Matosinhos recebe o novo capítulo do MEO Marés com música, humor e outras novidades

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O MEO Marés muda-se para Leça da Palmeira e apresenta novas parcerias, palcos e apostas para a edição de 2026 em Matosinhos.

O MEO Marés – conhecido durante muitos anos como MEO Marés Vivas – entra numa nova fase e prepara-se para regressar com mudanças profundas, a começar pela sua localização. O festival vai instalar-se em Leça da Palmeira, em Matosinhos, numa mudança apresentada como um passo em frente na história do evento e como uma oportunidade para reforçar a sua identidade ligada ao mar, à cultura e à experiência de quem o vive por dentro.

A apresentação pública do MEO Marés, que decorreu esta terça-feira, serviu para reforçar a ideia de que o MEO Marés continua a crescer. Faltam menos de dois meses para a edição marcada para 17, 18 e 19 de julho, e a organização quis aproveitar o momento para detalhar algumas das principais novidades. No fundo, o MEO Marés mantém a base que o tornou reconhecido ao longo dos anos, mas entra agora numa etapa de renovação, com novos palcos, novas parcerias e uma relação mais estreita com o novo território onde se realiza.

Do lado da comunicação, a SIC assumiu o papel de parceiro estratégico na amplificação do MEO Marés e na criação de conteúdos ligados à sua identidade. Foi sublinhado que esta colaboração começou há cerca de um ano e que, apesar das naturais reservas iniciais, se transformou rapidamente numa relação de confiança e proximidade. A marca televisiva e os responsáveis do festival insistiram na importância de contar o que acontece em Matosinhos a um público mais vasto, não apenas aos festivaleiros que compram bilhete, mas também a todos os que seguem a cobertura mediática e os conteúdos criados em torno do evento. O objetivo, segundo foi dito, é levar a energia do MEO Marés mais longe e reforçar a sua presença no imaginário cultural do país.

A MEO reforçou, por sua vez, a ligação histórica à música e à cultura, lembrando que esta associação não é recente e que faz parte da estratégia da marca há vários anos. A presença no Norte do país foi apresentada como uma dimensão importante dessa relação, permitindo aproximar a marca dos seus clientes e participar em experiências que pretendem deixar marca para além dos dias do festival. Foi também destacada a longevidade da parceria com o próprio evento, descrita como uma relação que já atravessa muitos anos e que continua a ser alimentada por confiança e vontade de inovação.

A mudança de local foi tratada como a grande novidade da edição. A organização explicou que a transferência para Matosinhos obriga a repensar acessibilidades, circulação, conforto do público e desenho do recinto, mas considerou que o processo representa uma evolução natural de um festival que já mudou de casa por três vezes e que em todas essas ocasiões cresceu. O novo espaço foi descrito como particularmente adequado à identidade do evento, pela proximidade do mar e pela integração com uma zona que tem uma ligação evidente à paisagem atlântica. Foi ainda referido que o local é uma área protegida, muito próxima da praia, o que acrescenta exigência ao trabalho logístico e ao esforço de sustentabilidade que a organização quer continuar a desenvolver.

A Câmara Municipal de Matosinhos assumiu com entusiasmo o papel de anfitriã desta nova etapa. A presidente da autarquia, Luísa Salgueiro, destacou as condições únicas de Leça da Palmeira, apontando a proximidade da praia, do aeroporto e do Porto de Leixões, mas também o valor patrimonial da zona, com referência à Piscina das Marés, à Casa de Chá da Boa Nova e à Quinta da Conceição. A autarca valorizou ainda a ligação entre o festival e a vida cultural do município, lembrando a forte programação já em curso na cidade e a vontade de atrair público jovem, promover o território e descentralizar a oferta cultural, numa lógica que pretende colocar Matosinhos e o Norte no centro da dinâmica musical de verão.

Um dos anúncios mais relevantes da apresentação foi a criação do palco Super Bock, que passa a dar nome a um dos espaços do festival. A parceria, segundo foi explicado, prolonga uma ligação antiga entre a marca e o evento, agora com uma expressão mais visível e mais forte. O palco Super Bock foi pensado para acolher uma parte importante da experiência do público, sobretudo nos momentos de chegada ao recinto e nas pausas entre os grandes concertos, funcionando como um espaço de passagem, convívio e animação. A Super Bock descreveu o festival como uma referência nacional com uma identidade muito própria, marcada por uma atmosfera atlântica que considera única, e destacou a música como um território de encontro entre pessoas.

Entre os anunciados, temos Elisa, Bandidos do Cante e Carolina Torres DJ set para dia 17; Joana Almeirante, Bluay e Insert Coin para dia 18; e Edmundo Inácio, Deixem o Pimba em Paz e Kiko is Hot para dia 19.

Outra novidade anunciada foi o reforço do palco Sapo Comédia. Este espaço já existia, mas ganha agora uma dimensão renovada com a introdução de um passatempo que vai permitir descobrir novos talentos do humor. A iniciativa convida o público a participar com vídeos de candidatos e deixa depois a decisão final nas mãos da votação popular, abrindo caminho à presença de nomes emergentes no palco. A marca sublinhou que o objetivo é enriquecer o festival com mais entretenimento e humor, acrescentando diversidade à programação e dando espaço a novas vozes num contexto em que a comédia assume um papel cada vez mais relevante dentro dos grandes eventos de verão.

Neste palco, poderão contar com as atuações de Guilherme Duarte, Centro de Emprego (Kiko + João Lopes), Pedro Rodas Silva e Pedro Almeida; Fernando Rocha, David Silva, O Tasqueiro e Rui Pedro Martins; e Dagu, João Pinto, Luccas Otávio e Lourenço Nunes.

Ao longo de toda a apresentação, a organização insistiu na importância da música portuguesa dentro do cartaz, lembrando que o MEO Marés tem vindo a apostar fortemente em artistas nacionais, tanto nos palcos principais como nos restantes espaços. Foi deixada a garantia de que essa linha continuará a marcar presença, ao mesmo tempo que o evento procura ampliar a sua oferta e criar uma experiência mais completa para o público. Também houve referências à média habitual de cerca de 40.000 pessoas por dia e ao crescimento do alcance mediático alcançado no ano anterior, especialmente com a colaboração televisiva e com a projeção que o festival conseguiu obter para além do recinto.

Os bilhetes para a edição de 2026 estão à venda, com o bilhete diário a custar 50€ e o passe geral para os três dias fixado nos 100€.

Foto: Filipa Caçador

Alexandre Lopes
Alexandre Lopes
Licenciado em Comunicação Social e Educação Multimédia no Instituto Politécnico de Leiria, sou um dos fundadores do Echo Boomer. Aficcionado por novas tecnologias, amante de boa gastronomia - e de viagens inesquecíveis! - e apaixonado pelo mundo da música.
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