Novo sistema promete desbloqueio mais rápido, seguro e preciso em baixa luminosidade.
Com os novos smartphones da série Pixel 11, a Google até pode nem ter feito grandes alterações, isto sem contar com as óbvias melhorias no processador utilizado, no sistema de câmaras e nos ecrãs. Mas há sempre alguns campos que ganham novidades que podem passar despercebidas. Entre eles está o desbloqueio facial, que apesar de continuar a depender apenas da câmara frontal, conta agora com melhorias em cenários de pouca luz.
A Google destacou explicitamente esta melhoria nas páginas oficiais dos novos modelos, afirmando que o desbloqueio facial está mais rápido, mais seguro e mais preciso em condições de baixa luminosidade. A secção dedicada à segurança reforça a ideia de que o utilizador pode aceder ao telefone de forma rápida e fiável mesmo nos ambientes mais escuros, com maior facilidade de reconhecimento facial e garantia de que apenas o proprietário consegue desbloquear o dispositivo.
Estas melhorias resultam de ajustes no processamento de imagem e na forma como o sistema interpreta o rosto em condições adversas, reduzindo falhas de leitura e aumentando a consistência do desbloqueio. Não há, contudo, qualquer mudança estrutural no hardware, uma vez que os Pixel 11 continuam a usar um sistema puramente fotográfico, sem sensores dedicados de profundidade ou projeção de pontos.
E é precisamente aqui que surge a inevitável comparação com o Face ID da Apple, que permanece tecnicamente superior graças à utilização de um conjunto de sensores dedicado à reconstrução tridimensional do rosto. Ou seja, o Pixel 11 melhora de forma clara a experiência, mas não altera a base tecnológica.
De resto, há também que salientar que a Google abandonou o termómetro infravermelho nos novos Pixel 11 a favor do sistema HiLight, uma barra de LEDs que circunda o flash e funciona como indicador visual de notificações. Para além disso, a gigante tecnológica afirma que o ecrã do Pixel 11 Pro é praticamente indestrutível.
