Estratégia Focus 2030 redefine ambições da Lotus e marca um regresso às raízes desportivas da marca britânica.
A Lotus voltou a surpreender o setor automóvel ao anunciar uma mudança na sua estratégia para a próxima década. Depois de ter declarado a intenção de se tornar uma marca totalmente elétrica, a fabricante britânica, atualmente integrada no grupo chinês Geely, confirmou que vai reintegrar motores de combustão interna na sua futura gama. O novo plano, denominado Focus 2030, combina modelos elétricos, híbridos e a gasolina, num claro afastamento da eletrificação total anteriormente defendida.
Esta reorientação reflete as dificuldades enfrentadas por várias marcas de carros desportivos perante a desaceleração da procura por veículos elétricos de luxo. A Lotus não abandona o segmento elétrico, mas opta agora por uma abordagem mais flexível, procurando responder às expectativas dos clientes e às condições reais do mercado global. A tecnologia Hybrid‑X, já aplicada na versão chinesa do SUV Eletre X (podemos ver na imagem acima), será o pilar desta nova fase. A marca acredita que esta arquitetura vai permitir conciliar elevado desempenho, maior autonomia e uma experiência de condução mais próxima do ADN histórico da Lotus.
O projeto mais ambicioso é o futuro Type 135, previsto para 2028. Este supercarro deverá tornar‑se o novo topo de gama, equipado com um motor V8 híbrido capaz de atingir 986 cavalos. A produção deverá ocorrer na Europa, numa tentativa de reposicionar a marca num patamar superior do mercado de alta performance.
A Lotus prepara ainda uma evolução do Emira, o seu último modelo exclusivamente a combustão, prometendo a versão mais leve e potente de sempre.
