A Casais Construction iniciou a construção de um edifício com 75 frações em Guimarães, integrado no programa 1.º Direito.
O Grupo Casais assinalou esta semana o lançamento da primeira pedra de um empreendimento habitacional com 75 fogos destinados ao arrendamento acessível, no Lugar de Mataduços, em Guimarães. A cerimónia marcou o início oficial da obra, integrada no âmbito do 1.º Direito – Programa de Apoio ao Acesso à Habitação.
A empreitada está a cargo da Casais Construction e tem um prazo de execução previsto de 359 dias. O edifício terá cinco pisos e será constituído por 75 frações, distribuídas por diferentes tipologias: 34 apartamentos T1, 30 T2, 10 T3 e um T4.
De acordo com a informação divulgada pelo Grupo Casais, o projeto foi desenvolvido com base em princípios de modularidade. Todas as habitações terão iluminação e ventilação naturais, áreas consideradas amplas e um lugar de estacionamento privativo. Os apartamentos partilharão uma solução de acabamentos que inclui tetos em betão à vista com vigas de madeira, abrangendo as zonas de cozinha, refeições e sala.
A construção recorre a uma estrutura híbrida de madeira e betão. Segundo o Grupo Casais, esta solução permite reduzir em cerca de 40% a utilização de betão face aos métodos tradicionais de construção e contribui para o armazenamento de carbono ao longo do ciclo de vida do edifício.
Parte dos elementos será produzida fora do estaleiro, através de processos de pré-fabricação off-site. A empresa indica que esta abordagem deverá permitir reduzir em 70% a produção de resíduos e diminuir o ruído da obra em mais de 50%, procurando limitar o impacto da construção na zona urbana envolvente.
O desenvolvimento do projeto será acompanhado através da metodologia BIM – Building Information Modelling. Esta ferramenta será utilizada no planeamento, na execução e no controlo de custos da empreitada, permitindo concentrar num modelo digital a informação relacionada com os diferentes componentes e fases do edifício.
O empreendimento dispõe de uma pré-avaliação LiderA com classificação A, de acordo com os dados divulgados pelo Grupo Casais. O projeto prevê ainda a incorporação de 38,43% de materiais reciclados e estabelece que 50% dos materiais utilizados deverão ser reutilizáveis no final da vida útil do edifício.
Quanto ao desempenho energético e do conforto dos futuros residentes, estão previstos sistemas de isolamento contínuo, portas de segurança com características acústicas e caixilharia em PVC equipada com vidro duplo. Estas soluções destinam-se a melhorar o comportamento térmico e acústico das habitações e estão alinhadas com as metas de eficiência energética associadas ao Plano de Recuperação e Resiliência.
De resto, o Grupo Casais está também a desenvolver o Minho Innovation and Technology Hub, em Azurém. O projeto está igualmente orientado para soluções de habitação sustentável e inclui uma comunidade de energia.
