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Um serão no CCB para conhecer Mai Kino

Foi no passado dia 18 de janeiro, no Centro Cultural de Belém (CCB), que nos encontrámos com Mai Kino. Quem? O alter ego de Catarina Moreno, projeto musical envolto em teias delicadas de synthpop. No Pequeno Auditório do CCB, com uma plateia composta, o palco era minimalista, apenas pautado pelo trio interveniente e o escasso equipamento utilizado.

Apesar de já ter passado por palcos nacionais – o projeto nasceu em Londres – em 2017, para apresentar o seu primeiro EP The Waves, desta vez há mais para apresentar: Mai Kino irá lançar um álbum e, obviamente, há algo novo para ouvir. Tão novo que ainda não houve lançamento online da maioria dos temas apresentados.

E assim foi: “Intro” foi a canção que deu o mote ao concerto e à chegada de Mai Kino, envolta num conjunto de luzes e fumo bem conseguido – com uma apresentação visual e sonora que delineava o panorama que foi sendo desenlaçado ao longo da noite. Mesmo não conhecendo (ainda) as novas canções, quem já tivesse ouvido o EP anterior e o novo single “Young Love”, lançado em novembro passado, tinha já uma ideia do que poderia ser apresentado. “Intro” é isso mesmo: uma entrada para as sensibilidades musicais de Mai Kino. “New Day” foi a canção que se seguiu, desenhando toda uma textura, onde a eletrónica, conjugada com a voz de Mai Kino, iria ser permanente ao longo da noite.

Seguiu-se “High”, um flirt ao synthpop minimalista, dançável – e saudoso! -, num exercício que serve à voz delicodoce de Mai Kino, dotado de uma melodia simples, mas capaz de ficar no ouvido. Não obstante, a simplicidade aqui toma um papel inocente, mas perverso: é catchy, mas também muito simples. As novidades seguiam-se: “Lungs” e “Long Enough to Say Goodbye” continuaram a identificar o território sonoro de Mai Kino. Entre os beats eletrónicos e os sintetizadores, as melodias minimalistas iam namoriscando uma pitada de Rn’B.

“Burn” e “June” foram as primeiras entradas à visita do EP The Waves, sem grandes transformações em relação às versões de estúdio. De seguida, uma cover inesperada de “Eyes Without a Face”, tema-selo de Billy Idol, despido da sua capa rock e envolto em eletrónica. Um dos momentos mais aplaudidos da noite.

“Honey” seguiu a tendência; esta talvez tenha sido a sequência que fez perder um pouco o fulgor da curiosidade inicial. Em certa medida – talvez por serem temas calmos – a monotonia apoderou-se dos mesmos.

“Gold” deu um novo fôlego na fórmula apresentada e Talk destacou-se. Percebe-se porquê. A melancolia jazzy assenta que nem uma luva nesta composição que, mais tarde soubemos, será o próximo single a ser lançado. E é um ótimo single!

A fechar as novidades, houve ainda mais uma inesperada cover do clássico “You Always Hurt The Ones you Love”, apenas com Mai Kino à guitarra. Um momento terno e singelo.

Para último ficam as mais esperadas: “The Waves” e “Young Love”. O melhor guarda-se para o fim, sem discussão. É manifestamente pouco, não deu para saciar, mas ainda ouvimos “Talk” mais uma vez.

A viagem de Mai Kino ainda agora começou e já nos cativou a atenção pela música e também pelo cuidado visual (recomenda-se vivamente o vídeo de “The Waves”) que incorpora nas suas criações. Um nome sem dúvida a ter em conta para os próximos tempos.

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