Novas viaturas elétricas entram em circulação na Lezíria do Tejo, com impacto na oferta de transporte público e nas ligações regionais.
A região da Lezíria do Tejo passou a dispor de 16 novos autocarros totalmente elétricos, numa iniciativa enquadrada no processo de renovação das frotas de transporte público e na redução das emissões associadas ao setor. As viaturas entraram em operação com o objetivo de reforçar a oferta existente, melhorar as ligações entre municípios e introduzir soluções de mobilidade com menor impacto ambiental.
O financiamento da operação foi assegurado através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), no âmbito do programa dirigido à descarbonização dos transportes públicos, cuja gestão está atribuída à Agência para o Clima. Segundo foi referido, o modelo de financiamento foi ajustado de forma a abranger centros urbanos de menor dimensão, permitindo a sua inclusão no processo de modernização das frotas.
A distribuição das viaturas abrange diferentes tipologias de serviço na região. Oito autocarros passam a operar na rede urbana de Santarém, enquanto quatro miniautocarros ficam afetos a serviços locais em Rio Maior, Coruche e ao programa Mobi Sénior. As restantes quatro viaturas destinam-se a ligações intermunicipais, assegurando percursos entre vários concelhos da Lezíria do Tejo, incluindo Golegã, Chamusca, Alpiarça, Almeirim, Salvaterra de Magos, Benavente, Samora Correia, Vila Franca de Xira, Cartaxo e Azambuja.
De acordo com o Ministério do Ambiente e Energia, a introdução destes veículos permitirá reduzir emissões poluentes, bem como os níveis de ruído associados ao transporte rodoviário, com impacto direto na qualidade do ar e nas condições de circulação em meio urbano.
Apesar dos progressos registados ao nível da produção de energia a partir de fontes renováveis, o executivo reconhece que a descarbonização dos transportes continua a apresentar desafios. Nesse sentido, foi sublinhada a necessidade de reforçar o investimento neste domínio, com vista à redução da dependência de combustíveis fósseis e ao aumento da eficiência energética.
Foto: Sara Matos/MAEN
