OPPO Reno16 Pro Review: Melhorias discretas num corpo Premium

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O OPPO Reno16 Pro é um intermediário elegante que convence pelo que tem pela oferecer, mas não pela novidade.

Seis meses depois do lançamento do Reno15 Pro, a OPPO traz-nos já uma nova gama de dispositivos, liderada pelo OPPO Reno16 Pro, numa estratégia de lançamento pouco usual neste neste mercado, cujo compasso é, por norma, anual. E talvez por isso, entre outras razões, o meu tempo com o novo smartphone deixou-me com uma sensação curiosa de déjà‑vu.

Visto ao longe, o Reno16 Pro é quase indistinguível do Reno15 Pro, mas basta pegar nele para perceber onde é que a OPPO mexeu para alterar a experiência de utilização. O modelo Starlight Black que testei é ligeiramente mais espesso e sensivelmente mais leve do que o seu antecessor, contudo, são diferenças muito pequenas, mas que ainda assim mostram que a marca está a ajustar a fórmula sem a tentar reinventar a roda. Na parte frontal, o novo dispositivo mantém o painel AMOLED plano de 6,32 polegadas, com resolução FHD+ e um brilho máximo de 3.600 nits, que o torna perfeitamente legível mesmo sob sol forte. Mas já temos melhorias na taxa de atualização que sobe para 144Hz, o que dá ao sistema uma fluidez muito agradável, e com o Gorilla Glass 7i que acrescenta alguma tranquilidade na utilização diária. O furo para a câmara frontal de 50MP está bem integrado e o leitor de impressões digitais no quadrante inferior continua rápido e discreto. O acabamento em alumínio nas laterais e na traseira transmite imediatamente uma sensação mais premium, assim como uma sensação ao toque sólida, sem aquele efeito plástico que alguns modelos ainda apresentam. O layout dos botões é convencional, mas funcional, e a porta USB‑C na parte inferior está acompanhada pela bandeja SIM e pela grelha do altifalante. A grande novidade é a tecla Snap na lateral esquerda, colocada exatamente onde o polegar repousa, quando agarramos o Reno16 Pro com a mão esquerda. É um detalhe simples, mas muito prático já que permite abrir a câmara, ativar um assistente de inteligência artificial ou aceder a outras funções sem ter de navegar por menus.

A traseira em preto fosco resiste bem a impressões digitais e mantém um aspeto limpo, com o módulo circular das três câmaras no canto superior esquerdo. A diferença visual mais evidente face ao Reno15 Pro é o posicionamento do flash LED, agora ligeiramente afastado do conjunto principal. Não muda a identidade do telefone, mas mostra que houve atenção ao detalhe. A qualidade de construção é, sinceramente, melhor do que esperava para este modelo que a marca posiciona como Premium de gama média. A certificação IP68 e IP69K reforça essa impressão, já que o telefone aguenta imersão até 2 metros durante meia hora e resiste a jatos de água, algo que não é comum neste segmento.

OPPO Reno16 Pro
OPPO Reno16 Pro

Em termos de hardware o Reno16 Pro mantém a mesma filosofia dos modelos anteriores, com pequenas melhorias cirúrgicas, mas sem grandes revoluções. Depois de testar o dispositivo, a sensação que fica é a de um smartphone que evolui de forma incremental, com ganhos reais em fluidez e capacidades de IA, mas sem aquele salto que normalmente justificaria um aumento de preço tão expressivo. O novo Dimensity 8550 Super é um bom exemplo disso. O processador da Mediatek é mais rápido, tem um GPU ligeiramente mais competente e integra o tal LLM Booster para tarefas de inteligência artificial, mas a arquitetura continua essencialmente a mesma. No uso diário, o telefone parece ágil, responde bem e não apresenta engasgos, mas não há aquela diferença marcante face ao Reno15 Pro. A presença de 12GB de RAM LPDDR5X, com mais 12GB virtuais, garante folga suficiente para multitarefa, e o armazenamento UFS 3.1 mantém tempos de carregamento rápidos.

O ColorOS 16, baseado no Android 16, reforça a aposta da OPPO na inteligência artificial, com um AI Remix Collage divertido, sobretudo para quem gosta de brincar com fotos, e um Popout 2.0 que cria imagens com aquele efeito de destaque que funciona bem nas redes sociais. São ferramentas claramente pensadas para um público mais jovem, que valoriza criatividade e personalização. O Mind Pilot é mais interessante, já que agrega notas, lembretes e outros dados e permite consultar simultaneamente Gemini, ChatGPT e Perplexity, comparando respostas. É uma abordagem curiosa, mas que pode ser útil para quem gosta de cruzar informação rapidamente. Já o lado menos entusiasmante é o bloatware. Tal como no modelo anterior, o Reno16 Pro chega carregado de aplicações pré-instaladas que pouco ou nada acrescentam. A boa notícia é que podem ser removidas sem esforço, mas continua a ser um ponto que prejudica a experiência inicial.

O ecrã mantém o nível elevado da OPPO, com um painel AMOLED de 6,32 polegadas, resolução FHD+, 100% DCI-P3 e excelente nitidez. O brilho de 3.600 nits é impressionante e faz diferença ao ar livre. A taxa de atualização de 144 Hz máxima não se manifesta totalmente, já que nos meus testes consegui observar o máximo de 120Hz. já nos menus, em aplicações como YouTube e Chrome a ficarem limitadas a valores inferiores. Ainda assim, a fluidez geral é muito boa. O sistema de som, com dois altifalantes, surpreende pela capacidade de aumentar o volume até 300% sem distorção. É suficientemente potente para ser ouvido num ambiente ruídos. Já a bateria de 6.000 mAh é um ponto onde a OPPO deu um boost ao Reno16 Pro. Na prática, oferece um dia completo de uso intenso de forma confortável, mas com um uso regular, consegue-se 2 dias de autonomia. Quando é necessário carregar, podemos recorrer ao carregamento rápido de até 80W desde que se tenha uma carregador compatível, já que a marca não o fornece quando compramos o equipamento.

OPPO Reno16 Pro
OPPO Reno16 Pro

A secção fotográfica do OPPO Reno16 Pro segue a mesma lógica do resto do dispositivo, ou seja, não tenta reinventar nada, mas aposta numa combinação sólida de sensores e modos que, na prática, funciona bem para a maioria dos utilizadores. A câmara principal de 200MP, com o sensor Samsung S5KHP5, é claramente o elemento central. Durante os testes, mostrou-se competente em quase todas as situações, com boa definição, cores vivas e um alcance dinâmico convincente. O zoom ótico de 3,5x mantém a qualidade, e até aos 7x ainda se conseguem imagens utilizáveis. A partir daí, o telefone entra no território do zoom digital extremo onde os 120x são mais um exercício de marketing do que uma ferramenta real, mas para fotografar edifícios ou estruturas distantes, ainda se obtêm resultados minimamente aceitáveis. Já elementos mais complexos, como folhagens ou pessoas, tornam-se rapidamente manchas indistintas.

O sensor ultra grande angular de 50MP mantém-se consistente, com boa saturação e detalhes suficientes para paisagens ou cenas amplas. Em baixa luz, o conjunto surpreendeu-me pela positiva, e apesar de não ser um “flagship killer”, consegue preservar detalhes e controlar bem as sombras até ao zoom ótico máximo. A teleobjetiva também cumpre o seu papel, sobretudo em retratos ou enquadramentos mais apertados. Já a câmara frontal de 50MP do Reno16 Pro oferece um amplo campo de visão, perto dos 100 graus, o que facilita selfies em grupo. O foco automático é rápido, os tons de pele saem naturais e o modo ultra grande angular de 0,6x é útil para captar mais ambiente. O zoom de 2x mantém boa nitidez, embora seja mais adequado para retratos do que para detalhes finos. O novo modo Pop Cam é uma adição curiosa, já que apesar de não mudar a qualidade da imagem, acrescenta aquele toque estilizado que imita filmes tradicionais. É um modo claramente pensado para quem gosta de brincar com filtros e criar conteúdo para as redes sociais. Fora isso, a configuração é praticamente a mesma do Reno15 Pro.

No vídeo, o Reno16 Pro ganha alguns pontos com o Modo Ultra Estável melhorado. Em 4K, consegue compensar até 5 graus de inclinação, o que se traduz em imagens muito mais suaves ao caminhar. Não substitui um gimbal mas para vlogs rápidos ou gravações casuais, funciona surpreendentemente bem. Em baixa luz, o desempenho cai, com mais ruído e perda de detalhe, mas à luz do dia o telefone produz vídeos nítidos e com cores equilibradas.

OPPO Reno16 Pro
OPPO Reno16 Pro

Isoladamente, o OPPO Reno16 Pro deixa uma impressão positiva logo no primeiro contacto. É fino, bem construído, transmite solidez e tem aquele toque Premium que nem sempre se encontra na gama média. O desempenho é consistente, as câmaras, tanto a principal como a frontal, oferecem resultados fiáveis na maioria das situações, e a autonomia, embora não seja extraordinária, aguenta confortavelmente um dia inteiro de uso real muito intenso. É, no fundo, um equipamento equilibrado, pensado para quem quer algo moderno, competente e com uma pitada de sofisticação.

Mas quando se compara ao Reno15 Pro, que custa atualmente menos 200€, as dúvidas levantam-se. As melhorias existem, mas são discretas, como o chipset ligeiramente mais rápido, alguns extras de IA, uma estabilização de vídeo melhorada e pequenos ajustes no design. E nada disto representa um salto geracional, claro. Para quem já tem o modelo anterior, a atualização não justifica o investimento, sobretudo porque o preço subiu e aproxima-se perigosamente da linha Find, que joga em outro campeonato. Contudo, para quem chega agora ao ecossistema da OPPO, por cerca de 895€ o OPPO Reno16 Pro oferece uma combinação interessante de desempenho, qualidade de construção e funcionalidades que o tornam apelativo, especialmente para utilizadores que valorizam fotografia, vídeo e uma experiência fluida no dia a dia. Não é revolucionário, mas é competente, agradável de utilizar e transmite a sensação de ser um produto bem pensado.

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Este produto foi cedido para análise pela OPPO

Joel Pinto
Joel Pinto
Joel Pinto é profissional de TI há mais de 25 anos, amante de tecnologia e grande fã de entretenimento. Tem como hobbie os desportos ao ar livre e tem na sua família a maior paixão.
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