Linha Violeta do Metro de Lisboa, que irá ligar Loures a Odivelas, deve começar a funcionar em 2026

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O investimento é de 250 milhões de euros.

Foi a 5 de julho de 2021 que a Câmara de Loures assinou o protocolo que permitirá a criação de uma linha de metro ligeiro de superfície no concelho.

A nova linha de metro ligeiro de superfície irá ligar o concelho de Loures – servindo, de forma direta, as freguesias de Loures e de Santo António dos Cavaleiros e Frielas – à estação de Odivelas do Metropolitano de Lisboa. Esta linha em “C” contará com uma extensão total de cerca de 13 quilómetros e terá dois braços: um com término no Hospital Beatriz Ângelo e outro no Infantado.

“Vai permitir retirar muitos veículos privados de circulação”, disse na altura Bernardino Soares, o então presidente da Câmara de Loures, destacando o “impacto grande” que este investimento teria a nível ambiental.

Mas isto já se sabia. A novidade é que estão disponíveis para consulta pública até 14 de fevereiro vários documentos sobre esta expansão do Metro de Lisboa, neste caso da Linha Violeta.

A linha de metro e as estações

A Linha Violeta apresenta um desenvolvimento com cerca de 13 km de extensão, predominantemente à superfície (8,6 km), mas também com troços em trincheira (0,4 km), em viaduto (0,4 km) e quatro troços em túnel (aproximadamente 3,7 km).

O traçado proposto tem como objetivo servir os grandes núcleos populacionais de Loures e Odivelas, fazendo a ligação entre as freguesias com maior densidade urbana e ligando os mais importantes polos de serviços e comércio.

Esta Linha de metro ligeiro engloba das 19 (dezanove) estações, sendo 3 estações subterrâneas, 2 em trincheira e 14 à superfície. 11 estações serão no concelho de Loures e 8 no concelho de Odivelas. E as estações são as seguintes: Hospital Beatriz Ângelo, Planalto da Caldeira, Torres da Bela Vista, Jardim da Radial, Ramada Escolas, Ribeirada, Jardim do Castelinho, Odivelas Estação, Heróis de Chaimite, Chafariz d ́El Rei, Póvoa de Santo Adrião, Flamenga, Santo António dos Cavaleiros, Quinta do Almirante, Conventinho, Loures, Várzea de Loures, Infantado e Quinta de São Roque.

As estações Jardim da Radial, Ramada Escolas e Jardim do Castelinho serão subterrâneas, ao passo que as estações Ribeirada e Odivelas Estação serão em trincheira. Todas as outras são estações à superfície.

A Linha Violeta inicia-se ao PK 0+000 (PK=ponto quilométrico), junto ao Hospital Beatriz Ângelo, passa pela Ramada e faz uma importante interface na zona central de Odivelas com a Linha Amarela da Rede do Metropolitano de Lisboa, continuando ao longo do eixo Póvoa de Santo Adrião (onde evita a afetação do centro histórico) – Santo António dos Cavaleiros – Loures e Infantado junto à zona comercial e em grande expansão urbana, e terminando no PMO-Quinta das Carrafouchas, ao PK 13+077.

As grandes condicionantes topográficas existentes, nomeadamente o grande desnível altimétrico de cerca de 100 metros que existe entre o Hospital Beatriz Ângelo e o Centro de Loures / Infantado, são um dos fatores que levaram também à procura de um canal que, além de servir as zonas de maior densidade populacional, vencesse ao longo do traçado os grandes desníveis existentes, diminuindo ao máximo a necessidade de túneis e/ou viadutos.

Qual é a duração da obra e qual o valor do investimento da Linha Violeta?

Primeiro que tudo, há um grande atraso. Aquando da assinatura do protocolo para a criação de uma linha de metro ligeiro de superfície no concelho, estava previsto que as obras começassem em 2023, prolongando-se até ao final de 2025. Mas não é isso que vai acontecer.

Sabe-se agora que as obras deverão iniciar no primeiro trimestre de 2024, ou seja, até março de 2024, terminando no segundo semestre de 2026, isto é, até junho de 2026, de modo a poder usufruir do PRR Português.

E por falar em PRR, o investimento assegurado é de 250 milhões de euros. Adicionalmente, para as componentes de reordenamento urbano e rodoviário e expropriações, estima-se que as municípios de Loures e Odivelas tenham de pagar 80 e 70 milhões de euros, respetivamente.

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1 Comentário

  1. Analisando rapidamente só o percurso “Loures”, conclui-se: Muitas estações e demasiado perto, (não rentabilizando o comboio), ocupação de vias já super congestionadas (deixando laterais e espaços livres sem utilidade), criar mais problemas ao já saturado trânsito interno no Infantado, loucura de percurso para o PMO a partir da estação final (em horas de ponta já não se circula), possibilidade descurada de passar toda a linha , desde a travessia da A/8 sempre ao lado nascente da mesma A/8 (sem interferir no trânsito local) e estação terminal “Quinta de S.Roque”, nunca num aperto da entrada do Infantado, mas sim prolongando, circulando pelo lado nascente das habitações, até ao previsto cruzamento da E.N.115 (antes de chegar ao PMO), aí fazia sentido, fugindo das construções existentes.
    MAIS GRAVE: Se procuram eliminar a entrada de transporte próprio nas cidades, facilitando com esta solução, então onde está um Parque de Estacionamento adequado, lógico junto à estação terminal ?
    Só a ideia anterior (estação final junto ao cruzamento previsto na E.N. 115) permite ter espaços enormes até à rotunda mais a nascente para estacionar. No Infantado é uma tripla loucura, sem soluções.

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