregar acidentalmente neste botão. E, se o modo de repouso não estiver ativo, o dispositivo abre de imediato o chat de IA. Ou seja, quando estou a ler com o AiPaper pousado na mesa e o levanto para continuar, acabo por sair da aplicação em que estou e ir parar ao chat. Não é algo constante, mas aconteceu o suficiente para se tornar um pequeno aborrecimento ao longo do uso.

Já na parte inferior do AiPaper encontra-se a porta USB-C para carregamento, ligeiramente deslocada do centro (um pormenor que reparei, mas que não tem qualquer impacto estético ou funcional), acompanhada de um pequeno LED que indica o estado da bateria, ou seja, vermelho enquanto está a carregar e verde quando fica pronto a usar, e um microfone.

Para proteger o equipamento, o AiPaper Reader vem com uma capa plástica em cinzento-escuro que coloquei mal tirei o dispositivo da caixa e, na verdade, nunca mais a removi. Parte disso deve-se ao facto de eu ser um pouco desastrada e sentir que assim o aparelho fica melhor protegido, sobretudo quando o levo na mala, mas também porque a capa é tão justa que tirá-la é uma pequena odisseia.

Ainda assim, cumpre muito bem o essencial: protege a traseira e as zonas superior e inferior do e-reader, deixando as laterais expostas. Isso acaba por manter a estética elegante do AiPaper Reader, sem esconder a moldura metálica que lhe dá tanta personalidade. O único ponto menos prático é não haver qualquer proteção para o ecrã. Confesso que isso me deixa sempre ligeiramente inquieta quando o guardo junto a outros objectos, mas tenho tido cuidado e, até agora, não tive nenhum problema.

Na zona frontal do AiPaper Reader não há qualquer botão, só mesmo as margens finas que enquadram discretamente aquilo que realmente interessa, o ecrã Carta 1300, a tecnologia E-Ink mais recente, com resolução de 1648×824 e uma densidade de 300 ppi. Apesar de não ser um painel a cores, a reprodução a preto e branco tem um contraste muito bem conseguido, deixando o texto nítido, limpo e visualmente agradável. As letras do texto surgem sempre bem destacadas no ecrã e, apesar de não ser possível não podermos ajustar a tonalidade para luz quente, é possível controlar a intensidade do brilho, o que ajuda bastante a adaptar a leitura a diferentes ambientes, como espaços muito iluminados ou sem luz nenhuma. Para ajudar ainda mais o conforto visual, o tamanho do texto pode ser ajustado entre quatro opções diferentes. Pessoalmente, costumo usar o tamanho grande, sobretudo à noite, já que não há luz mais amarelada disponível e assim fico mais descansada porque que sinto que não estou a forçar demasiado a vista.

Quando o AiPaper Reader fica algum tempo sem uso, entra automaticamente em bloqueio e passa a mostrar o wallpaper pré-definido. Este detalhe é personalizável, permitindo escolher a imagem que mais gostamos (existem umas quantas muito giras para escolher!), e acabei por optar por alinhar com o wallpaper do meu outro AiPaper.

Há, no entanto, um pormenor menos positivo relacionado com o ecrã. Para além da ausência de luz quente, nota-se um pequeno espaçamento entre o painel e as bordas do dispositivo, criando uma moldura ligeiramente acinzentada à volta do ecrã. É um compromisso necessário para permitir a retroiluminação, mas é visível e acaba por chamar a atenção a quem é mais atento a estes detalhes, No entanto, não senti de todo que atrapalhasse a leitura e tem a grande vantagem de permitir ler mesmo sem nenhuma fonte de luz disponível, o que é, no fundo, o essencial para qualquer leitor.

Viwoods AiPaper Reader - modo repouso

Relativamente a outras especificações, o AiPaper Reader vem equipado com 4GB de RAM, um valor que, quando comparado com alguns concorrentes no mercado, pode parecer mais modesto. Ainda assim, na utilização diária não senti qualquer lentidão. Pelo contrário, a navegação é fluida e responde bem às interacções, mesmo com várias aplicações instaladas.

Já a bateria tem 2580 mAh, um valor que se adequa a este tipo de dispositivo, embora fique novamente um pouco abaixo do que alguns concorrentes oferecem. Com uma utilização diária de cerca de duas a três horas de leitura, consigo facilmente passar uma semana sem o carregar. Ajuda também o facto de que só ligo o Wi-Fi, dados ou Bluetooth quando preciso efetivamente de os usar, o que ajuda ainda mais a conservar a bateria. Naturalmente, se o uso for mais intensivo ou envolver aplicações mais exigentes, a autonomia acaba por diminuir. No meu caso, como uso o e-reader essencialmente para leitura e deixo redes sociais e outras distrações para o telemóvel, a gestão da bateria tem sido bastante equilibrada.

Até porque, lá está, o propósito deste dispositivo é bastante evidente. Não pretende substituir o telemóvel, nem sequer o tablet. A ideia é ter um dispositivo ideal para uma leitura confortável e focada, longe das distrações constantes a que outros dispositivos nos sujeitam. Para quem contava usar o AiPaper Reader para escrita, convém esclarecer que essa não é uma das suas funções. A ideia de escrever num dispositivo destes pode parecer interessante à primeira vista, sobretudo para notas rápidas ou pequenas listas, mas tendo em conta o tamanho reduzido do e-reader, fico com algumas reservas quanto à real utilidade de uma caneta dedicada para este formato.

Viwoods AiPaper Reader - comparação com Viwoods AiPaper tablet

Falando agora de um dos pontos que mais se destaca, o AiPaper Reader chega já com uma versão adaptada do Android 16, algo de que neste momento poucos dispositivos se podem gabar. Isto garante compatibilidade e suporte para as aplicações atuais, que correm sem grandes entraves no uso diário.

Logo na primeira utilização, foi-me pedido que fizesse uma actualização de sistema e, desde então, a Viwoods tem continuado a disponibilizar updates de forma regular. Tenho-os feito sempre sem problemas, tanto no e-reader como no tablet.

Para isso, basta estar ligado ao Wi-Fi ou, graças à conectividade 4G, fazê-lo praticamente em qualquer lugar. A presença do 4G acaba por ser uma mais-valia clara, já que, desde que tenha dados disponíveis, posso usar o AiPaper Reader sem depender de redes externas, com toda a liberdade que isso implica, como por exemplo, descarregar livros à minha vontade ou qualquer outro tipo de documentos.

Também é bastante interessante poder recorrer ao chat de IA em qualquer lugar e a qualquer momento. Tenho-o usado sobretudo como apoio às minhas leituras, especialmente em textos em inglês, onde acaba por ser uma ajuda prática para esclarecer dúvidas ou contextualizar melhor certos conteúdos. O acesso é simples e rápido, graças ao botão físico dedicado que já falei e que abre imediatamente o chat. A partir daí posso criar várias notas, atribuir-lhes nomes e guardá-las numa área chamada Base de Conhecimento. Este espaço surge logo como um widget no menu inicial do AiPaper Reader e permite regressar facilmente às notas criadas, editá-las ou acrescentar nova informação sempre que preciso.

Viwoods AiPaper Reader - homepage

Na dock inferior encontram-se cinco aplicações que já vêm pré-instaladas de origem: Kindle, Kobo, Libby, The New York Times e Wattpad. Para mim, as mais relevantes acabam por ser o Kindle e o Kobo, até porque são as plataformas com maior expressão em Portugal. Ainda assim, nada disto é fechado. As aplicações podem ser removidas e substituídas por outras à nossa escolha. É possível instalar a Google Play Store, embora o processo não seja propriamente o mais simples. Em contrapartida, vale bem a pena, já que abre a porta à instalação de aplicações que realmente fazem sentido no nosso contexto, como é o caso da BiblioLED, um serviço digital de bibliotecas públicas portuguesas.

Para além destas aplicações, encontramos ainda outras já instaladas de origem, como a própria App Store da ViWoods e o sistema de transferência de ficheiros, o ViTransfer. Este último tem funcionado de forma bastante fluida sempre que preciso de fazer upload ou download de ficheiros entre o computador e o AiPaper Reader e o tablet.

Dentro da aplicação ViWoods Files, temos acesso a diferentes pastas bem organizadas. A pasta Learning reúne documentos e livros destinados à leitura, enquanto a pasta Armazenar concentra os ficheiros descarregados através da página web. Existe ainda uma terceira secção dedicada à Nuvem, que permite iniciar sessão em serviços como Google Drive, OneDrive e Dropbox. Ou seja, opções para transferir conteúdos de e para o AiPaper Reader não faltam.

Logo abaixo surge também um acesso directo à página Learning, facilitando o regresso rápido aos conteúdos de leitura. Para completar o conjunto, vêm ainda pré-instaladas aplicações como o Google Chrome, Telefone e WhatsApp (não esquecer que as chamadas têm sempre de ser feitas com recurso a auscultadores) além do Messenger, InstaPaper, entre outras aplicações que já fazem parte do sistema.

Ainda na página principal existe um pequeno botão flutuante, o Assistive Touch, que neste caso serve para tirar capturas de ecrã. Como não é uma funcionalidade que uso com frequência e acaba por estar sempre visível enquanto navego no e-reader (incluindo durante a leitura), optei por desativá-lo nas configurações. É também nas configurações que posso alterar e personalizar várias coisas, como o wallpaper, o tamanho da letra, a palavra passe e dados biométricos, aceder à Wi-fi e criar um Hotspot pessoal ou procurar atualizações. Também é aqui que ativamos os serviços da Google para então podermos ter acesso à Google Play Store e instalá-la.

Há ainda um menu de acesso rápido a estas funções, disponível ao deslizar o dedo de cima para baixo na zona superior do ecrã. A partir daí, é possível ativar opções como o modo de remoção de fantasmas, entre outras definições úteis, sem necessidade de entrar nos menus principais que estão nas configurações. Na utilização diária, notei que o AiPaper Reader apresenta algum ghosting ocasional, algo relativamente comum em ecrãs e-ink. Para contornar isso, a “resolução automática de fantasmas” permite escolher entre quatro modos diferentes, adaptando o comportamento do ecrã ao tipo de aplicação em uso. Por exemplo, para navegação pelos menus ou quando é necessário fazer scrolling, o modo de atualização rápida revela-se o mais indicado, deixando tudo mais ágil. Já para leitura, opto sempre pelo modo de melhor exibição, que faz um excelente trabalho a manter os vestígios de imagens anteriores longe do texto.

Viwoods AiPaper Reader - menu corrido

E é mesmo na leitura que o AiPaper Reader me conquistou de vez: a experiência é confortável, fluida e pensada para longas sessões sem esforço. O AiPaper Reader funciona muito bem para leitura de livros e também para acompanhar notícias, onde o formato compacto e o ecrã e-ink fazem todo o sentido. Já no caso das bandas desenhadas, a experiência não é tão interessante. O ecrã é mais reduzido e, sendo a preto e branco, acaba por não ser a melhor escolha para quem procura um e-reader essencialmente para esse tipo de conteúdo.

Mas para quem lê sobretudo texto, a qualidade da imagem é excelente. O contraste é ótimo, a nitidez do texto nunca me cansou os olhos e, já agora, a leveza do aparelho também faz com que a mão não se canse, mesmo após longos períodos de leitura. Gosto particularmente da possibilidade de avançar ou recuar páginas através dos botões laterais, algo que uso constantemente e que torna a navegação muito mais prática.

Durante a leitura, é ainda possível sublinhar texto, surgindo de imediato várias opções. Entre elas destaca-se o acesso rápido à IA, que permite obter traduções ou esclarecer o significado de palavras e expressões em várias línguas, como inglês, espanhol, francês, italiano e, claro, português. É uma ajuda muito útil, sobretudo em leituras noutras línguas.

Viwoods AiPaper Reader - menu leitura

No final de contas, o AiPaper Reader acabou por conquistar um lugar muito próprio na minha rotina. Não tenta substituir o telemóvel, e é precisamente isso que o torna especial. É um dispositivo pensado para ler, pura e simplesmente, e fá-lo muito bem. O seu ecrã e-ink nítido, o peso reduzido e os botões físicos tornam a leitura confortável, contínua e sem esforço.

A integração do Android, do 4G e das ferramentas de IA acrescenta utilidade sem roubar protagonismo ao ato de ler, funcionando mais como apoio do que como distração. Claro que existem compromissos, como a ausência de luz quente ou de escrita com caneta, mas nunca senti que isso prejudicasse aquilo que realmente importa, a leitura.

Para leitores assíduos que valorizam portabilidade, conforto visual e foco, o AiPaper Reader cumpre exatamente aquilo a que se propõe e é o meu fiel companheiro do dia-a-dia para as minhas leituras dentro e fora de casa. E por menos de 300€, é mesmo daqueles aparelhos essenciais para fãs de leitura.

Recomendado - Echo Boomer

Este produto foi cedido para análise pela Viwoods