Madeira avança com um projeto turístico de 48,5 milhões de euros no interior da ilha, com dois teleféricos, um zipline e abertura prevista para 2028.
O Madeira SkyPark entra hoje, 2 de novembro, na fase de construção. O projeto, localizado entre o Curral das Freiras e o Jardim da Serra, no concelho de Câmara de Lobos, prevê a abertura ao público em 2028 e inclui dois teleféricos, um zipline de grande extensão, um parque de aventura, um centro de interpretação da natureza e áreas comerciais e de apoio.
O investimento ascende a 48,5 milhões de euros e insere-se numa concessão pública com duração de 50 anos. A promotora estima receber cerca de 200.000 visitantes por ano e criar aproximadamente 50 postos de trabalho diretos durante a fase de operação. Além do emprego direto, o projeto aponta para efeitos no comércio, na restauração e noutros serviços das duas freguesias.
Em termos de receitas públicas, a estimativa avançada ultrapassa os 400 milhões de euros ao longo do período de concessão. Esse montante resulta da combinação de receita fiscal, de uma renda fixa e de uma percentagem sobre a bilheteira dos teleféricos. Os números são projeções da promotora e dependem da concretização do calendário e da procura turística.

O elemento central do projeto é o sistema de transporte por cabo. O Teleférico Curral das Freiras–Miradouro do Paredão terá um percurso de 1012 metros, com um desnível de 789 metros, e será servido por duas cabines com capacidade para 15 pessoas cada. A segunda ligação, entre o Paredão e a Boca da Corrida, terá 3070 metros de extensão e um desnível de 230 metros. Este segundo troço é apresentado como um dos maiores vãos suspensos do mundo e como o teleférico com maior altura em relação ao solo, superior a 700 metros.
O zipline terá 2300 metros e ligará a Boca da Corrida à estação do Curral das Freiras. Segundo a informação divulgada, será um dos maiores do mundo acessível ao público em condições de conforto e segurança. O percurso atravessa uma zona de paisagem montanhosa, entre pontos elevados da ilha.
A opção por teleféricos é justificada pela promotora como forma de controlar e regular o acesso à montanha, reduzindo a pressão sobre ecossistemas sensíveis e evitando a construção e manutenção de novas estradas. O projeto afirma ainda seguir práticas ambientais e prever medidas de mitigação de impactes sobre a fauna e a flora locais, incluindo a freira-da-madeira, espécie relevante para a biodiversidade da região.
