La Tagliatella – Conforto para a família e amigos

É ali bem junto do Campo Pequeno, na Av. Berna (edifício seguinte ao palacete da Junta, para os nativos da zona), que se situa o novo restaurante da cadeia La Tagliatella. Contando com vasta presença internacional, e inaugurado em novembro de 2018, este é apenas o segundo espaço no nosso país, depois do restaurante presente no Parque das Nações.

- Publicidade -

Foi neste espaço vasto, mas que nunca deixa de dar uma sensação de aconchego, providenciado pela decoração em tons de madeira, o balcão ao centro onde é possível ver o forno de pizzas, e a existência de diversas cabines, que demos início à nossa refeição.

Assim, e para além de umas tradicionais azeitonas e de um azeite aromatizado com malagueta (embora não picante), chega em primeiro lugar a focaccia de tomate, azeitona e cebola (6 bastoni, 2 de cada sabor – 3,20€). Uma entrada que resulta feliz e que depressa desapareceu, em especial na combinação com cebola, particularmente suave. Para beber, a opção recaiu numa fresquíssima sangria de prosecco (19,50€), a qual nos fez companhia durante a refeição.

Em seguida, vem uma insalata affumicata, composta por alfaces variadas, camarões, salmão, bacalhau, anchovas, picadinho de caranguejo em maionese e tomate confitado (12,60€), e acompanhada por vinagrete de manga e manjericão ou, em alternativa, mel e pistácio. Este último acabou por ser o nosso preferido para compensar o salgado do bacalhau e das anchovas.

É com a vinda do garganelli all’uovo com molho ragú antico (14,10€) que se atinge o destaque da refeição. Uma massa com ótima resistência, misturada com molho de salsicha caseira e tomate, e coberta com queijo stracciatella, pérolas de pesto e azeite de manjericão. Um prato muito reconfortante e servido em dose generosa, tal como é, aliás, apanágio no La Tagliatella. O queijo stracciatella é uma bela opção como agente de ligação do prato, o qual, pese a sua riqueza, não se torna excessivamente pesado, e tem um ligeiro toque picante. Vencedor.

Importa destacar a vasta opção de massas, simples ou ripienas (com recheio), bem como de molhos para acompanhar, de confeção própria. Desta forma, existem múltiplas hipóteses para construir o prato de massa, com vista a satisfazer a escolha do comensal mais exigente.

Para contrastar com a tradicionalidade dos garganelli, temos tempo ainda para provar a pizza tartufi e funghi (12,95€), a qual apresenta algumas diferenças face à imagem clássica da pizza. Desde logo pelo formato (retangular), mas também pela inexistência de tomate na base, composta por queijo gruyère, esta pizza faz lembrar algumas características das alsacianas flammes. Ideal para quem quer fugir da norma mas não quer deixar de estar em ambiente seguro.

Foi com algum sacrífico que se conseguiu arranjar apetite para a sobremesa, mas valeu a pena partilhar um bolo de chocolate preto com gelado de baunilha e mousse rocher, com base crocante e acompanhado de uma curiosa bolacha de massa de pizza. Uma sobremesa para gulosos e que, dificilmente, deixará alguém com fome. No fim, uma boa bica retirada de café acabado de sair do moinho – espécie ameaçada em vários estabelecimentos da nova vaga e cuja presença aqui merece valorização.

Nota ainda para a esplanada nas traseiras, um segredo bem guardado cujas obras ainda se encontram a terminar e que merece ser potenciado, desde logo pelas suas condições para se tornar num local privilegiado para convívio.

O La Tagliatella é um restaurante num local central e que garante conforto, com pratos servidos generosamente e um ambiente que recebe bem quem lá vai. Um amigo com que se pode contar.

Fotos de: Teresa Graça Moura

- Publicidade -

Deixa uma resposta

Introduz o teu comentário!
Introduz o teu nome

Sigam-nos

12,948FansCurti
4,064SeguidoresSeguir
656SeguidoresSeguir

Relacionados

Crítica – WandaVision (Temporada Completa)

WandaVision é tão estranha e misteriosa como se antecipava. Elizabeth Olsen brilha.

Crítica – Chaos Walking

Chaos Walking irá terminar como um dos filmes mais dececionantes e frustrantes do ano. Mais um para a lista de "filmes com conceitos inovadores e interessantes que não conseguem alcançar metade do seu potencial".

Crítica – Nomadland

Nomadland irá desiludir quem antecipar uma história mais ativa, mas será uma história contemplativa, esclarecedora e emocional para quem se deixar levar pelos nómadas reais.

Análise – Anodyne 2: Return to Dust (Xbox One)

Uma viagem emocional e marcante por um mundo coberto de pó e cinza.
- Publicidade -
- Publicidade -

Mais Recentes

The Black Mamba vencem Festival da Canção 2021

A banda vai representar Portugal no Festival Eurovisão da Canção deste ano, a acontecer em Roterdão, na Holanda.

Crítica – WandaVision (Temporada Completa)

WandaVision é tão estranha e misteriosa como se antecipava. Elizabeth Olsen brilha.