Grande Prémio do Japão – Max Verstappen, sem se aperceber, é campeão do mundo de Fórmula 1

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Já está! Podia ter sido na semana passada, mas também podia ser na próxima semana. No entanto, foi mesmo no Grande Prémio do Japão, casa da Honda, que Max Verstappen se tornou bicampeão mundial de Fórmula 1. Mais uma vez, Max não conseguiu ser campeão numa corrida normal: os corajosos que acordaram às 6 da manhã para ver a corrida passaram por uma pausa de aproximadamente duas horas antes que Grande Prémio do Japão pudesse recomeçar após uma primeira volta… minimamente caótica.

Depois de uma qualificação sem chuva, era certo que a corrida do Grande Prémio do Japão ia ter chuva… pelo menos foi esta a certeza que tive quando abri os olhos às 5h59 da manhã. Mesmo a tempo de ver o início da corrida e ainda sem café no sistema. O campeão da partida foi Lance Stroll, que conseguiu encontrar uma área com melhor grip e levou o seu Aston Martin, bem junto ao muro, de P18 até P11.

https://twitter.com/SPORTTVPortugal/status/1578983436223537152?s=20&t=4JCNEHqAXLXv3Jc5HTya-A

No entanto, onde se decidiam títulos, Charles Leclerc parecia ter um melhor arranque, mas na chegada à primeira curva, era Max Verstappen que ia na frente. Depois disto… caos:

  • Sebastian Vettel não viu Fernando Alonso, acabou por tocar no espanhol e saiu de pista, caindo para última posição;
  • Zhou Guanyu faz um pião, obrigando dois carros a terem que se desviar para não bater;
  • Alexander Albon teve problemas no motor (?) e parou o carro por ordens da equipa;
  • Pierre Gasly andava a passear com um painel publicitário da Rolex no lugar da asa frontal;
  • Carlos Sainz Jr. apanhou um “lençol de água” e acabou por entrar em aquaplanagem e ir contra o muro. No fim teve sorte que ninguém lhe bateu
https://twitter.com/f1rtp/status/1578987351405395970?s=20&t=yy6ZlDPpA4BZVRl2IuNldQ

Com todos estes eventos nas primeiras curvas, o Safety Car [SC] entrou ainda na volta 1 e Gasly aproveitou para ir às boxes trocar de asa. Depois da saída, deu-se o primeiro momento da corrida: bandeira vermelha e tudo para as boxes no fim da volta, carros de recuperação (um trator) e marshalls em pista (cedo de mais, diria)… no meio disto tudo, ainda Gasly ia a tentar apanhar o pelotão. Segundos antes de passar pelo tal trator, a bandeira vermelha era mostrada em pista e Gasly não desacelerou. O resultado? Indignação de todos os pilotos com uma situação que trouxe memórias de Suzuka em 2014; A FIA diz que os regulamentos têm que ser revistos e Pierre Gasly soube depois da corrida que conta com dois pontos de penalização na sua licença e ainda 20 segundos de penalização, acabando assim a corrida em último.

  • Corrida suspensa devido à falta de visibilidade em pista. Recomeça às 6h50.
  • Recomeço de corrida adiado. Recomeça… não sei.
https://twitter.com/SPORTTVPortugal/status/1579010402494533632?s=20&t=4JCNEHqAXLXv3Jc5HTya-A

Eram 8h16, duas horas e 16 minutos depois do início do Grande Prémio do Japão, que os carros voltavam à pista e atrás do SC. Não vou mentir, aproveitei estas duas horas para dormir uma sesta. Passado umas voltas atrás do SC, eis que a corrida começou e Verstappen voou. Enquanto Verstappen, ainda de pneus de chuva, voava, Vettel e Nicholas Latifi saiam das boxes em modo drag race e já de pneus intermédios.

Depois dos dois primeiros terem arriscado os inters, eis que quase todos os carros decidiram parar para fazer o mesmo. Tudo numa corrida que duraria cerca de 40 minutos devido ao tempo limite de três horas desde o início do Grande Prémio. Max continuava a voar e, depois de algumas voltas de pneus intermédios, já tinha ganho uns bons 7 segundos a Charles Leclerc em P2… as verdadeiras batalhas estavam nas ultrapassagens de Russell na curva 6 e no esforço que Lewis Hamilton ia fazendo para conseguir passar Esteban Ocon e, assim, chegar a P4.

Vou avançar para a última volta: Lewis ainda na luta para passar Ocon, que no fim não resultou, e o francês acabou por conseguir defender o P4 até à linha da meta. Enquanto isto, Vettel e Alonso (que no início da volta ia a 3 segundos do alemão) lutaram até ao último metro para saber quem saía com a P6. A posição mais alta acabou por ir para Seb, num fim digno dos seis títulos de campeão do mundo que estavam nos dois carros. Algo que, com muita pena minha, não foi transmitido em direto pela realização.

Mais adiante, a luta era entre Charles Leclerc, sem grip nos seus inters, e Sergio Pérez. O piloto do Mónaco conseguiu, durante algumas voltas, manter o mexicano atrás. No entanto, chegou à última chicana e o Ferrari foi em frente… voltou a pista ainda à frente e defendeu de forma agressiva a sua posição. Cruzou a meta em P2 e, assim, a decisão do título estava adiada para o Grande Prémio dos Estados Unidos da América.

Acontece que, provavelmente pela primeira vez este ano, a FIA foi rápida a dar a penalização. 5 segundos. Charles estava em terceiro. Juntando a isto o facto da corrida ter recomeçado, significava que os pilotos iriam receber pontuação máxima, ao invés do que aconteceria caso a corrida tivesse acabado debaixo de bandeira vermelha com apenas 50% das voltas feitas. Confuso? Sim, muito. Mas, contas feitas e Max Verstappen é bicampeão do mundo de Fórmula 1.

Por fim, a volta mais rápida foi para Zhou Guanyu, com 1:44.411, e o piloto do dia foi Sebastian Vettel, um título merecido na despedida a Suzuka.

Como disse Seb, ありがと ございます.

Campeonato do Mundo de Fórmula 1 – Top 10 por pilotos

Posição Piloto Equipa Pontos
1 Max Verstappen Red Bull Racing RBPT 366
2 Sergio Pérez  Red Bull Racing RBPT 253
3 Charles Leclerc  Ferrari 252
4 George Russell  Mercedes  207
5 Carlos Sainz Ferrari 202
6 Lewis Hamilton Mercedes 180
7 Lando Norris McLaren Mercedes 101
8 Esteban Ocon Alpine Renault 78
9 Fernando Alonso Alpine Renault 65
10 Valtteri Bottas Alfa Romeo Ferrari 46

Campeonato do Mundo de Fórmula 1 – Top 5 por equipas

Posição Equipa Pontos
1 Red Bull Racing RBPT 619
2 Ferrari 454
3 Mercedes 387
4 Alpine Renault 143
5 McLaren Mercedes 130
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