Fórmula 1 – Mais uma corrida, mais uma vitória de Max. Desta vez no Grande Prémio de Itália

- Publicidade -

Começa a ser normal. O desporto, que desde o início da era híbrida foi dominado pela Mercedes, tem este ano uma nova cor dominante: o azul da Red Bull, principalmente pelas mãos de Max Verstappen. Depois de mais uma vitória, desta vez em Monza para o Grande Prémio de Itália, o piloto dos Países Baixos pode sagrar-se campeão já em Singapura. No pódio estiveram, mais uma vez, três equipas com a Red Bull a subir ao lugar mais alto, a Ferrari pelas mãos de Charles Leclerc em 2º lugar e George Russell da Mercedes a ficar em 3º lugar.

Monza é geralmente um lugar propício a acidentes na primeira volta, principalmente nas duas primeiras chicanas. Este ano, os olhos estavam colados ao ecrã, já que pilotos como Max Verstappen, Sergio Pérez, Carlos Sainz e Lewis Hamilton partiam fora da sua normal posição devido a penalizações que resultaram da troca de componentes nos seus carros. Qualquer um destes pilotos tem qualidade suficiente para ganhar um Grande Prémio, mas estavam agora numa situação em que era mais importante sobreviver à primeira curva que outra coisa qualquer.

A boa partida de George Russell fez com que, na entrada da primeira chicana, o piloto da Mercedes tivesse tudo para lutar pela primeira posição, mas acabou mesmo por seguir pela escapatória da curva 2, e Charles Leclerc manteve o primeiro lugar. Quem também teve uma boa partida foi Max Verstappen, que depressa subiu de P7 para P4, ficando rapidamente a pressionar Daniel Ricciardo. O piloto da McLaren também partiu bem, muito melhor que o seu colega de equipa, e por momentos esteve em P3, mas o carro da equipa inglesa não tem o que é preciso para lutar com as três equipas da frente e a vitória do ano passado parecia, este ano, impossível de alcançar.

https://twitter.com/SPORTTVPortugal/status/1568949842537320457?s=20&t=yE9w8a61_vXe_1K1uFDCQQ

Mas Max, que já não precisa de ganhar corrida alguma para mesmo assim ser campeão (só precisa de ir pontuando), tem fome de vitórias e, em Monza, no temple of speed, estava a voar baixinho. Em poucas voltas passou George Russell com uma facilidade impressionante – o piloto da Mercedes nem se deu ao trabalho de defender, a luta não está ali. Não este ano. Mais um punhado de voltas e Max já estava a pressionar Charles Leclerc, numa altura em que Hamilton parecia estar com algumas dificuldades em avançar pelo pelotão e continuava em P18… Sainz, que também partiu de trás, já estava nas posições pontuáveis.

Sergio Pérez, o primeiro de todos a parar, viu-se numa situação difícil quando o travão da frente direita não queria arrefecer. O calor que se fazia sentir na pista, em Monza, fazia com que fumo branco saísse daquela roda, e assim continuou pelo menos durante uma volta. Depois passou e Pérez pode continuar em pista. Quem também estava em pista era Daniel Ricciardo que, por esta altura, ainda estava em P4, mas a mais de 10 segundos de Russell, e a servir de tampão para pilotos como Pierre Gasly, Lando Norris ou até Fernando Alonso, Carlos Sainz e Nyck De Vries que, após ter feito os primeiros treinos livres pela Aston Martin, estava a correr pela Williams, no lugar de Alexander Albon.

O primeiro momento triste do Grande Prémio de Itália aconteceu: o carro de Sebastian Vettel, piloto que anunciou que se reformará da Fórmula 1 no fim da presente época, teve aparentes problemas na unidade motriz e ficou por ali. O último Grande Prémio de Itália para Seb acabou em DNF. Enquanto Vettel parava o carro a meio de uma volta, Sainz ultrapassava Pierre Gasly e subia a P5. Momentos depois: Virtual Safety Car. Será que alguma equipa vai arriscar e parar já? Claro que sim, a Ferrari pede a Charles para parar enquanto que a Red Bull diz a Max para fazer o que Charles não fizer… e assim foi. A Ferrari a apostar numa paragem mais cedo para tentar, após a paragem de Max, ganhar posição em pista e manter até ao fim.

Mais à frente na corrida, Hamilton, ainda sem parar, seguia em P11, e Russell parava para trocar de pneus e saía para a pista em P4, ali à frente de Norris, mas atrás de Carlos Sainz. Max parou também e voltou à pista em P2 a 10s de Charles Leclerc, que dominava agora o Grande Prémio de Itália. Hamilton também ia subindo, volta a volta, e estava agora em P6.

A 23 voltas do fim, é altura de parar Sainz. Que cada vez perdia mais tempo para George Russell, mas que voltava agora para a pista com pneus de composto macio e com um carro para conseguir escalar até aos lugares do pódio novamente. Lá para trás, Nyck de Vries continuava a fazer uma corrida fantástica e arriscava-se a pontuar na sua estreia, enviando assim o colega de equipa, Nicholas Latifi, para a 21ª posição no ranking de pilotos. Atrás dele ficaria apenas Nico Hulkenberg, que já correu pela Aston Martin este ano.

Quem também não estava a ter um dia fácil era Fernando Alonso, o duas vezes campeão do mundo, que se queixava que o carro não tinha potência suficiente enquanto a equipa lhe dizia que estava tudo bem. No entanto, não estava. Algumas voltas depois, Fernando Alonso foi mesmo às boxes para ficar, algo estava mal com o Alpine e não dava para continuar. Mais um DNF, desta vez do piloto que vai saltar para o lugar do reformado Vettel. Um golpe, que pode vir a ser duro, na batalha pela quarta posição no campeonato de construtores. A McLaren agradece, principalmente com os seus dois pilotos em posições pontuáveis.

21 voltas para o fim e a tentativa da Ferrari de surpreender não resultou. “Plano C” para Charles Leclerc e o monegasco parava para meter pneus de composto macio. Precisava agora de ganhar mais de um segundo por volta a um Max que voava baixinho para conseguir ganhar o Grande Prémio de Itália e dar algo que festejar aos Tifosi. Não ia ser fácil. Nada fácil. Charles voltou à pista e, nas primeiras voltas, acabou a perder tempo para Verstappen… em vez de ganhar.

Um à parte: olhem bem para este momento de Mick Schumacher e Nicholas Latifi:

https://twitter.com/SPORTTVPortugal/status/1568964393735540737?s=20&t=yE9w8a61_vXe_1K1uFDCQQ

Com outro Aston Martin a fazer DNF e com Pérez a parar pela segunda vez para meter pneus de composto macio, os carros iam sendo cada vez menos, e Nyck De Vries continuava nos pontos com poucas voltas para acabar. Quem deixou de estar nos pontos foi o vencedor do ano passado: aparentes problemas no motor levaram Ricciardo a encostar o seu McLaren e a ir para “casa” mais cedo. Outro de fora, desta vez o vencedor de 2021, e Nyck continuava nos pontos.

Com a paragem de Ricciardo, a direção de corrida acabou mesmo por enviar o Safety Car, o que fez com que Russell, Sainz, Verstappen e Leclerc parassem (sem perder posição em pista) para trocar de pneus. Alguns na esperança de ainda ter umas voltas para conseguir lutar pela vitória ou pelos lugares do pódio, outros para defender o que já tinham.

No entanto, a direção de corrida tinha outros planos. Ao contrário do que aconteceu em 2021 no Grande Prémio de Abu Dhabi, em Monza acabar-se-ia mesmo o Grande Prémio de Itália atrás do Safety Car com as bandeiras amarelas a serem abanadas ao vento num espetáculo que, não fosse a vitória de Max Verstappen, poderia ser visto como uma homenagem ao 75º aniversário da primeira vitória da Scuderia Ferrari na Fórmula 1.

O pódio acabou por ser liderado por Max Verstappen, que vence assim em Monza pela primeira vez, seguido de Charles Leclerc e George Russell. Com Sainz a acabar em P4 e Hamilton a fechar o top 5 neste Grande Prémio de Itália.

https://twitter.com/SPORTTVPortugal/status/1568971009419534337?s=20&t=yE9w8a61_vXe_1K1uFDCQQ

Por fim, o destaque vai para Nyck De Vries, que enviou o outro Nic para o 21º lugar ao pontuar na sua primeira corrida e acabou mesmo por levar para casa o prémio, votado pelos fãs, de piloto do dia. Os fãs que votaram em Nyck De Vries não foram, quase de certeza, os mesmos que vaiaram o outro piloto dos Países Baixos durante a cerimónia de pódio. Não querem festejar, estão no vosso direito, podem ir para casa mais cedo.

A volta mais rápida, essa, foi para Sergio Pérez, que completou os 5.793 quilómetros de Monza em 1.24.030. O próximo Grande Prémio, que pode levar Max a sagrar-se campeão, é no dia 2 de outubro no circuito de Marina Bay, em Singapura.

Campeonato do Mundo de Fórmula 1 – Top 10 por pilotos

Posição Piloto Equipa Pontos
1 Max Verstappen Red Bull Racing RBPT 335
2 Charles Leclerc  Ferrari  219
3 Sergio Pérez  Red Bull Racing RBPT 210
4 George Russell  Mercedes  203
5 Carlos Sainz Ferrari 187
6 Lewis Hamilton Mercedes 168
7 Lando Norris McLaren Mercedes 88
8 Esteban Ocon Alpine Renault 66
9 Fernando Alonso Alpine Renault 59
10 Valtteri Bottas Alfa Romeo Ferrari 46

Campeonato do Mundo de Fórmula 1 – Top 5 por equipas

Posição Equipa Pontos
1 Red Bull Racing RBPT 545
2 Ferrari 406
3 Mercedes 371
4 Alpine Renault 125
5 McLaren Mercedes 101

- Publicidade -

Deixa uma resposta

Introduz o teu comentário!
Introduz o teu nome

Publicidade

Relacionados

Mais recentes