O Metro de Lisboa vai estar fechado um dia inteiro. Sindicatos das chefias denunciam falta de pessoal, trabalho suplementar e incumprimentos da empresa.
Utilizam o Metro de Lisboa para se deslocarem na cidade? Então atenção ao dia de amanhã, pois estará encerrado. Numa breve nota publicada no seu site oficial, o Metropolitano de Lisboa dá conta de que, “para o dia 14 de outubro (4ª feira), se prevê a paralisação do seu serviço de transporte e o encerramento das estações”.
O pior de tudo? Trata-se de uma paralisação de 24 horas, o que significa que as carruagens só voltarão a funcionar a partir das 06h30 do dia seguinte, 14 de outubro.
A greve foi convocada pelos sindicatos FECTRANS/STRUP, STTM, SINDEM, SITRA, SITESE e STMETRO, por considerarem que a empresa não cumpriu o acordo assinado a 13 de abril.
O conflito centra-se no Posto de Comando Central e nos Postos de Tração. Os sindicatos apontam falta de efetivos, atrasos no recrutamento e na formação, recurso frequente a trabalho suplementar e prolongamentos de turnos, incluindo dias de folga e serviços de 16 horas consecutivas.
O acordo de abril previa o reforço do guarnecimento dos postos, a abertura de processos de seleção, a formação de encarregados e inspetores, o respeito pelas escalas e a preservação das funções das chefias. Os sindicatos sustentam que, dias depois, voltaram a surgir imposições de trabalho suplementar e situações contrárias às orientações da Medicina do Trabalho, pelo que apresentaram participação à Autoridade para as Condições do Trabalho.
Outra frente de descontentamento é o esvaziamento prático das funções das chefias. Os trabalhadores reclamam autonomia, acessos à plataforma PLAGO, licenças e instrumentos para gerir escalas e organizar o serviço sem validações sucessivas que atrasam as respostas operacionais. Denunciam ainda situações de pressão e condicionamento, que consideram não terem sido devidamente prevenidas ou averiguadas.
Na reunião de 12 de outubro, o Conselho de Administração reafirmou que o acordo está em execução, considerou a greve desproporcionada e remeteu parte das questões para processos em curso e para a auditoria interna. Para os sindicatos, a resposta não trouxe compromissos novos, prazos verificáveis nem medidas imediatas.
A greve é apresentada como último recurso. Os sindicatos exigem o cumprimento integral do acordo, o reforço dos quadros, o respeito pelas escalas e períodos de descanso, a devolução das funções às chefias e a averiguação das denúncias de pressão. Mantêm disponibilidade para negociar, mas condicionam qualquer solução a medidas concretas e prazos efetivos.
