Depois de uma edição com 98 artistas e forte presença internacional, o MOGA Caparica já tem datas confirmadas para 2027.
O festival MOGA Caparica regressa à Costa da Caparica entre os dias 2 e 6 de junho de 2027, após uma edição em 2026 que reuniu mais de 30.000 participantes ao longo de cinco dias de programação dedicada à música eletrónica e a atividades culturais. A organização confirmou já as datas da próxima edição, tendo colocado à venda os chamados Blind Passes, bilhetes disponibilizados antecipadamente sem divulgação do cartaz.
A edição de 2026 foi a mais abrangente realizada até ao momento no contexto português do festival, mantendo o modelo que articula programação musical com iniciativas culturais e comunitárias distribuídas dentro e fora do recinto principal. A estrutura do evento voltou a dividir-se entre o MOGA IN, concentrado nos espaços oficiais do festival, e o MOGA OFF, que levou atividades a vários pontos da cidade, envolvendo agentes locais e o espaço público da Costa da Caparica.
A nível do cartaz, o festival contou com 98 artistas distribuídos pelas diferentes vertentes de programação, dos quais 69 integraram o alinhamento principal e 29 participaram nas iniciativas paralelas do MOGA OFF. Entre os nomes presentes estiveram artistas internacionais como Ben Böhmer, The Blaze, Ricardo Villalobos, Mind Against, Jayda G e Röyksopp, a par de coletivos e projetos portugueses, tais como MXGPU, Batida e Hayes, entre outros, que participaram em diferentes momentos do evento.
A programação paralela do MOGA OFF voltou a assumir um papel relevante na ocupação cultural da cidade, com a realização de 34 eventos de acesso gratuito. As atividades incluíram sessões de surf, experiências de bem-estar, workshops ligados à música e ao DJing, sessões de cinema ao ar livre e encontros comunitários, distribuídos por vários espaços da Costa da Caparica.
No recinto principal, uma das novidades foi a criação do Souk Market, que reuniu mais de 35 criadores portugueses e marroquinos. Esta iniciativa enquadra-se na ligação histórica do festival a Marrocos, onde o MOGA também realiza edições, nomeadamente na cidade de Essaouira.
Para além da componente cultural, a organização aponta para um impacto económico significativo na região. A estimativa avançada indica que a edição de 2026 terá gerado mais de seis milhões de euros, dos quais cerca de 3,75 milhões terão sido aplicados diretamente na economia local, através da contratação de serviços, parcerias com empresas e envolvimento de agentes culturais e comerciais da região de Almada.
O evento envolveu ainda mais de 740 profissionais na sua operação, entre equipas técnicas, produção, segurança e outros serviços associados à realização do festival.
