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Fomos testar a maior experiência de realidade virtual do mundo. E ficámos rendidos

Chama-se Zero Latency e promete levar muita gente ao Dolce Vita Tejo a partir da próxima segunda-feira, dia 18 de dezembro.

Esta experiência de realidade virtual multijogador, que chega agora a Lisboa, conta com um espaço físico de 225 metros quadrados que serve de zona de jogo e onde se podem juntar até  seis jogadores que poderão mover-se com total liberdade e verem-se mutuamente. O Echo Boomer já teve oportunidade de testar esta novidade e ficou rendido à experiência.

Basicamente, a liberdade de movimento é obtida graças a equipamento especial fornecido. Ao nosso dispor, vamos ter uns óculos de realidade virtual baseados na plataforma aberta OSVR, uma mochila às costas com um computador AlienWare e armas simuladas impressas em 3D. E se acham que é muito equipamento, pasmem-se, pois não vão carregar mais do que três quilos com este kit.

Munidos de equipamento, para que tudo funcione é necessário um bom sistema de rastreamento. A tecnologia utilizada, que ainda aguarda aprovação de patente, inclui sensores estrategicamente localizados em redor da zona de jogo que, primeiro, seguem os movimentos dos participantes, e, depois, enviam um sinal aos servidores que o processam, voltando a devolver informação ao computador que os jogadores levam às costas. Por fim, nos óculos de realidade virtual, é produzida a imagem de jogo em tempo real com, literalmente, latência zero, daí o nome deste projeto.

Na prática, a experiência resume-se muito ao que encontrávamos em salões de jogos de arcadas, mas com uma imersão e um realismo muito maior, colocando-nos mesmo dentro do jogo. Apesar de a nossa sessão de teste ter sido apenas de 15 minutos, uma vez que a equipa está ainda a ultimar os últimos pormenores, conseguimos perceber que tudo funciona sem problemas.

Os participantes começam por criar o seu perfil, dizendo o seu nome, altura, entre outros detalhes,  criando, no fundo, um avatar. De seguida entram numa sala onde é dado um pequeno briefing para explicar como tudo funciona e o que podem ou não fazer na sessão. No nosso caso, disseram-nos para não correr. Sendo esta uma “limitação” do momento, é impressionante saber dos dados estatísticos fornecidos sobre os outros espaços no resto do mundo, onde os jogadores já somam mais de 41 mil quilómetros percorridos nestas sessões.

Já equipados e munidos das Blackbird (nome dado às armas), entrámos em Zombie Survival, o único jogo a estar disponível neste momento para a abertura ao público. E é assim que começa que percebemos o realismo do sistema e a forma como tudo é processado corretamente. Num flash, somos levados para uma outra dimensão.

Zero Latency

O nível onde estávamos inseridos (pelo que percebemos vão existir vários níveis de zombies neste jogo) colocáva-nos num local onde tínhamos de eliminar o maior número de zombies possível enquanto esperávamos pelo resgate de helicóptero.

O início da sessão teve alguns percalços, nomeadamente a falha do nosso kit por duas vezes, o que nos levou a pausar temporariamente o jogo para trocar de equipamento, mas deu para perceber que o ritmo de ação é constante e há que estar alerta a todas as direções. O único senão está mesmo na zona de jogo, que, tendo em conta o nível, e é preciso realçar este detalhe, é bastante reduzida.

O facto de jogar com vários amigos ao mesmo tempo pode ser uma vantagem na medida em que facilita a cooperação para destruir zombies, mas uma desvantagem no sentido em que nos roubam espaço físico de jogo. Todavia, cada vez que nos íamos aproximando de um colega ou de uma parede física (não virtual), o sistema rapidamente emitia um sinal sonoro e avisava visualmente que estávamos a chegar ao limite da área jogável. Neste caso, se um jogador passar essa área, a sessão é colocada em pausa para todos os participantes. E ninguém quer ter esse papel, pelo que todo o cuidado é pouco. Isto é algo que poderá ser ajustado no futuro de acordo com os jogos disponíveis.

A experiência é muito fluida e não causa qualquer dor de cabeça ou enjoo. Conseguimos ver sem qualquer dificuldade os nosso colegas na zona de jogo, podemos usar obstáculos para destruir zombies, criar barreiras temporárias e, até, subir a um elevador para ficar com outra visão do nível em si. Caso tenham a oportunidade de experimentar o Zero Latency com este nível, recomendo vivamente que subam ao elevador, pois a sensação é como se, de facto, estivessem num elevador na vida real.

Os zombies estão sempre a cair do céu para o nível e aparecem de todos os lados, havendo uns mais difíceis de aniquilar que outros. Também nas armas existem quatro opções diferentes, sendo que o jogador pode optar por recarregamento automático ou manual, recarregando a arma como se esta fosse verdadeira.

Zero Latency

Saímos da sessão a suar. Não parece, mas as coisas tornam-se frenéticas quando temos uma arma na mão.

O único defeito que temos a apontar é mesmo o facto deste nível em específico ter uma área de jogo muito reduzida. Já os 15 minutos de teste passaram num ápice, pelo que 30 minutos parece a duração ideal para cada partida.

Para já, a Zero Latency Lisboa apenas terá disponível o videojogo Zombie Survival, sendo que, nos próximos tempos, ficarão disponível jogos que já fazem sucesso a nível internacional como Outbreak, Origins, Singularity e Engineering. No caso dos jogos, foi-nos dito que uma equipa de cerca de 20 pessoas trabalha diariamente em novos conteúdos para a Zero Latency, pelo que, a cada três meses, deverão haver novidades no espaço do Dolce Vita Tejo. Sessões de jogo contra amigos e contra outras pessoas em qualquer parte do mundo estão prometidas para 2018.

Resta salientar que este espaço poderá ser igualmente utilizado por empresas e grupos para reuniões, eventos e apresentações.

O Centro Zero Latency abre ao público já na próxima segunda-feira, dia 18 de dezembro, no Dolce Vita Tejo, estando localizado ao lado da KidZania, junto à zona de restauração. Vai funcionar de segunda a quinta-feira das 14h às 22h, à sexta-feira das 14h às 23h, ao sábado das 11h às 23h e ao domingo das 11h às 22h. A sessão de jogo é de aproximadamente 30 minutos, podendo variar consoante o tempo que os jogadores demorarem a equipar-se, e o preço por pessoa por uma hora de sessão é de 24,95€, bilhete esse que pode ser adquirido no próprio local ou no site da Zero Latency indicando o dia, hora e número de participantes.

Portugal é o segundo país da Europa e o quinto a nível mundial a receber a experiência Zero Latency. Em todo o mundo, a experiência já passou por mais de 200 mil jogadores que, em conjunto, mataram mais de 22 milhões de zombies.

Agradecimento especial à Zero Latency que nos convidou para esta sessão de pré-abertura.

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