Leve, compacto e com vários modos de calor, o Philips 8000 aposta na eficiência sem descuidar o cabelo.
Num quotidiano marcado pela aceleração constante, o início do dia transforma-se quase num exercício de precisão. Quem sai de manhã para o trabalho conhece bem o peso de cada minuto no ritual matinal: despertar, banho, pequeno-almoço e, para muitos, a batalha diária de secar o cabelo antes de enfrentar o mundo. Para quem tem cabelo comprido, esta tarefa pode ser particularmente desgastante. O processo exige tempo, paciência e, muitas vezes, um secador capaz de acompanhar o ritmo acelerado do dia-a-dia. Quando isso não acontece, sobra a inevitável saída de casa com o cabelo ainda húmido, algo pouco prático e longe do ideal em termos de conforto e bem-estar.
É neste cenário de rotinas apertadas que surge o mais recente lançamento da Philips: o secador de cabelo iónico Philips Série 8000 – modelo Bhd839/10. A marca apresenta-o como o modelo mais rápido que alguma vez colocou no mercado, uma afirmação que, à primeira vista, soa ambiciosa num segmento onde a concorrência anda sempre a disputar décimas de segundo. A promessa é simples: reduzir de forma significativa o tempo de secagem, sobretudo em cabelos compridos ou densos. A questão que se impõe, porém, é inevitável: corresponderá este modelo às expectativas que a própria marca levantou, ou estaremos apenas perante mais um dispositivo a tentar destacar-se num mercado saturado?
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Quanto ao secador propriamente dito, encontrei um aparelho surpreendentemente bem concebido. A leveza é, sem dúvida, um dos primeiros elementos a destacar, já que conta com apenas 395 gramas, ficando imediatamente claro que foi pensado para minimizar o esforço durante a utilização prolongada. Já a escolha da cor azul-escura elétrica acrescenta-lhe um carácter distinto, oferecendo um visual que foge à apresentação mais tradicional deste tipo de secadores. Mas, ao pegá-lo pela primeira vez, a impressão não se limita apenas ao peso ou à estética: a ergonomia revela-se logo num equilíbrio agradável entre o corpo compacto e a pega firme, algo que facilita tanto os movimentos durante a secagem como o simples ato de o transportar. Essa dimensão mais reduzida torna-o também prático dentro de casa, já que ocupa pouco espaço e pode ser guardado praticamente em qualquer recanto, sendo por isso também muito prático de transportar em viagens.
Em termos de construção, o Philips 8000 apresenta um corpo cilíndrico de linhas simples, de onde sai o cabo de 2 metros pela zona inferior, mantendo a mesma tonalidade azul-escura que caracteriza o resto do aparelho. Na parte traseira encontram-se três botões de controlo físicos, organizados de forma intuitiva. O primeiro atua como interruptor principal e oferece três posições diferentes, desligado, ar frio e ar quente. Logo acima surge o botão dedicado à regulação da velocidade do ar, permitindo escolher entre três níveis de fluxo de ar frio. O terceiro e último botão concentra as opções mais avançadas, responsáveis pelos quatro modos de ar quente: Fast, pensado para reduzir o tempo de secagem; ThermoShield, que pretende estabilizar a temperatura para proteger o cabelo; Hot/Cold, que alterna entre quente e frio; e Gentle, concebido para um tratamento mais suave. Para visualizar as seleção destes modos basta acompanharmos pelo pequeno ecrã situado na extremidade oposta à saída de ar, onde surgem os indicadores de cada configuração, o que acaba por facilitar bastante a escolha de cada um destes modos.
Já na extremidade responsável pela emissão de ar, encontramos um sistema magnético que fixa dois acessórios de distintos. O difusor, pensado para cabelos encaracolados ou ondulados, distribui o ar de forma mais suave, ajudando a preservar a forma natural dos caracóis. O bocal concentrador, de 8mm, mais estreito, direciona o fluxo com precisão e é especialmente útil em cabelos lisos ou em processos de styling que exigem maior controlo. Quando nenhum dos acessórios está colocado, a saída de ar revela apenas uma pequena chapa metálica com a inscrição ionic. O encaixe magnético permite alternar entre os bocais de forma quase imediata, uma vez que é muito fácil removê-los. Convém apenas ter alguma atenção após períodos prolongados de ar quente, já que certas zonas do aparelho podem aquecer ligeiramente, algo que já é habitual neste tipo de equipamentos.
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Relativamente ao motor, o secador utiliza um motor de corrente contínua sem escovas, capaz de atingir 110 000 rotações por minuto. Esta tecnologia não só reduz o ruído durante a utilização, como também aumenta significativamente a eficiência do aparelho. E eficiência é precisamente a palavra de ordem, já que a Philips anuncia uma secagem completa em 3 minutos ou menos, com uma velocidade de ar na ordem de uns impressionantes 228 km/h.
Importa, no entanto, contextualizar estes números: o teste da marca foi realizado em cabelos caucasianos com cerca de 30 cm de comprimento. No meu caso, com cabelo ondulado e cerca de 66 cm, o tempo necessário para atingir 90% de secagem ronda os 8 minutos, usando o modo mais quente e a velocidade máxima, juntamente com o bocal concentrador. Ao optar pelo difusor, o tempo total sobe para cerca de 15 minutos até o cabelo ficar completamente seco. Ainda assim, estes resultados continuam a demonstrar um desempenho acima da média, considerando o comprimento e a textura do cabelo.
Uma preocupação constante que tenho é evitar que o calor intenso da secagem deixe o cabelo ressecado. Com o Philips Série 8000, essa questão é significativamente atenuada, graças a sensores que monitorizam a temperatura 200 vezes por segundo e ajustam automaticamente o calor em tempo real, prevenindo temperaturas excessivas. Esta tecnologia nota-se especialmente no modo Gentle (Suave), onde o ar sai ameno e com menor força, tornando-o ideal para quem utiliza o difusor ou tem o cabelo fino/couro cabeludo sensível. O resultado é uma secagem mais cuidada, que preserva a integridade do cabelo, muito também graças à tecnologia Dual Stream, que contribui para aumentar o brilho natural e reduzir o frizz. O Philips 8000 ainda emite até 200 milhões de iões de água negativos, o que ajuda a melhorar a hidratação do cabelo em cerca de 58%. Em conjunto, estes recursos proporcionam um cabelo mais saudável, suave ao toque e com um aspeto visivelmente mais cuidado.
Já a manutenção deste secador é extremamente simples graças ao modo de limpeza automática: basta ativar a função e as lâminas da ventoinha invertem a rotação para remover o pó do filtro, garantindo que o aparelho se mantém eficiente e pronto a usar sem esforço adicional.
No fim de tudo, o Philips Série 8000 revela-se um secador capaz de conciliar potência, rapidez e cuidado com o cabelo. O motor sem escovas, aliado à tecnologia iónica e aos modos de calor inteligentes, permite uma secagem eficiente sem comprometer a hidratação ou o brilho natural. A ergonomia, leveza e acessórios magnéticos tornam-no cómodo e versátil, enquanto funções como o modo de limpeza automática garantem manutenção simples. Apesar de os tempos de secagem variarem consoante o comprimento e textura do cabelo, o desempenho geral impressiona, posicionando este modelo como uma opção sólida para quem procura qualidade, rapidez e cuidado térmico no dia-a-dia. Ainda por cima pode ser encontrado online por 179,99€, um preço bem mais em conta que o PVP de 248,99€no site oficial…
Infraestruturas de Portugal encerra meta do PRR relativa às acessibilidades a zonas industriais, após concluir todas as empreitadas previstas.
A Infraestruturas de Portugal concluiu, dentro do prazo estabelecido, a meta final associada à melhoria das acessibilidades às Áreas de Acolhimento Empresarial, no âmbito da componente 7 do Plano de Recuperação e Resiliência, alcançando uma taxa de execução de 100% neste investimento. O resultado refere-se ao investimento PRR RE-C07-i04.01, dedicado às acessibilidades rodoviárias a áreas empresariais, e surge após o cumprimento integral de todos os marcos intermédios definidos pela Comissão Europeia.
A concretização desta meta traduziu-se na execução de um conjunto alargado de empreitadas destinadas a melhorar as ligações rodoviárias a parques e zonas industriais em diferentes pontos do país, incluindo intervenções em Viseu, Riachos, Santo Tirso, Felgueiras, Rio Maior, Campo Maior, Arruda dos Vinhos e Celorico de Basto. Estas obras tiveram como objectivo eliminar constrangimentos existentes, reforçar a fluidez do tráfego e melhorar o acesso a áreas consideradas estratégicas para a atividade económica, contribuindo para a competitividade do tecido empresarial e para a coesão territorial.
Ainda durante o mês em curso, a empresa pública tinha igualmente assegurado o cumprimento da meta final relativa ao investimento do PRR nas ligações transfronteiriças, com a conclusão da requalificação da Estrada Nacional 103, no troço entre Vinhais e Bragança.
O cumprimento destas metas assume particular relevância no contexto do PRR, um instrumento que introduziu, pela primeira vez em larga escala, um modelo de financiamento não associado aos custos efectivamente incorridos. Neste enquadramento, os desembolsos comunitários dependem do cumprimento rigoroso de marcos e metas previamente acordados, e não apenas da validação de despesas, o que reforça a exigência em termos de planeamento, execução e controlo.
Apesar da conclusão de mais esta fase, o investimento associado às Áreas de Acolhimento Empresarial prossegue, mantendo-se em curso a realização das empreitadas já lançadas no âmbito do plano. A Infraestruturas de Portugal continua a afirmar-se como um dos principais executores do PRR a nível nacional, tendo já recebido cerca de 380 milhões de euros de financiamento europeu.
A campanha lançada no Metro Sul do Tejo chama a atenção para os riscos das travessias fora dos locais sinalizados.
A Metro Transportes do Sul (MTS) lançou uma campanha de sensibilização dedicada à segurança dos peões, num contexto em que a circulação do metro em espaço urbano partilhado exige atenção acrescida. No caso do MTS, trata-se de um metro de superfície que circula diariamente em zonas onde coexistem peões, automóveis e outros veículos, tornando essencial o cumprimento rigoroso das regras de trânsito por todos os utilizadores da via pública.
A presença do metro no quotidiano urbano tem contribuído para perceções incorretas sobre os locais adequados para atravessar a via. Em muitos casos, os peões não têm consciência de que o metro tem sempre prioridade, mesmo em zonas partilhadas, nem da distância necessária para imobilizar uma composição em segurança. As travessias fora dos locais sinalizados ou feitas sem a devida atenção aumentam de forma significativa o risco de atropelamentos com consequências graves.
Os recentes acidentes registados na área servida pelo Metro Sul do Tejo reforçaram a necessidade de alertar a população para comportamentos mais prudentes. A campanha surge neste contexto, com o objetivo de reforçar a atenção na travessia das vias, o respeito pela sinalização existente e a adoção de atitudes responsáveis no espaço urbano.
A mensagem central? O metro tem prioridade e a segurança dos peões depende do reconhecimento dessa realidade. Atravessar apenas nos locais indicados e com atenção à circulação ferroviária é um fator determinante na prevenção de acidentes e na proteção de todos os que utilizam o espaço público.
Num ano de ouro para o Pop, a supresa veio de atos de Rock que se sobressaíram como já não acontecia há muito.
O ano de 2025 foi um ano muito polarizado e algo desequilibrado. Houve uma dúzia de álbuns gloriosos, mas de resto, o que marcou mais foram singles ou músicas que, sozinhas, seguraram álbuns inteiros, mantendo-os relevantes e no radar dos fãs de música, em geral.
No topo dos topos surgiram Rosalía com Lux, Turnstile com Never Enough, Lorde com Virgin e Blood Orange com Essex Honey. Dessas quatro obras primas saiu, pelo menos, uma mão cheia de músicas dignas de constarem numa seleção de melhores do ano. No entanto, houve muitos outros artistas com produções dignas de ombrear com estes quatro juggernauts, que vou listar já de seguida.
Nos entretantos, deixo-vos o link para a playlist no Spotify, seguido da seleção final das 100 melhores músicas de 2025 – à semelhança do ano passado, deixo um comentário sobre as 20 melhores músicas.
100.My Morning Jacket – Time Waited
99. Dean Blunt & Elias Rønnenfelt – 5
98. Laufey – Lover Girl
97. JID – SK8 (ft. Ciara, Earthgang)
96. zayALLCAPS – MTV’s Pimp My Ride
95. The Weeknd – São Paulo (ft. Anitta)
94. Royel Otis – moody
93. NAPA – Deslocado
92. Freddie Gibbs & The Alchemist – Ensalada (ft. Anderson .Paak )
91. Morgan Wallen – I Ain’t Comin’ Back (ft. Post Malone)
90. Ninajirachi – iPod Touch
89. Haim – Relationships
88. Aina in the End – On The Way(革命道中)
87. Little Simz – Free
86. Justin Bieber – Daisies
85. Joey Valence & Brae – See U Dance (ft. Rebecca Black)
84. Just Mustard – We Were Just Here
83. billy woods – Corinthians (ft. Despot & El-P)
82. Sabrina Carpenter – Manchild
81. AJ Tracey – Crush (ft. Jorja Smith)
80. Spiritbox – Perfect Soul
79. MEOVV – Burning Up
78. Amaarae – S.M.O.
77. Bon Iver – Everything Is Peaceful Love
76. McKinley Dixon – Sugar Water (ft. Quelle Chris and Anjimile)
75. Tyla – Chanel
74. Nilüfer Yanya – Cold Heart
73. Babymetal – From me to you (ft. Poppy)
72. Tate McRae – Sports Car
71. Smerz – You got time and I got money
70. Debby Friday – 1/17
69. Bad Bunny – DtMF
68. The Beaches – Touch Myself
67. Tyler, the Creator – Sugar on My Tongue
66. Perfume Genius – It’s a Mirror
65. Viagra Boys – Man Made of Meat
64. Lorde – Man Of The Year
63. Water From Your Eyes – Playing Classics
62. Cameron Winter – Love Takes Miles
61. Blackpink – Jump
60. Olivia Dean – Man I Need
59. Saya Gray – ..THUS IS WHY (I DON’T SPRING 4 LOVE)
58. Open Mike Eagle – my coworker clark kent’s secret black box
57. caroline – Tell me I never knew that (ft. Caroline Polachek)
56. Lambrini Girls – Cuntology 101
55. Blood Orange – The Field (ft. the Durutti Column, Tariq Al-Sabir, Caroline Polachek and Daniel Caesar)
54. Fred Again.. – Victory Lap (ft. Skepta & Plaqueboymax)
53. Lady Gaga – Abracadabra
52. Sudan Archives – A Bug’s Life
51. Blondshell – T&A
50. TripleS – 깨어 (Are You Alive)
49. Rosalía – Berghain (ft. Björk and Yves Tumor)
48. Momma – I Want You (Fever)
47. Clipse – Chains & Whips (ft. Kendrick Lamar)
46. Pulp – Spike Island
45. Ethel Cain – Fuck Me Eyes
44. SPELLLING – Portrait of My Heart
43. ILLIT – Billyeoon Goyangi (Do the Dance)
42. Nourished by Time – 9 2 5
41. kwn – do what i say
40. Turnstile – NEVER ENOUGH
39. Big Thief – Incomprehensible
38. Lily Allen – Pussy Palace
37. Geese – Taxes
36. Zico & Lilas – DUET
35. Nation of Language – Inept Apollo
34. CMAT – EURO-COUNTRY
33. XG – Gala
32. 2hollis – flash
31. Wolf Alice – The Sofa
30. james K – Play
29. Chappell Roan – The Subway
28. FKA twigs – Girl Feels Good
27. Fontaines D.C. – It’s Amazing to Be Young
26. Mariah the Scientist – Burning Blue
25. Steve Lacy – Nice Shoes
24. Japanese Breakfast – Picture Window
23. JADE – Plastic Box
22. Addison Rae – Headphones On
21. Deftones – milk of the madonna
20. Hayley Williams – True Believer
Já não é novidade para ninguém o brilhantismo de Hayley Williams, indo muito para além do seu talento vocal que fez dos Paramore um dos grupos mais acarinhados do Rock moderno. No entanto, nunca é demais voltar a salientar esse talento inato. Chega a um ponto que tem piada constatar que basicamente tudo o que Hayley lança tem ouro “agarrado”. Este novo álbum chega para alargar ainda mais o repertório de luxo de uma das artistas mais sensacionais e versáteis que estou a ter o prazer de acompanhar ao longo das duas últimas décadas.
19. Jennie – like Jennie
Com o hiatus das Blackpink, tivemos a oportunidade de apreciar a diversidade musical dos quatro elementos do grupo, e Jennie está a ser a que mais tem impressionado pelo terreno musical que tem vindo a explorar. “Like Jennie” não só é uma ode ao funk brasileiro com infusão de rap e pop, como é também uma afirmação da confiança inabalável que a artista Coreana tem em si mesma e da forma como persuade o mundo inteiro a acreditar que Jennie é “ela”, a verdadeira “it girl”. A última vez que vi um lançamento com uma convicção tão inquestionável e recheada de auto-confiança, corria o ano de 2006 – ano em que Justin Timberlake tomou o universo pop de assalto.
18. Oklou – blade bird
“Blade Bird” não é um caso isolado no mais recente álbum de Oklou, mas é, sem dúvida, a faixa que melhor captura o som etéreo e vocais sonhadores de Marylou Mayniel. A francesa entrega-nos uma produção que mistura sonoridades de hyperpop com a nostalgia do indie pop de um passado recente, criando uma textura musical belíssima, recheada de emoção. O tema toca nas dificuldades do amor, utilizando a analogia da liberdade de um pássaro. Marylou considera-se a jaula que aprisiona o seu amor, quando na realidade quer ser algo mais confortável: uma nuvem.
17. Alex G – Afterlife
Alex G tem sido constantemente um músico que não para de surpreender. É ao som distinto de um bandolim, acompanhado de sintetizadores e falsetos que já nos são tão familiares, que o artista nos entrega mais uma peça de poesia inesquecível. Inicialmente, somos imediatamente invadidos por um falso sentimento de felicidade, até que nos apercebemos de que a mensagem assenta sobre uma transição há muito adiada, mas necessária. Com o passar dos anos e o inevitável crescimento da responsabilidade, a nostalgia é substituída por rotinas silenciosamente violentas e Alex G conta-nos tudo sobre isso de forma tão agradável, que parece que estamos a ser embalados.
16. HUNTR/X – Golden
No centro de uma das mais bonitas histórias de 2025, temos Ejae (acompanhada de Audrey Nuna e Rei Ami). As HUNTR/X nasceram de uma filme animado que refletiu muito a história de Ejae e o quão subserviente e subestimada foi, ao longo de grande parte da sua vida adulta, ao ser rejeitada pela indústria que nunca acreditou no seu potencial, rotulando-a de “velha demais” para merecer o seu lugar ao sol. Desta vez, tivemos a Sony a descreditar o filme e a vender os direitos de distribuição e promoção à Netflix. Não só o filme se tornou num fenómeno, com Ejae conseguiu finalmente demonstrar todo o seu valor. Quanto à música (escrita por Ejae), ironicamente reflete isso mesmo: uma inspiradora mistura da sua história de superação, de vocais poderosos com notas alta impressionantes e uma composição imprevisível e viciante – a prova viva de que nunca é tarde demais.
15. PinkPantheress – Illegal
No centro de um dos sons mais virais de 2025, temos PinkPantheress (que já não é estranha por estas andanças). Por detrás do sucesso comercial de Illegal, temos uma música dance pop com toques de uk garage e drum n bass em ritmo acelerado, recheado de nuances sonoras nostálgicas, típicas de uma geração musical que marcou muitos amantes de música. A letra, que é clara e direta ao assunto, usa um paralelismo engraçado entre o romance e o consumo de droga, dependendo da forma como se olha para ela e se a interpreta. PinkPantheress volta assim a viralizar e a dar uso dessa exposição para cimentar ainda mais o seu nome e, chegando a este ponto, tenho a certeza absoluta que não se prende com sorte.
14. Wet Leg – Mangetout
Aclamados pela originalidade por detrás do seu álbum de estreia (em 2022), os Wet Leg regressam em 2025 com mais um produto de alta qualidade e deveras equilibrado. No meio de vários singles dançantes, está “Mangetout” em tom de dance-punk, que se assumiu como som de verão dada a sua frescura e leveza. A letra, ainda que inteligente, é fácil de absorver, dotada de versos que rapidamente ficam na memória, envolvendo-nos rapidamente graças à forma desafiante e algo brincalhona com que Rhian Teasdale a interpreta e a entrega. “Mangetout” serve assim de confirmação da qualidade de Wet Leg em produzir música original, divertida e viciante. Ficamos á espera de um terceiro álbum para tirar as teimas.
13. Dijon – Yamaha
A cada confissão sob a forma de música que Dijon escreve, canta e produz, até o banal é transformado em algo extraordinário. “Yamaha” é talvez a maior prova dade disso mesmo, funcionando como uma carta aberta escrita pelo artista, destinada a “Annie”. No entanto, quando “desembrulhamos” a música e a analisamos, percebemos rapidamente que é muito mais do que isso: uma prova dada que Dijon deixa ao seu “eu” passado, num momento pivotal da sua vida. Momento em que a sua carreira atinge um novo patamar que este já almejava há algum tempo. Esta magia não é algo comum, veremos como a capitaliza daqui para a frente…
12. NMIXX – Know About Me
As NMIXX são, provavelmente, o grupo proveniente da Coreia do Sul sobre o qual as luzes da ribalta não fazem (nem nunca fizeram) jus ao quão brilhantes e confiantes são as integrantes do grupo. Refiro-me com isto ao nível vocal, que é deveras impressionante e algo cada vez mais raro, numa indústria que privilegia os visuais, mas também a nível de dança, sendo que são talvez um dos melhores coletivos da Coreia do Sul, actualmente a nível de complexidade de coreografias e perfeccionismo nas formações. “Know About Me” é apenas uma amostra do quão cativante é o som das NMIXX, numa mistura de Hip-Hop e R&B, vocais fortes e ad-libs impactantes, acompanhado de sintetizadores futuristas que nos transportam ao que de melhor se produzia nos anos 90, dentro do género.
11. Raye – Where Is My Husband!
A performance ao vivo a que tive o prazer em assistir este ano, fez jus ao quão extasiante e infeciosa é a energia desta música pop, com infusão instrumental de um jazz intenso, atrevido e com um ritmo entusiasmante, mas também provou que o talento de Raye é grande para a maioria dos palcos a que sobe e que a artista está cá para ficar. Nesta música, em particular, a forma como Raye posiciona a sua voz, brincando com a cadência e os tons, e a usa para tirar proveito dos diferentes momentos desta música, conferindo-lhes camadas distintas e impactantes a cada audição, é absolutamente extraordinária.
10. Kehlani – Folded
Kehlani, que tem sido uma artista com lançamentos regulares e de qualidade inquestionável, mergulhou de cabeça na dificuldade que é conciliar a força de um amor simples, no qual só uma das partes está se esforça por encontrar terreno em comum e um ponto de entendimento, e levou-nos a todos com ela. A história contada em “Folded” não é nova e se calhar é por isso que ressoa com tanta força, mas há mestria e esta reside na forma como Kehlani usa trocadilhos para demonstrar a vontade de querer fazer este “amor desinteressado” funcionar. Como se isso não fosse suficiente, a sonoridade que faz com que o que tem para dizer bata ainda mais forte naqueles que sabem apreciar um bom R&B recheado de emoção.
9. KATSEYE – GNARLY
O potencial do grupo mais multicultural proveniente da indústria musical sul-coreana era imenso e este ano isso ficou ainda mais bem assente. As Katseye trouxeram um punhado de músicas que colocaram o seu nome na boca do mundo, mas foi “gnarly” que quebrou todas as barreiras de ceticismo face a este “teste piloto”. Inicialmente, a música partiu os fãs, invadidos por um sentimento de confusão, misturado com apreço, mas passados 7 meses, essa confusão tornou-se em puro êxtase. Curto e grosso, este novo som das Katseye não só as reinventa, como rebenta com os limites conhecidos pelo K-Pop e traz algo novo à indústria musical: uma música de Hyper Pop com uma letra agressiva e viral, mas extravagante, fazendo-a encaixar na perfeição com a produção sonora descontrolada e desafiante.
8. Wednesday – Townies
Os Wednesday demoraram alguns anos a conseguir o seu lugar ao sol, mas quando finalmente o sentiram na pele (em 2023), parece que lhe ganharam o gosto e parece que por lá vão ficar mais alguns tempos. Refletindo bem a linha sonora do novo álbum, “Townies” é um ensaio à relação entre nostalgia e trauma do sentimento de estar preso numa realidade pesada, sem escapatória em vista, sendo dotada de uma escrita honesta e lúcida. A sonoridade é aparentemente confortável, com momentos contrastantes onde a distorção sonora explosiva comedida muda o tom da música por completo mostrando a quem ainda não está familiarizado do engenho que os Wednesday têm na hora de produzir música impactante.
7. Sleep Token – Caramel
Os Sleep Token foram uma das surpresas do ano, e com muita razão. Não se limitam a seguir a linha condutora de um género algo linear, eles pegaram nas rédeas e reinventaram-no por completo. No centro de um álbum constante e equilibrado em termos de qualidade, está “Caramel”, que nos traz uma mistura incovencional entre o Heavy Metal e R&B com nunces sonoras de música mais tropical. De salientar a entrega vocal de Vessel, emocionalmente complexa e agradável. Somos, assim, presenteados com algo único e singular que mexe com as bases de um dos géneros mais antigos e, até então, aparentemente impermutável.
6. Bad Bunny – Baile Inolvidable
Já conhecido pelas ideias originais, que têm servido para trilhar caminho num género sem grande aceitação global no seu estado puro, eis que Bad Bunny dá mais um passo gigantesco nessa direção – falo pois de ser o embaixador global dos ritmos latinos, através do seu toque pessoal e interpretação tão singular. Desta vez chamou-nos para a pista de dança e captou toda a nossa atenção para géneros clássicos celebrizados por a população porto riquenha, como a salsa, jibaro ou bomba, sem nunca deixar para trás o raggaeton. E nós? Nós demos uso a essa pista de dança e dançamos com ele. Bad Bunny vai assim muito para além da promoção pessoal, fazendo serviço público de promoção cultural ao país que o viu nascer.
5. Jim Legxacy – father
Proveniente do Reino Unido, chega Jim Legxacy, um dos produtores/artistas mais entusiasmantes dos últimos anos, que atingiu o sucesso que merecido desde o seu primeiro lançamento, em 2023. Em 2025 regressa com mais um punhado de ideias interessantes e produções pouco convencionais, mas que facilmente entram e ecoam na cabeça, dado o quão contagiantes que são. Normalmente pouco mais longas que 2 minutos (e raramente mais longas que os 3 minutos convencionais), as músicas que produz prezam por entregar uma mensagem objetiva. No entanto a virtude das mesmas reside numa composição e sampling original e (quase sempre )surpreendente, que mistura elementos rap, com afrobeats, um feeling emo e toques de lo-fi.
4. Lorde – What Was That
Lorde já é inevitável há algum tempo pela forma estrondosa como se reinventa a cada lançamento, após anos sem dar sinais de vida em ciclos de quatro anos. O processo de produção musical musical devia ser mais assim… Ao invés de lançar música inconsequente para manter relevância, como muitos artistas pop fazem nos dias de hoje, a indústria devia celebrar artistas como Lorde, que levam o seu tempo para viver a sua vida e trazer algo novo para nos contar, quando chega a altura certa para tal. Fazendo relembrar Melodrama a nível sonoro, Virgin traz-nos mais um capítulo das peripécias da loucura e vitalidade da juventude de Lorde. “What Was That” é, sem dúvida, a música que mais se salientou, com a capacidade de meter todos a dançar porque sim, com uma abordagem catártica do melhor que o dance pop tocável no volume máximo, tem para oferecer.
3. Turnstile – BIRDS
O repentino sucesso comercial (quase de culto) dos Turnstile devia ser estudado. Glow On, lançado em 2021, mostrou um lado muito interessante do grupo de Baltimore, mas foi mesmo com Never Enough que, este ano, carregaram o hardcore punk e desenharam um caminho tão belo para o futuro comercial do género. No cerne de um álbum composto apenas por hits, está “BIRDS”, a faixa responsável por acender o rastilho de uma intensa explosão de energia apoteótica que se tornou em sinónimo de “Turnstile” – porque o nome da banda não é somente o nome da banda, é o nome de algo maior: um movimento brutal onde a expressão individual não conhece limites ou barreiras. O melhor disto tudo? Essa expressão individual que a música da banda fomenta, está a criar uma coesão coletiva sem precedentes. Provas disso? Basta pesquisar por vídeos da tour que os Turnstile fizeram em nome próprio, este ano.
2. Rosalía – Reliquia
Rosalía, que tem tido uma carreira bastante significativa e marcante desde o lançamento de El Mal Querer (há 7 anos), muito pela forma como faz o seu som pessoal com raízes de flamengo funcionar tão bem. Até mesmo quando colabora com um leque de artistas tão distintos, consegue criar quase sempre músicas inesquecíveis onde o seu “carimbo sonoro” se sobressai. Com Lux, traz-nos mais um álbum único que encontra imensos pontos fortes nas colaborações que nos apresenta – sendo que desta vez o fez em 13 línguas diferentes, cantadas ao longo do álbum, provando que a necessidade de empregar o inglês como base, é fruto de um elitismo sem sentido. Outro ponto pivotal deste álbum é o facto da artista surgir como voz da revolução contra o crescente uso abusivo e confortável da ineligência artificial na produção musical. A faixa “Relíquia” é a mistura perfeita entre o pop viral, o confronto violento entre classicismo e modernismo instrumental e a espiritualidade vocal etérea. Numa só música, Rosalía debruça-se sobre a fé, o sentimento de perda material e emocional e auto-descoberta e realização pessoal, fazendo desta uma faixa quase sublime.
Para quem conhece Blood Orange, não estranhará o registo musical do mesmo e ainda menos será apanhado completamente de surpresa pela inventividade e engenho do artista. “Mind Loaded” foi a música que mais se sobressaiu de Essex Honey, num álbum que mais parece uma música contínua, tal é a magnificência do mesmo. No entanto, há pelos menos mais uma mão cheia de músicas que fazem jus ao quão sensacional é esta música. O lirismo assenta sobre o pesar de um coração em dor, pesar e a dificuldade em encontrar esperança no meio de tanta escuridão que envolve o artista. Mind Loaded nasce de uma reflexão muito pessoal proveniente do luto de Dev Hynes, com a perda da sua mãe – acontecimento que o fez afastar-se dos palcos e da produção musical durante uns tempos. No entanto, apesar de tempos conturbados e difíceis para Hynes, este conseguiu materializar toda a sua dor e pesar e transformá-lo num produto lindíssimo que facilmente ressoa com todos aqueles que passaram ou estão a passar por algo semelhante, como um navio em constante movimento, aberto a todos os náufragos que nele queiram embarcar rumo a um porto seguro. Blood Orange não só tem em Mind Loaded a musica do ano, como tem em Essex Honey o álbum do ano.
O Governo aprovou o Pacto de Competências Digitais, integrado na Estratégia Digital Nacional, com um investimento que deverá atingir mil milhões de euros em 2026.
O Governo aprovou, em Conselho de Ministros, o Pacto de Competências Digitais, já publicado em Diário da República, no âmbito da Estratégia Digital Nacional. O investimento global associado à iniciativa deverá atingir cerca de mil milhões de euros em 2026, sinalizando a prioridade atribuída à transformação tecnológica e à qualificação da população.
O programa visa o desenvolvimento de competências digitais em vários níveis – básico, intermédio, avançado e emergente -, abrangendo áreas estratégicas como a Inteligência Artificial e a cibersegurança. A iniciativa dá particular atenção a grupos mais vulneráveis e a territórios do interior ou mais afastados dos grandes centros urbanos, procurando assegurar uma transição digital inclusiva.
Para garantir o acesso generalizado à formação, o Pacto prevê a implementação de unidades móveis de capacitação digital, a atuação de Agentes Digitais Comunitários e a criação de uma carteira digital de qualificações integrada na aplicação gov.pt, permitindo o registo e a certificação das competências adquiridas em todo o território nacional.
O Pacto estabelece ainda uma ligação direta entre formação e mercado de trabalho, com apoio dirigido a trabalhadores das pequenas e médias empresas, da Administração Pública e de setores considerados estratégicos para a economia. Até 2030, o objetivo passa por capacitar cerca de 2,8 milhões de portugueses, assegurando que 80% da população dispõe de competências digitais básicas e que 7% da população empregada trabalha em áreas tecnológicas emergentes, contribuindo para a criação de talento nacional e para a redução da dependência externa.
A iniciativa inclui modelos de formação flexíveis, como microcredenciais certificadas e cursos de curta duração em áreas tecnológicas emergentes, permitindo aos cidadãos adaptar-se às exigências do mercado de trabalho ou explorar novas oportunidades profissionais. Estão igualmente previstos programas específicos para a Administração Pública, focados na utilização de ferramentas digitais e de Inteligência Artificial, bem como ações orientadas para a modernização das PME, com impacto na produtividade e na qualificação do emprego, tanto no interior como no litoral.
Ferramenta que ativa o Bluetooth dos comando Google Stadia será desativada no final do ano, colocando fim à última hipótese de reaproveitamento.
Lançado originalmente no final de 2019, o Google Stadia, a aposta da gigante tecnológica no mundo dos videojogos, foi tão ambiciosa como estranha. Criticado, e até gozado pelo seu modelo de negócio, o serviço abriu a porta do streaming de videojogos ao consumidor com uma solução bastante interessante, mas difícil de vender aos jogadores mais dedicados.
Um ano depois, em dezembro de 2020, o serviço chegava finalmente a Portugal, mas os jogadores não lhe puderam dedicar muita atenção, uma vez que, em setembro de 2022, era anunciado que o Stadia iria chegar ao fim de vida a 18 de janeiro de 2023. Mas havia ainda um outro problema: o Stadia Controller.
Este comando, dedicado ao serviço de jogos via streaming, e com um formato tradicional a tantos outros controladores de consola, foi, durante muito tempo, de uso sem-fios exclusivo via Wi-Fi com o Google Stadia, já que, com outros dispositivos, havia sempre a necessidade do uso de um cabo.
No entanto, e graças a um update de firmware, o comando tornou-se multiplataforma, isto é, passou a poder ser utilizado com outros dispositivos, tais como smartphones, tablets e computadores, graças ao suporte de ligação por Bluetooth. Algo que o comando sempre teve, mas nunca foi ativo enquanto o Stadia existiu.
Portanto, a ativação do Bluetooth permitiu transformar o comando do Google Stadia num comando convencional, compatível com computadores Windows e macOS, dispositivos Android e iOS e várias plataformas de jogos. Para muitos utilizadores, isto significou dar uma segunda vida ao equipamento, que passou a funcionar sem limitações em serviços como o Steam, cujo suporte para este comando foi entretanto melhorado.
A questão é que esta solução sempre foi temporária, com a Google a ter alargado sucessivamente o prazo de disponibilidade da ferramenta: primeiro até ao final de 2023, depois até ao final de 2024 e, por fim, até ao final de 2025. Agora, tudo indica que não haverá nova extensão para lá da meia-noite do último dia do ano, pelo que restam apenas algumas horas para quem ainda não procedeu à mudança para o modo Bluetooth. Sem esta atualização, o dispositivo ficará permanentemente preso ao modo Wi-Fi e impossibilitado de ser reconfigurado, ou seja, para sempre dependente de ligações por cabo, caso o queiram utilizar com outros dispositivos, o que muitas vezes nem é prático.
O processo de conversão não é especialmente complexo, embora exija algum cuidado. É necessário um computador, um cabo USB-C e acesso à página oficial da Google dedicada ao comando do Stadia, onde se encontra a opção para ativar o modo Bluetooth. Após ligar o comando por cabo e autorizar o navegador a reconhecê-lo, o utilizador terá de executar uma sequência específica de botões para iniciar o modo de atualização e instalar o novo firmware. Concluído esse procedimento, o comando passa a poder ser emparelhado como qualquer outro periférico sem fios.
Para sincronizarem o comando via Bluetooth a outro aparelho, terão de premir ao mesmo tempo os botões “Y” e “Stadia” durante cerca de dois segundos. O indicador luminoso do comando começará a piscar a cor laranja, sinalizando que está pronto para emparelhar.
Quanto ao áudio, no modo Bluetooth, não é possível utilizar a porta de 3,5mm nem a porta USB para ligar auscultadores. No entanto, se o comando estiver ligado por cabo através de USB, é possível ligar os auscultadores diretamente à porta de 3,5mm do próprio comando.
Banco público promete novo ano sem aumentos, investimento na presença física e foco reforçado nas PME.
A Caixa Geral de Depósitos decidiu manter inalteradas as comissões bancárias em 2026, prolongando uma estratégia que já dura há vários anos e que, segundo a própria instituição, traduz-se numa redução significativa dos custos reais suportados pelos clientes. Esta será, assim, a quarta vez consecutiva em que o banco público opta por não agravar o preçário, numa decisão que abrangerá cerca de quatro milhões de clientes.
Em comunicado divulgado pela Lusa, a Caixa Geral de Depósitos revela que, considerando uma inflação estimada de 2,1% para o próximo ano, o valor real das comissões cobradas entre 2023 e 2026 terá uma redução acumulada superior a 10%. O banco enquadra esta opção como uma forma de “desonerar” os serviços prestados e de reforçar a sua competitividade num contexto económico ainda marcado por pressões inflacionistas e por um aumento generalizado dos custos no sector financeiro. A par da política de preços, a Caixa anunciou também que não prevê encerrar balcões em 2026, contrariando a tendência de redução da presença física que tem marcado grande parte da banca nacional. Pelo contrário, a instituição garante que irá reforçar a sua posição enquanto maior rede de balcões entre os bancos de maior dimensão em Portugal, apostando simultaneamente no aumento do número de gabinetes de Empresas, dirigidos sobretudo ao apoio às pequenas e médias empresas.
Este reforço será acompanhado por um investimento significativo na renovação da rede física. A Caixa Geral de Depósitos estima aplicar cerca de 25 milhões de euros em 2026 na modernização dos seus espaços, um esforço que se soma ao investimento já em curso na nova sede do banco, onde está prevista a criação de uma agência considerada de referência no modelo de atendimento.
O presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos, Paulo Moita de Macedo, enquadra estas decisões no plano estratégico da instituição até 2028, colocando os clientes no centro da atuação do banco público. Segundo o CEO, a opção de não aumentar comissões em 2026 segue a linha dos anos anteriores e permite reduzir o preçário em termos reais, reforçando a competitividade da CGD num mercado cada vez mais exigente.
Com a inauguração em Fátima, a Plenergy passa a ter três estações no distrito de Santarém, mantendo combustíveis de qualidade a preços competitivos.
A Plenergy reforçou a sua presença no distrito de Santarém com a inauguração de uma nova estação de serviço em Fátima, no concelho de Ourém. Situada na Avenida Nossa Senhora de Fátima, junto à rotunda dos Peregrinos, a unidade dispõe de duas ilhas de abastecimento, permitindo o abastecimento simultâneo de quatro viaturas. A operação mantém o modelo já utilizado em outras estações da marca, com funcionamento 24 horas em regime automático e presença de colaboradores durante o dia para apoio aos clientes.
Com esta abertura, a Plenergy passa a contar com três estações no distrito – Cartaxo, Abrantes e Fátima –, reforçando a proximidade aos consumidores locais. Durante a semana inaugural, os preços praticados foram de 1,359€/litro para o gasóleo simples e 1,459€/litro para a gasolina 95 simples, mantendo a política da empresa de disponibilizar combustíveis de qualidade a preços inferiores à média regional.
A expansão em Portugal integra um plano mais amplo da Plenergy na Península Ibérica. Atualmente, a rede nacional da empresa inclui 11 estações em funcionamento – Guarda, Viana do Castelo, Cartaxo, Paços de Ferreira, Vila Nova de Gaia, Santa Maria da Feira, Trofa, Póvoa de Varzim, Matosinhos, Abrantes e Fátima – e mais de 360 postos no conjunto da Península. A previsão da empresa é atingir 500 estações até 2027, com novas aberturas planeadas em Vila Nova de Gaia e Loures nas próximas semanas.
O modelo de operação da Plenergy combina automação 24 horas com atendimento presencial durante o dia, garantindo conveniência e qualidade de serviço. A rede é abastecida por operadores petrolíferos ibéricos de referência, assegurando a qualidade dos combustíveis. As estações estão estrategicamente localizadas em zonas residenciais e de grande movimento, reduzindo a necessidade de deslocações longas para abastecimento e contribuindo para um menor impacto ambiental. Com preços até 10% abaixo da média regional, a rede responde a uma necessidade prática dos consumidores portugueses, influenciando diretamente a acessibilidade e eficiência na mobilidade diária.
A 3ª temporada de Shrinking estreia na Apple TV antes do final de janeiro de 2026, e promete ser mais divertida que nunca.
A Apple TV revelou o trailer da terceira temporada de Shrinking, criada por Bill Lawrence,Brett Goldstein e Jason Segel. A série, conhecida pelo tom emotivo e pelo humor subtil, estreia globalmente a 28 de janeiro na Apple TV, com um episódio especial de uma hora, seguindo-se novos episódios todas as quartas-feiras até 8 de abril de 2026.
Shrinking acompanha um terapeuta em luto, interpretado por Jason Segel, que decide ultrapassar os limites da sua prática e dizer aos clientes exactamente o que pensa. Ao ignorar regras profissionais e éticas, acaba por provocar mudanças profundas na vida das pessoas à sua volta, incluindo a sua própria. A terceira temporada conta com um elenco central que inclui Segel, Harrison Ford, Christa Miller, Jessica Williams, Luke Tennie, Michael Urie, Lukita Maxwell e Ted McGinley.
A nova temporada traz ainda participações especiais de Brett Goldstein, Damon Wayans Jr., Wendie Malick e Cobie Smulders, assim como novos rostos como Jeff Daniels e Michael J. Fox.
Para quem ainda não teve oportunidade, podem (e devem) assistir às duas temporadas de Shrinking, disponíveis no serviço de streaming da maçã.
Perante atrasos nas chegadas de passageiros fora do Espaço Schengen, o Governo decidiu suspender o sistema EES e reforçar os recursos no Aeroporto de Lisboa.
Foi no passado dia 12 de outubro que entrou oficialmente em funcionamento, em todos os países do espaço Schengen, o novo Sistema Europeu de Controlo de Fronteiras Externas, conhecido como Entry/Exit System (EES). O mecanismo, desenvolvido pela União Europeia, introduz um modelo automatizado de registo das entradas e saídas de cidadãos de países terceiros, isto é, viajantes que não possuem nacionalidade de um Estado-Membro da UE.
O EES aplica-se a quem entra no espaço Schengen para estadias de curta duração, limitadas a 90 dias num período de 180 dias consecutivos, independentemente da necessidade de visto. Este novo sistema substitui o tradicional carimbo manual no passaporte, introduzindo um processo digital que visa reforçar a segurança e agilizar os procedimentos nas fronteiras.
Com a implementação do novo Sistema Europeu de Controlo de Fronteiras Externas, cada entrada e saída passará a ser registada eletronicamente, incluindo a data, a hora e o posto fronteiriço. Na primeira viagem após a entrada em vigor do sistema, serão recolhidas quatro impressões digitais e uma fotografia facial, medida que começará a ser aplicada gradualmente a partir de dezembro. Estes dados permitirão identificar automaticamente quem ultrapassa o tempo máximo de permanência autorizado, assegurando um controlo mais rigoroso dos fluxos migratórios.
A informação recolhida será partilhada em tempo real com as autoridades dos países Schengen, através de uma base de dados centralizada e interoperável com outros sistemas europeus de segurança, como o Sistema de Informação Schengen (SIS II) e o Sistema de Informação sobre Vistos (VIS). Tudo para garantir uma resposta mais rápida e coordenada perante situações de risco, entradas irregulares ou utilização de documentos falsos.
A verdade é que parece sempre tudo muito positivo, mas, na prática, as coisas são bem diferentes. Aliás, tem sido o caos no controlo de passaportes do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, com milhares de passageiros a aguardarem várias horas para entrar em Portugal. Em alguns casos, o tempo de espera ultrapassou as sete horas, provocando a perda de ligações, a acumulação de bagagens por recolher e um impacto considerável nas operações das companhias aéreas. Os passageiros provenientes de fora do espaço Schengen são os mais afetados, numa situação que muitos dizem ter-se agravado desde a pandemia.
A Associação das Companhias Aéreas em Portugal fala num problema grave, tanto do ponto de vista financeiro como humano. Há voos que não podem aguardar indefinidamente por passageiros em trânsito devido a regras de rotação e ao cumprimento obrigatório de slots, o que origina perdas de ligações em cadeia. Multiplicam-se também os relatos de pessoas retidas durante horas sem acesso adequado a água, comida ou casas de banho, uma realidade que tem gerado tensão e desgaste no interior do aeroporto.
Para a associação representativa do setor, o aeroporto de Lisboa não estava preparado para responder ao novo modelo de controlo de fronteiras que começou a ser implementado este ano, quer ao nível das infraestruturas, quer dos recursos humanos.
Embora, nesta fase, apenas cerca de 10% dos viajantes elegíveis estejam a ser processados através do novo sistema, os efeitos já são visíveis, com filas prolongadas e tempos de espera que, nos períodos de maior afluência, podem atingir três horas. Um relatório recente do Airport Council International Europe indica um aumento de até 70% no tempo médio de processamento do controlo de fronteiras nos aeroportos onde o EES já se encontra operacional. França, Alemanha, Grécia, Itália, Espanha e Portugal surgem entre os países mais afetados. De acordo com a análise, muitos passageiros enfrentam estes procedimentos pela primeira vez, o que torna o processo mais lento e imprevisível, aumentando o risco de atrasos e de voos perdidos.
Falhas técnicas frequentes, dificuldades de configuração e a indisponibilidade de quiosques de self-service são algumas das causas apontadas para a demora, e a isto junta-se a ausência de um mecanismo eficaz de pré-registo e a falta de pessoal suficiente nas autoridades responsáveis pelo controlo de fronteiras, um défice que contribui para o agravamento dos congestionamentos.
O diretor-geral da ACI Europe alerta que, se estes problemas não forem resolvidos rapidamente, a situação poderá agravar-se de forma significativa. O calendário europeu prevê que a percentagem de viajantes abrangidos pelo EES aumente para 35% já no início de janeiro, um salto que, nas condições atuais, poderá provocar bloqueios muito mais severos e perturbações de caráter sistémico nos aeroportos e nas companhias aéreas.
Entretanto, o Governo português, perante o agravamento dos constrangimentos registados na zona de chegadas de passageiros não europeus provenientes de fora do Espaço Schengen, decidiu reforçar as medidas de contingência no Aeroporto de Lisboa, determinando um conjunto de medidas de aplicação imediata. Entre elas está a suspensão, por um período de três meses, da utilização do sistema informático EES, uma decisão enquadrada nos regulamentos europeus em vigor e destinada a aliviar a pressão operacional nas fronteiras externas.
Foi também decidido aumentar em cerca de 30% a capacidade dos equipamentos eletrónicos e físicos destinados ao controlo das fronteiras externas, até ao limite permitido pela atual infraestrutura aeroportuária. O plano inclui ainda o reforço dos meios humanos ao serviço no aeroporto, através do aproveitamento da capacidade certificada da Guarda Nacional Republicana no controlo de fronteiras.
O trailer antecipa o regresso de Eleven ao centro da narrativa no encerramento de uma das principais séries da Netflix.
A longa jornada de Stranger Things chega ao fim esta semana, com a Netflix a preparar o lançamento do episódio final da quinta temporada, cujo trailer já se encontra disponível. O desfecho da série será disponibilizado na plataforma no dia 1 de janeiro de 2026, às 2h da manhã, marcando o encerramento de uma das produções mais emblemáticas da história da plataforma de streaming.
O novo trailer volta a colocar Eleven no centro da ação. Interpretada por Millie Bobby Brown, a personagem foi o eixo narrativo das primeiras temporadas, mas teve um papel mais discreto ao longo da última temporada. O episódio final promete inverter essa tendência, devolvendo-lhe um protagonismo decisivo num momento em que o destino de Hawkins, e possivelmente de algo maior, está em jogo.
Uma das passagens mais marcantes do trailer é narrada por Jim Hopper, que surge a dirigir-se diretamente a Eleven num tom emotivo e quase confessional. Hopper recorda-lhe a infância roubada, os abusos e a manipulação a que foi sujeita, sublinhando que, apesar de tudo, nunca permitiu que essas experiências a destruíssem. O apelo parece claro e passa por lutar uma última vez, não apenas por Hawkins, mas por um futuro melhor e por dias felizes que ainda estão por vir.
O trailer mistura imagens inéditas com cenas emblemáticas das temporadas anteriores, reforçando o tom nostálgico que acompanha este capítulo final. Entre os momentos mais intensos, destaca-se Dustin num grito de desespero, sugerindo uma perda dramática ou um acontecimento irreversível, alimentando especulações sobre o destino das personagens mais queridas da série. A própria duração do episódio sublinha a ambição do encerramento. Com 2 horas e 5 minutos, o final de Stranger Things aproxima-se mais de um filme do que de um episódio televisivo tradicional, assumindo-se como um verdadeiro evento para os fãs.
Disponível a partir das primeiras horas do dia 1 de janeiro, o episódio final coloca um ponto final numa série que estreou em julho de 2016 e que, desde então, se manteve como um dos maiores fenómenos culturais e de audiência da Netflix. O adeus a Hawkins promete ser intenso, emotivo e à altura do legado construído ao longo de quase uma década.
Há quem comece o dia a ler notícias, quem escolha a playlist certa para o caminho… e há quem, nesta reta final do ano, mantenha um ritual simples: abrir a “janela” do Calendário do Advento e ver o que ficou disponível. Entre balanços, listas mentais do que ficou por fazer e aquela vontade de entrar no novo ano com outra energia, sabe bem ter um pequeno momento diário de descoberta.
A Solverde.pt volta a assumir o papel de anfitriã no digital, com um calendário que se renova todos os dias e transforma o gesto de espreitar o que há de novo num instante festivo. Sem embrulhos nem complicações, aqui, a curiosidade é o ponto de partida. Até 31 de dezembro, as novidades vão surgindo numa lógica clara, com condições definidas e informação direta.
Desde Slots, Crash Games e Jogos de Mesa, com free spins, desafios temáticos e bónus, sempre com regras e condições apresentadas de forma transparente. Para quem cria conta pela primeira vez, existe ainda uma oferta de boas-vindas, com 25 free spins e um bónus de 100% no primeiro depósito, de acordo com as condições em vigor.
Mercados de ofertas, desporto sempre em movimento
E enquanto muitos abrandam, no desporto acontece o inverso: a agenda aperta, os jogos acumulam-se e há decisões importantes mesmo quando o ano está a terminar.
É nesse contexto que surgem os Mercados de Natal da Solverde.pt, com odds especiais por períodos definidos, ao longo do mês e alinhadas com os principais momentos das competições.
No registo, os novos utilizadores podem ainda aceder a uma oferta específica para apostas desportivas, até 300% em free bets, com limite máximo de 30€, sempre de acordo com as condições aplicáveis.
Entrar no novo ano com clareza: jogo responsável e operador legal
Final de ano também pede escolhas mais conscientes, e no online, isso começa por garantir que a experiência acontece num ambiente seguro, transparente e regulamentado. A Solverde.pt reforça o essencial em qualquer altura do ano: o jogo responsável. Estão disponíveis ferramentas para definir limites, gerir o tempo de utilização, fazer pausas e manter a experiência equilibrada, ajustada ao perfil de cada utilizador.
A utilização da plataforma é destinada a maiores de 18 anos e segue as orientações do regulador nacional. Em Portugal, apenas operadores licenciados podem atuar no mercado de jogo online e a Solverde.pt funciona com licença atribuída pelo SRIJ, entidade responsável por supervisionar.
Porque, com calendários cheios e contagem decrescente no relógio, a diversão só faz sentido quando existe controlo e informação clara em cada passo.
Novas regras europeias impõem requisitos tecnológicos e encurtam a validade prática de milhares de documentos.
Grande parte dos Cartões de Cidadão emitidos em Portugal antes de 2021 poderão deixar de ser aceites antes da data de validade inscrita. A situação resulta da aplicação do Regulamento (UE) 2025/1208, que define novos padrões de segurança e interoperabilidade para documentos de identificação em toda a União Europeia, obrigando os Estados-Membros a alinhar os seus modelos nacionais.
Com a entrada em vigor destas normas, os cartões que não cumpram determinados requisitos técnicos passam a ter uma validade limitada, independentemente do prazo inicialmente atribuído. Em causa estão documentos emitidos antes da introdução do novo modelo português, lançado em junho de 2024, que não integram todas as tecnologias agora exigidas a nível europeu. O regulamento determina que os cartões de identificação devem incluir uma zona de leitura ótica, utilizada para verificação automática, e um chip contactless que armazene dados biométricos. Os documentos que não disponham de zona MRZ terão de ser substituídos até 3 de agosto de 2026. Já os cartões que possuam MRZ, mas não incluam chip sem contacto, poderão continuar a ser utilizados por mais tempo, mas apenas até 3 de agosto de 2031.
Existe uma exceção prevista para cidadãos mais velhos. Quem tivesse 70 ou mais anos em agosto de 2021 e seja titular de um Cartão de Cidadão com MRZ poderá manter o documento até ao fim da validade nele indicada, sem necessidade de renovação antecipada.
Desde o verão de 2024, o Cartão de Cidadão passou a incorporar um chip de dupla interface, novos elementos gráficos de segurança e sistemas de autenticação biométrica facial e por impressão digital. Estas alterações visam não só reforçar a proteção contra fraude, mas também preparar o documento para a futura Carteira Europeia de Identidade Digital, que vai permitir o reconhecimento do cartão português em todo o espaço comunitário como credencial digital.
A renovação do Cartão de Cidadão pode ser feita através dos canais habituais, incluindo o pedido online, o atendimento presencial ou serviços específicos para cidadãos com limitações de mobilidade. As autoridades recomendam que os titulares confirmem atempadamente o tipo de cartão que possuem, de modo a evitar constrangimentos legais ou administrativos nos próximos anos.
Edição:
Segundo as informações reveladas Instituto dos Registos e do Notariado (IRN), os utilizadores portugueses não têm necessidade de substituir o cartão de cidadão devido ao novo regulamento europeu. De acordo com as novas regras os cartões de identificação têm de contar com dois elementos tecnológicos de segurança e interoperabilidade: a zona de leitura ótica (MRZ) e um chip contactless com dados biométricos, e o Cartão de Cidadão português já conta com a zona de leitura ótica (MRZ) desde que foi introduzido, em 2007, e os cartões emitidos a partir de 11 de junho de 2024 incluem ainda o chip dupla interface (contacto e contactless) e outros requisitos de segurança reforçada. Isso significa que os documentos emitidos cumprem todas as normas do Regulamento Europeu. Contudo, o Instituto afirma que apenas o Cartão de Cidadão de cidadão brasileiro, que foi emitido ao abrigo do Tratado de Porto Seguro, e o Bilhete de Identidade vitalício, que deixou de ser emitido a 31 de dezembro de 2018, não contam com a indispensável zona de leitura ótica.
Nova atualização oferece integração direta com a aplicação Apple Home e controlo através da Siri.
A iRobotexpandiu o suporte para o padrão Matter, passando a abranger mais modelos da gama Roomba. Através de uma nova atualização de firmware, os Roomba Plus 500 Combo, Roomba Max 700 Vac e Roomba Max 700 Combo podem agora ser integrados diretamente na aplicação Apple Home e controlados através da Siri.
Para que a funcionalidade fique ativa, é necessário ter o iOS 18.4 (ou versão mais recente) instalado, bem como um equipamento da Apple, como uma Apple TV ou um HomePod. O suporte Matter garante ainda compatibilidade multiplataforma, permitindo a integração com ecossistemas como o Alexa e o Google Home, embora sem acesso direto à aplicação Roomba nessas plataformas.
Através do Matter, os robôs aspiradores podem ser incluídos em automações domésticas, como iniciar a limpeza automaticamente quando o utilizador sai de casa. Embora estas funções já existam na aplicação oficial da iRobot, a integração com plataformas de terceiros oferece maior flexibilidade a quem utiliza ecossistemas de casa inteligente mais sofisticados. Ainda assim, nem todas as funcionalidades avançadas do Roomba ficam disponíveis através do Matter, estando limitadas aos comandos essenciais.
A iRobot confirmou também que o suporte Matter será alargado no futuro a outros modelos, incluindo os Combo J7 e J9. Este desenvolvimento surge numa fase delicada para a empresa, que se encontra em processo de aquisição pela Picea Robotics e sob um regime de recuperação judicial. Apesar disso, a marca garante que as operações continuam estáveis e que novos modelos já se encontram em desenvolvimento.
A banda britânica Jamiroquai prepara-se para um concerto esgotado no Ageas Cooljazz 2026, revisitando sucessos como “Virtual Insanity” e “Cosmic Girl”.
Foi o primeiro nome a ser anunciado para o Ageas Cooljazz 2026 e o primeiro a esgotar o respetivo dia. Falamos, claro, dos Jamiroquai, cujo concerto a 18 de julho do próximo ano acaba de esgotar com sete meses de antecedência, marcando um registo único na história do festival em Portugal. A banda britânica, liderada por Jay Kay, prepara-se para revisitar sucessos como “Virtual Insanity”, “Cosmic Girl”, “Little L” e “Seven Days In Sunny June”, prometendo uma noite memorável para os fãs que conseguiram garantir bilhete.
Ao longo de mais de três décadas de carreira, os Jamiroquai consolidaram-se como um dos nomes mais influentes do funk e do acid jazz, géneros intimamente ligados à evolução do grupo. O percurso da banda inclui 15 nomeações nos Brit Awards, um prémio Ivor Novello, uma nomeação para os Grammy de Melhor Álbum Pop e o recorde mundial do Guinness pelo álbum de funk mais vendido. Com mais de 27 milhões de discos vendidos globalmente, a banda mantém-se relevante e reconhecida internacionalmente.
A edição de 2026 do Ageas Cooljazz conta também com nomes como David Byrne (14 de julho), Loyle Carner (15 de julho), Diana Krall (22 de julho), Franz Ferdinand (25 de julho), Scissor Sisters (29 de julho) e Chet Faker (31 de julho), todos no Hipódromo Manuel Possolo, em Cascais.
O formato do festival mantém-se com quatro concertos por noite, começando com a abertura de portas às 19h. As Cascais Jazz Sessions by Smooth FM arrancam às 20h no Anfiteatro do Parque Marechal Carmona, seguidas do primeiro concerto no Palco Ageas e do grande concerto principal. Após o término, as Late Nights prosseguem no mesmo anfiteatro, proporcionando uma programação contínua até ao final da noite.
A Área de Serviço de Oeiras, na A5, recebe um hub de supercarregadores Via Verde Electric para veículos elétricos, com carregamento ultrarrápido até 400 kW e acesso em ambos os sentidos da via.
A Área de Serviço de Oeiras, na A5, passou a contar com um novo hub de supercarregadores para veículos elétricos, reforçando a rede de mobilidade sustentável da Via Verde e do Grupo Brisa. Este é o primeiro ponto de carregamento ultrarrápido da Via Verde Electric em Portugal, concebido para aumentar a conveniência e a eficiência dos condutores de veículos eléctricos.
O hub dispõe de 10 postos de carregamento de alta potência, até 400 kW, localizados junto ao supermercado Lidl, na estação de serviço da A5, no sentido Lisboa – Cascais, com acesso garantido para utilizadores em ambos os sentidos da via. Os carregamentos, capazes de levar um veículo dos 10% aos 80% em cerca de 15 a 25 minutos, respondem às necessidades de deslocações curtas e médias típicas de ambientes urbanos, permitindo viagens mais ágeis e planeadas.
O serviço mantém compatibilidade total com o ecossistema Via Verde, já utilizado por milhões de portugueses, e os pagamentos podem ser feitos através de qualquer cartão bancário ou aplicação de acesso e pagamento.
Estima-se que o hub possa realizar até 50.000 carregamentos por ano, quando operar em plena capacidade. Para a primeira metade de 2026, está prevista a instalação de outro hub de supercarregadores na Área de Serviço da A3, na Trofa, na Área Metropolitana do Porto, dando continuidade à expansão da rede de carregamento ultrarrápido no território nacional.
Com um investimento de 19,5 milhões de euros, a nova ponte internacional sobre o rio Sever, entre Montalvão e Cedillo, vai reduzir em 85 km o percurso entre Portugal e Espanha.
Na primeira quinzena deste mês, ficámos a saber que a construção da ponte internacional sobre o Rio Sever não ia avançar, uma vez que a obra fora entretanto abandonada, com a empresa responsável a retirar o estaleiro e os trabalhadores do local. Ou seja, a construção ficava embargada.
Em Assembleia Municipal, a Câmara Municipal de Nisa confirmava que os trabalhos estavam suspensos e que não existia qualquer calendário para a sua retoma. Mas, felizmente, o assunto foi resolvido, uma vez que a obra foi formalmente consignada esta segunda-feira, dia 29 de dezembro.
Este projeto, com um custo estimado de 19,5 milhões de euros financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), resulta de um acordo estabelecido na XXV Cimeira Ibérica em Faro, em outubro de 2024, e inclui não apenas a ponte, mas também a requalificação de cerca de nove quilómetros da Estrada Municipal 1139, reduzindo em aproximadamente 85 quilómetros o trajeto rodoviário atual entre as duas localidades.
Na cerimónia de assinatura do contrato, o presidente da Câmara de Nisa, José Dinis Serra, recordou que o projeto, moroso e ansiado há vários anos, só avançou devido à persistência conjunta das autoridades portuguesas e espanholas. Para o autarca, a obra representa muito mais do que uma intervenção física: trata-se de uma resposta concreta aos desafios estruturais do interior, capaz de melhorar acessibilidades, reforçar a atratividade territorial, dinamizar a economia local e criar novas oportunidades para as comunidades da região.
Em Tunes, uma nova Passagem Pedonal com elevadores vai substituir duas Passagens de Nível, no âmbito do plano nacional de redução de sinistralidade ferroviária.
A Infraestruturas de Portugal (IP) iniciou a construção de uma nova Passagem Superior Pedonal em Tunes, localizada ao km 301,600 da Linha do Sul, junto à Estação de Tunes. Esta intervenção integra o plano de ação lançado em 2024, destinado a reduzir a sinistralidade ferroviária e a reforçar a segurança das pessoas e da circulação de comboios. Com esta obra, serão eliminadas duas Passagens de Nível próximas: uma ao km 302,145 da Linha do Algarve e outra ao km 301,619 da Linha do Sul.
A nova estrutura contará com elevadores, garantindo acessibilidade a todos, incluindo pessoas com mobilidade reduzida, e permitirá um atravessamento seguro entre os terrenos e habitações situados em ambos os lados da linha férrea. O investimento previsto na empreitada é de dois milhões de euros, com conclusão estimada para o terceiro trimestre de 2026.
A atenção da IP à segurança em Passagens de Nível prende-se com os riscos significativos associados à travessia da via-férrea. Desde 2024, tem vindo a ser implementado um plano de ação no valor aproximado de 300 milhões de euros, estruturado em quatro áreas de intervenção: supressão de Passagens de Nível, automatização de sistemas, campanhas de sensibilização e reforço da fiscalização.
O trabalho incidiu sobre os quilómetros 83,160 a 88,770 da EN108, assegurando a continuidade futura com a variante da EN321-2 entre Baião e a Ponte da Ermida. A intervenção fortalece a ligação de Baião ao território a sul do concelho e melhora o acesso aos municípios de Cinfães, Resende e Bigorne, promovendo uma maior integração territorial e facilitando a circulação rodoviária na região. Durante a empreitada, foram executadas operações de substituição de órgãos de drenagem e estabilização de taludes, repavimentação da estrada, renovação da sinalização horizontal e vertical, construção de parques de estacionamento e reforço das barreiras de segurança, incluindo dispositivos específicos para motociclistas.
A requalificação da EN108 insere-se num conjunto mais amplo de investimentos da Infraestruturas de Portugal (IP) no âmbito do PRR, que visa reforçar a robustez social, económica e territorial do país e acelerar as transições digital e climática. Até ao momento, a IP já executou 374 milhões de euros dos fundos comunitários atribuídos para a implementação do plano.
Vai ser possível usar o Cartão de Cidadão ou a app gov.pt para aceder a autocarros, metro e comboio, graças a um sistema de bilhética integrada.
Em 2027, os portugueses vão poder usar o Cartão de Cidadão para entrar em autocarros, metros e comboios, graças a um sistema de bilhética integrada que simplifica o acesso aos transportes públicos. A novidade permitirá que uma única identificação, seja física ou digital através da app gov.pt, seja suficiente para viajar por diferentes operadores e regiões, acabando com a necessidade de múltiplos cartões ou passes.
O projeto começou a ser testado ainda este semestre com um piloto que servirá para ajustar o modelo e expandi-lo a mais operadores. Entre as funcionalidades previstas estão o carregamento e consulta de saldos, a associação de IBAN a cartões digitais e a integração tarifária regional. O Governo prevê que o sistema esteja completamente operacional na segunda metade de 2027.
Esta iniciativa está inserida no Plano de Ação da Estratégia Digital Nacional para 2026-2027, publicado recentemente em Diário da República, que define as prioridades da transformação digital do Estado para os próximos dois anos. A meta é clara: colocar Portugal entre os países europeus mais avançados no domínio digital, acelerando projetos estratégicos e evitando atrasos que possam comprometer a competitividade do país.
O Governo vai também lançar a Carteira Digital do Edifício, um sistema que reunirá num só local toda a informação relevante sobre imóveis, desde certidões e certificados energéticos até licenças urbanísticas e registos fiscais. Este projeto arranca no primeiro semestre de 2026 e deverá estar concluído até junho de 2027, oferecendo mais transparência e facilidade de consulta para cidadãos e profissionais do setor.