A indústria europeia de videojogos chegou a 29,7 mil milhões de euros em receitas, num ano em que se registou 199 milhões de jogadores.
A Video Games Europe publicou a nova edição do relatório All About Games, que este ano alargou a análise de cinco para 16 mercados europeus. Enquanto que a França, Alemanha, Itália, Espanha e Reino Unido continuam a fazer parte do estudo, são agora acompanhados pela Áustria, Bélgica, Croácia, Dinamarca, Finlândia, Irlanda, Países Baixos, Polónia, Roménia, Suécia e Suíça. Ao todo, nestes mercados, a indústria gerou assim 29,7 mil milhões de euros em receitas durante 2025. Onde o consumo digital representou 91% desse valor, enquanto os formatos físicos ficaram pelos 9%, um dado que também alimenta os argumentos da extinção do formato físico. Já os smartphones e tablets foram responsáveis por 49% da receita, seguindo-se as consolas com 30% e o PC com 12%.
Os dados mostram que dos 199 milhões de jogadores entre os 6 e os 75 anos, o equivalente a 51% da população abrangida pelo estudo, a idade média dos jogadores é de 34 anos, e que77% tem 18 anos ou mais. As mulheres representaram quase metade dessa população com 46% do total, o que corresponde a cerca de 91,5 milhões de jogadoras. Na divisão entre plataformas, o smartphone e o tablet foram as utilizadas, com 82% dos jogadores a recorrerem a estes dispositivos. As consolas surgem depois com 47%, enquanto o PC alcançou 34%.
Apesar do estudo somar mais regiões, os cinco mercados analisados desde as primeiras edições registaram uma descida das receitas. Por exemplo, França, Alemanha, Itália, Espanha e Reino Unido passaram de 26,8 mil milhões de euros em 2024 para 25,7 mil milhões em 2025, uma queda de 4%. E no caso da Alemanha, este foi o mercado com maior receita, com 6,5 mil milhões de euros.
Portugal registou 930 de trabalhadores na indústria europeia de videojogos em 2025
O estudo mostra também que o Reino Unido liderou no número de trabalhadores da indústria, com 28 520 pessoas, seguido pela Polónia com 14 930 e pela Alemanha com 12 410. No total, a indústria empregou 123 mil pessoas distribuídas por 8 700 estúdios espalhados por estas regiões da Europa, sendo que as mulheres representavam 24% da força de trabalho. Portugal não faz parte dos 16 mercados analisados no estudo de consumidores, mas surge nos dados relativos ao emprego com 930 trabalhadores.
O tempo médio dedicado aos videojogos também diminuiu, sendo que em 2025, os jogadores passaram em média 8 horas e 59 minutos por semana a jogar, contra 9 horas e 24 minutos em 2024. Entre os mais jovens, os valores já são bastante superiores, com 11 horas e 35 minutos semanais entre os 6 e os 11 anos e 14 horas e 30 minutos entre os 12 e os 17 anos.
Entre os jogos mais populares, sem grandes surpresas, são títulos como EA Sports FC 26 e EA Sports FC 25 que ocupam os dois primeiros lugares nas consolas, seguindo-se Battlefield 6 em terceiro. No PC, Battlefield 6 liderou a tabela, seguido por Red Dead Redemption 2 e Grand Theft Auto V. Já em smartphones e tablets, Coin Master ficou em primeiro, à frente de Royal Match e Candy Crush Saga.
O estudo também aborda a relação entre videojogos e crianças. 75% dos pais europeus preferem participar na definição das restrições de utilização, enquanto 79% utilizam pelo menos uma ferramenta de controlo familiar para monitorizar ou limitar o tempo de jogo. Outros 74% recorrem a acordos, monitorização ou ferramentas de controlo familiar para gerir as interações online.
Nas compras dentro dos jogos, 72% dos pais nos cinco mercados tradicionais afirmaram que os filhos não compraram conteúdos adicionais, e entre as famílias que permitem essas compras, 93% dizem monitorizá-las. Já o gasto médio das crianças autorizadas a comprar conteúdos dentro dos jogos diminuiu 13% em relação a 2024.
O relatório da Video Games Europe foi elaborado com dados recolhidos pela Ipsos através do GameTrack, da GSD e do European Video Games Industry Insight Report, com um total de 39.371 participantes.
