Monstrum – Um novo tipo de terror

Depois do lançamento no PC, Monstrum, da Team Junkfish, chega finalmente às consolas com uma aposta diferente no género de horror.

Monstrum

Apesar das suas inspirações em títulos como Amnesia: The Dark Descent e Slender: The Eight Pages, Monstrum coloca de parte a linearidade para nos dar uma experiência mais focada na exploração e numa estrutura próxima dos roguelikes.

Em Monstrum, nada nos é explicado. Quando iniciamos a aventura, somos atirados aos lobos e obrigados a descobrir o nosso caminho. A exploração, que acontece na primeira pessoa, é um dos seus pontos fortes e coloca-nos num navio abandonado, dividido por vários níveis, onde é necessário descobrir os itens necessários para fugirmos. Onde estão e como poderão ser utilizados faz parte da experiência de Monstrum, e é necessário, através de várias tentativas, descobrir os mistérios deste jogo de terror e compreender como funcionam as peças do seu puzzle.

Como um roguelike, Monstrum muda por completo o ponto de partida e o posicionamento dos itens dentro do barco. Apesar dos objetivos não se alterarem de tentativa para tentativa, é necessário explorar os cenários como se fosse a primeira vez. Esta aposta numa estrutura assente na tentativa-erro faz com que se crie uma experiência de evolução sempre que recomeçamos, pois decoramos o design dos níveis, as suas vantagens e armadilhas – que podemos utilizar em tentativas futuras. A progressão é também representada pela descoberta de notas, que nos contam um pouco sobre o que se passou no navio, com a sua aquisição a ser permanente.

Monstrum

O ambiente é tenso e assustador, com o receio da morte permanente a pairar sobre nós sempre que nos aventuramos pelos corredores enferrujados do navio. A existência de caminhos múltiplos também auxilia esta aposta na tensão e cria, desta forma, uma corrida constante contra o tempo. É necessário fazer escolhas, planear os nossos trajetos e dominar as mecânicas do jogo. Existem vários itens espalhados pelos cenários que não só temos de encontrar, como aprender a sua funcionalidade. Itens de missão, de distração, de defesa e de luz, todos eles importantes e necessários à sua maneira.

A estrutura do jogo é completada pela presença de três monstros distintos. The Brute, The Hunter e The Fiend têm as suas próprias habilidades, como paralisar o jogador, dificultar o seu caminho ou eliminá-lo rapidamente. Só encontramos um dos monstros por partida, mas nunca sabemos o que nos espera até entrarmos no mundo opressivo de Monstrum. Há um equilíbrio entre os três monstros e há uma aposta na gestão de recursos e na exploração controlada do navio. Esta é a fórmula de sucesso de Monstrum.

Ainda é cedo para determinar se o título da Team Junkfish vai encontrar o mesmo sucesso nas consolas, mas o seu legado no PC já está cimentado através da sua aposta numa estrutura roguelite, algo raramente visto no género. Se procuram um jogo de terror diferente, Monstrum poderá ser uma boa aposta na PS4, Xbox One e Nintendo Switch.

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