O ISAL será encerrado até 31 de outubro de 2026, depois de falhar a acreditação da A3ES. Governo promete proteger os estudantes.
O Ministério da Educação, Ciência e Inovação determinou o encerramento compulsivo do Instituto Superior de Administração e Línguas (ISAL), no Funchal, depois de a Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES) ter recusado renovar a acreditação da instituição. O encerramento terá de ficar concluído até 31 de outubro de 2026, garantindo o término das atividades letivas e a salvaguarda dos interesses dos estudantes.
De acordo com o despacho publicado pelo Ministério da Educação, o processo será supervisionado pelo Instituto para o Ensino Superior (IES) e pela Inspeção-Geral de Educação e Ciência (IGEC), assegurando a conclusão do ano letivo 2025-2026, a transferência dos alunos para outras instituições e a conservação de toda a documentação académica. Para esse efeito, foi autorizada a criação de vagas específicas destinadas aos estudantes das licenciaturas em Gestão de Empresas e Turismo que ainda não concluíram os respetivos cursos, não sendo estas contabilizadas nos limites gerais de acesso.
A decisão do Ministério decorre de um processo que se arrasta desde 2024, altura em que a A3ES decidiu não renovar a acreditação do ISAL. A agência avaliou a instituição com classificação “insuficiente” em quatro dos sete parâmetros principais, apontando várias falhas estruturais e legais. Entre os problemas identificados destacam-se a inexistência, durante três anos, de um plano estratégico de desenvolvimento, um sistema de qualidade considerado incipiente e a ausência de uma política consistente de investigação e internacionalização.
Durante o período de 2017 a 2022, o ISAL apresentou quatro novos ciclos de estudos para acreditação, mas apenas um foi aprovado sem restrições. Dois cursos perderam a acreditação e o quarto foi condicionado, revelando, segundo a A3ES, debilidades estruturais na oferta formativa e na capacidade científica da instituição. Também foram assinaladas lacunas nas metodologias de ensino e a falta de parcerias académicas relevantes, nomeadamente no desenvolvimento de programas conjuntos ou na presença de docentes visitantes.
