O iPhone Duo, o primeiro dobrável da Apple, mostrou fragilidades num teste de durabilidade.
O iPhone Duo, o primeiro telemóvel dobrável da Apple, não resistiu ao teste de durabilidade conduzido por Zack Nelson, o criador do canal JerryRigEverything. O aparelho, cujos preços começam nos 2.399€, apresentou duas falhas relevantes: partículas de sujidade entraram na dobradiça e impediram o fecho completo do telemóvel, enquanto um teste de resistência à dobra causou danos permanentes no ecrã interior.
Nelson submeteu o iPhone Duo à sequência habitual dos seus testes, sendo que o resultado mais positivo veio do ecrã exterior. O vidro Ceramic Shield 2 apresentou apenas riscos ligeiros quando atingido por pontas com dureza sete na escala de Mohs, com marcas mais profundas a surgirem no nível oito, um desempenho semelhante ao observado em iPhones anteriores.
A traseira em vidro comportou-se igualmente dentro do esperado. Já o painel flexível interior, de 7,6 polegadas, revelou-se muito mais vulnerável. A superfície polimérica começou a riscar-se logo ao nível dois da escala de Mohs, e a pressão de uma unha deixou marcas, como acontece nos restantes telemóveis dobráveis testados pelo mesmo método.
A Apple aplica neste ecrã um revestimento mate com textura nanométrica, composto por várias camadas ultrafinas, incluindo dois folhas de vidro flexível sob o acabamento superior. Esse revestimento ajudou a disfarçar os riscos e a vincagem central quando o ecrã estava ligado, mas as marcas permaneceram visíveis com o painel desligado. Nelson também removeu essa camada noutro exemplar do iPhone Duo e verificou que, sem essa camada, o ecrã ficou mais brilhante, com cores mais intensas, mas também com reflexos muito mais evidentes.
O calor evidenciou outra diferença entre as duas superfícies. O ecrã interior começou a aquecer após cerca de dez segundos de exposição a uma chama moderada, enquanto o ecrã exterior suportou a mesma chama durante mais de 20 segundos antes de apresentar danos permanentes.
Já a primeira falha funcional surgiu no teste de resistência à sujidade. Apesar de a Apple anunciar uma certificação IP68, que indica proteção contra poeira e água, Nelson deitou bastante areia em cima do ecrã e reparou que as partículas acumularam-se junto aos ímanes da traseira, entrando no mecanismo da dobradiça. O resultado foi um iPhone Duo incapaz de fechar completamente, ficando preso numa posição parcialmente aberta.
O teste sugere que a sujidade entrou pela dobradiça de titânio, e não pelas bordas do ecrã ou pelas vedações do chassis. Ou seja, é melhor não levarem este Duo para a praia.
Quanto ao teste de resistência, ficou assim confirmada a fragiilidade do dispositivo. Quando aberto, e ao aplicar pressão no meio do telemóvel, Nelson verificou que o iPhone Duo dobrava mais do que esperava. E embora o chassis de titânio e a estrutura exterior tenham permanecido intactos, o ecrã interior não resistiu: surgiu uma linha verde permanente, que atravessava o painel desde a vincagem central até à moldura. E um segundo teste de resistência provocou mais duas linhas, fazendo com que o ecrã deixasse de responder.
Resta esperar que a Apple faça um melhor trabalho com a segunda geração do iPhone Duo…
