Metro do Porto. Linha Rubi começa construção em 2023 e termina no final de 2025

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Isto sem considerar atrasos, claro.

É já no próximo ano que começa a ser executado um projeto que representa o maior investimento feito na Área Metropolitana do Porto desde a primeira fase de implantação do Metro do Porto, há já 20 anos. Falamos, claro, da nova Linha Rubi, num investimento de 300 milhões de euros, provenientes de financiamento a fundo perdido do Plano de Recuperação e Resiliência.

A nova Linha Rubi (H), cuja construção começa já em 2023 e deve terminar no final de 2025, corresponde a mais um momento crucial para a expansão do Metro do Porto, acrescentando 6,3 quilómetros à rede. Essencialmente, a linha irá ligar a Casa da Música, no Porto, a Santo Ovídio, em Vila Nova de Gaia, fazendo com que os municípios fiquem ainda mais ligados.

Além disso, a linha vem fechar o anel Sul da rede do Metro, conectando as linhas Azul, Vermelha, Verde, Violeta e Laranja à Linha Amarela, em Santo Ovídio, ponto onde o Metro encontrará também os comboios de alta velocidade para Lisboa e para Vigo. Nas Devesas nasce um novo interface ferroviário, com a Linha do Norte da CP.

Em termos de obra, a linha contempla oito novas estações (Casa da Música, Campo Alegre, Arrábida, Candal, Rotunda, Devesas, Soares dos Reis e Santo Ovídio), dois túneis e uma nova ponte sobre o Rio Douro (entre a zona de Massarelos/Campo Alegre e a Arrábida). A juntar a isto, há igualmente a salientar a existência de um interface, nas Devesas, com a Linha do Norte da CP, bem como um interface com os futuros comboios de Alta de Velocidade (linha Lisboa/Porto/Vigo).

Mas os benefícios desta obra não se ficam por aqui. Com a Linha Rubi, a rede de Metro ganhará mais de 12 milhões de clientes anuais – 10 mil dos quais estudantes que, agora, terão acesso mais facilitado ao Pólo Universitário do Campo Alegre e às faculdades de Arquitectura, de Ciências e de Letras. Em termos directos, cada euro de investido resulta em três euros e meio de vantagens económicas para os cidadãos.

Estima-se uma série de benefícios sociais, económicos e ambientais quantificados em 900 milhões de euros.

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