Huawei quer voltar a ser líder no segmento dos smartphones em Portugal

Mas sem os Google Mobile Services vai ser complicado.

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Quando, em 2018, a Huawei anunciou com poupa e circunstância a sua então nova série Mate 20, que teve o sucesso que se sabe, nada faria prever o quão negro seria o ano seguinte. É que foi em 2019, após o lançamento da série P30, que os Estados Unidos da América aplicaram um bloqueio comercial à tecnológica chinesa, fazendo com que ficasse impedida de utilizar tecnologia dos Estados Unidos.

Por outras palavras, isso impediu os smartphones de serem vendidos com os Serviços da Google (Google Mobile Services ou GMS), que são responsáveis para possamos utilizar apps como o Gmail, YouTube, Maps, entre outros. Ora, num mundo tão dependente dos GMS, isto foi um forte golpe na estratégia da Huawei, que rapidamente apostou na loja AppGallery, que vai contando com cada vez mais apps, mas também na criação de um sistema operativo próprio, o Harmony OS, embora se diga que não passa de uma skin do sistema operativo da Google. E ainda que os utilizadores não possam utilizar algumas apps, isso não impede que se possam divertir. Na verdade, há quem veja ainda os smartphones Huawei como excelentes equipamentos, utilizando-os em sites de apostas ou, simplesmente, para alguém treinar as suas habilidades no póquer.

Escusado será dizer que a marca nunca mais foi a mesma. As vendas desceram a pique e o interesse na mesma foi-se perdendo aos poucos, também muito por culpa da forte investida de empresas como a Oppo, Realme e a inevitável Xiaomi, que têm lançado equipamentos muito interessantes no mercado. Mas isso não quer dizer que a Huawei tenha atirado ao chão, especialmente em Portugal, país que assume como sendo um mercado pioneiro e estratégico.

De acordo com um novo comunicado, a a Huawei tem como objetivos regressar a uma posição de liderança nos smartphones e conquistar a mesma liderança nas restantes categorias do portfólio de produtos da marca, desde os wearables, ao audio, laptops, tablets e mais recentemente os monitores.

A meta foi traçada por William Tian, Diretor Europeu da Unidade de Consumo da Huawei, que numa breve visita ao nosso país, evidenciou que “Portugal é um mercado pioneiro e estratégico dentro do grupo de países que constituem o cluster na Europa Ocidental, sendo muitas vezes um dos países pioneiros da Huawei no lançamento de alguns produtos em primeira-mão. Sabemos que os portugueses valorizam na Huawei a inovação. Sabemos que os portugueses valorizam na Huawei a inovação, os produtos de alta qualidade, o seu design de ponta, um serviço pós-venda de excelência e uma equipa profissional, altamente qualificada e preparada para todos os desafios presentes e futuros. Por isso, o nosso objetivo para o mercado português é regressar a uma posição de liderança nos smartphones e atingi-la nas restantes categorias”.

Diz a marca que, atualmente, mais de dois milhões portugueses usam smartphones Huawei, tendo o feeling que a quota de mercado continuará a crrescer graças ao novo Huawei nova 9, que ainda está para ser lançado.

Apesar da marca ter perdido posição no mercado de smartphones, no seguimento dos desafios que foram impostos nos últimos anos, William Tian afirma que “nas restantes categorias de produtos tem-se registado um importante rácio de crescimento que compensa a perda sofrida no mercado de smartphones. Temos consciência que existe uma enorme penetração de smartphones em Portugal, mas sabemos também que é um mercado que pouco mais pode crescer, ao contrário do que acontece nas restantes categorias de produtos, como os wearables e áudio”.

Já a loja online da marca, lançada no pasado mês de abril, registou mais de um milhão de euros em receitas até à data, tendo o objetivo de igualar, ou até duplicar, esse montante até ao final do ano. No site, que conta com quase 20.000 registadas, as categorias com maior destaque e que registam um maior número de vendas são os wearables, PCs e áudio.

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