Interior do castelo de Torres Novas vai ser reabilitado

Também a acessibilidade ao seu interior, até aqui difícil e restritiva, será melhorada.

Interior do castelo de Torres Novas
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Foi aprovado o projeto de reabilitação do interior do castelo de Torres Novas, submetido a candidatura para financiamento comunitário no âmbito do Plano de Dinamização «Investimento de Proximidade», na área da conservação, proteção, promoção e desenvolvimento do património cultural.

Pretende-se criar um conceito de visita mais abrangente, que salvaguarde a memória dos factos históricos proeminentes, através da requalificação do jardim limitado pelo adarve e pela remodelação dos espaços de apoio ao visitante (receção, sala anexa e instalações sanitárias) adaptando o espaço para a realização de manifestações culturais ao ar livre e para implementação de um conceito museológico com conteúdos que promovam a adesão interativa e dinâmica da população.

O projeto prevê uma intervenção cuidada, não intrusiva, que se adeque ao objetivo primeiro de criar um espaço de identidade, onde a população reconheça um local de bem-estar, de entendimento e de memória. Decorrente deste princípio, é também critério desta intervenção recorrer ao conhecimento histórico deste lugar e transportá-lo para a atualidade, permitindo criar o suporte para atividades que estabeleçam o elo de ligação cultural e representativo do passado e da sua importância na representação do dinamismo económico, social e cultural contemporâneos da comunidade torrejana.

O procedimento de concurso público para a empreitada terá como valor base 771.838,00€ + IVA e um prazo de execução de 210 dias.

Além desta reabilitação do interior, foi também aprovado o projeto e as peças do procedimento para acessibilidades ao castelo da cidade, nomeadamente escadas e elevador.

O Castelo de Torres Novas, pelas suas características topográficas, tem uma acessibilidade ao seu interior difícil e restritiva. Nesse sentido, propõe-se reconstituir no exterior o percurso pedonal que circunda a base do alambor e a construção de uma escadaria que parte da Rua 1º de Dezembro, frente à Rua Cides, e que ascende até ao caminho que percorre o sopé do alambor e de um elevador para acesso ao interior do monumento.

As várias intervenções, para além de resolver as acessibilidades, propõem a criação de um percurso lúdico e urbano e restaurando caminhos interrompidos, contribuindo para a requalificação do castelo, repondo o protagonismo deste monumento, obviamente não na sua funcionalidade primeira como estrutura defensiva militar, mas como testemunho histórico na génese e no desenvolvimento da cidade.

A partir da apropriação de um vazio urbano, junto à Praça dos Claras, forma-se a solução de uma escadaria, integrando os muros antigos persistentes das ruínas de uma demolição, que escalonando a encosta conforma cada socalco em dois lances de escada paralelos. Assim progride a escadaria, numa solução repetitiva que resolve neste terreno devoluto a questão fundamental do projeto, o acesso ao Castelo.

Os critérios fundamentais para a conceção desta solução, consistem no propósito de criar acessos alternativos e diversificados ao Castelo e o entendimento que, neste caso em particular, pela localização e configuração do terreno disponível, a proposta teria de integrar as condições topográficas e as características urbanas existentes conciliando estes dois fatores na resolução e na vontade de criar um acesso atrativo e estimulante até ao Castelo.

No que refere ao elevador, constituído por estrutura de betão armado aparente, propõe-se que todas as faces visíveis sejam desativadas, conseguindo uma textura mais próxima da pedra. A materialidade é continua tanto no seu exterior como interior, assumindo-se como um objeto ao qual são adicionados gradis metálicos que resolvem tanto os portões dos vãos de acesso às antecâmaras como a parede interior que separa o poço do elevador.

Frente ao corpo do elevador, uma estrutura metálica com a largura deste volume desdobra-se longitudinalmente em duas parcelas de idêntica largura; um acesso alternativo por escada a partir da cota de assentamento do percurso inferior que se propõe realizar e um passadiço metálico que liga o patamar do elevador à porta do Castelo.

Na zona da soleira da porta noroeste de acesso ao Castelo, propõe-se um estrado metálico, que dando continuidade ao passadiço, antecede o patamar de onde parte, à direita um percurso acessível e à esquerda, um lanço de escadas, permitindo vencer o aterro existente no interior do Castelo. O percurso será revestido com um pavimento de areia estabilizada com betão, os degraus da escada serão em betão pré-fabricado de cor idêntica ao betão desativado utilizado no muro de contenção que limita o aterro.

Esta empreitada, cujo concurso público ainda não foi lançado, terá como valor base 564.750,00€ + IVA e um prazo de execução de 210 dias.

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