Governo quer comboios em todos os distritos, uma nova ligação entre Chelas e o Barreiro e admite a alta velocidade no sul do país

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Quando é que todos estes projetos poderão estar prontos? Até 2050.

Estávamos em abril de 2021 quando foi lançado o Plano Ferroviário Nacional (PFN), que irá definir a rede ferroviária que assegura as comunicações de interesse nacional e internacional em Portugal. Com este plano, pretende-se conferir estabilidade ao planeamento da rede ferroviária para um horizonte de médio e longo prazo.

A adoção de um Plano Ferroviário Nacional está prevista no programa do XXII Governo Constitucional, que também estabelece como objetivos levar a ferrovia a todas as capitais de distrito, reduzir o tempo de viagem entre Lisboa e Porto e promover melhores ligações da rede ferroviária às infraestruturas portuárias e aeroportuárias. Além desses, o PFN deverá assegurar uma cobertura adequada do território e a ligação dos centros urbanos mais relevantes, bem como as ligações transfronteiriças ibéricas e a integração na rede transeuropeia. Deverá ainda garantir a integração do modo ferroviário nas principais cadeias logísticas nacionais e internacionais.

Estes foram os principais pontos da apresentação do PFN no ano passado. Entretanto, e com o anúncio de uma linha de alta velocidade, o Governo somente hoje apresentou alguns desses projetos, mas a ambição não muda. Pelo contrário.

O Governo pretende concluir todos os projetos até 2050, ou seja, daqui a 28 anos. Até lá, teremos Bragança, Vila Real e Viseu com comboios a funcionar, uma nova linha entre Lisboa e Torres Vedras e, ainda, uma nova ligação entre Chelas e Barreiro. O Governo irá também estudar a possibilidade de levar a nova linha de alta velocidade até ao sul do país.

Além disso, está previsto que as 10 maiores cidades portuguesas fiquem ligadas por alta velocidade e que existam ainda duas novas linhas que farão com que existam comboio em todas as capitais de distrito.

Uma das novas linhas irá ligar Aveiro a Vilar Formoso, passando nesse caminho por Viseu e pela Guarda. Outra nova linha ligará Porto a Bragança, com passagem por Vila Real.

Já na região de Lisboa, pretende-se criar um novo acesso da Linha do Oeste a Lisboa a partir de Torres Vedras, passando em Loures, o que permitirá reduzir em 30 minutos o acesso da zona Oeste a Lisboa. E com isto, há a possibilidade de uma ligação à ponte 25 de Abril, acabando por criar um novo eixo Torres Vedras – Setúbal.

Outro objetivo é criar uma nova travessia do rio Tejo entre Chelas e o Barreiro, novamente para reduzir tempos de viagem.

Para a região do Porto está previsto o prolongamento dos serviços da Linha de Aveiro para a Linha de Leixões e Aeroporto Sá Carneiro, assim como a inclusão da Linha do Vouga na rede suburbana, com serviços frequentes nas duas extremidades. Naturalmente, a ideia passa pela reabertura na totalidade das linhas do Douro e do Alentejo.

E quanto à linha de alta velocidade? Bom, a apresentação oficial que aconteceu no passado mês de setembro descartou o sul do país, mas o PFN considera a hipótese de construção de uma nova linha entre Évora e Faro, o que, no final de contas, iria permitir fazer uma viagem de Lisboa Oriente ao sul do país em menos de duas horas.

Podem consultar o plano ao pormenor aqui.

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