FlixBus está a criar polémica com terminal rodoviário de Sete Rios, diz a Rede Expressos

- Publicidade -

Segundo a Rede Expressos, a Flixbus procura criar polémica sobre acesso a Sete Rios para publicidade gratuita, repetindo a estratégia de domínio já vista na Alemanha.

A iminente entrada da FlixBus no terminal rodoviário de Sete Rios, em Lisboa, tem dado muito que falar. Na primeira semana de maio, e após decisão do Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa, que determinou o acesso da FlixBus ao terminal rodoviário, a empresa alemã acusava a Rede Expressos, responsável pela gestão da infraestrutura desde 2004, de não cumprir a sentença nem de prestar esclarecimentos sobre a sua execução.

Isto porque, e de acordo com o que disse Pablo Pastega, vice-presidente ibérico da FlixBus, ainda não tinham sido implementadas quaisquer medidas impostas pelo tribunal. Por outras palavras, a empresa afirmava continuar sem acesso ao terminal de Sete Rios e sem informação concreta sobre os passos necessários para viabilizar a operação naquele que considera um ponto central da rede de transporte rodoviário em Portugal.

Mas entretanto surgiram novidades. Num comunicado hoje divulgado, a Rede Expressos informa que, a 22 de maio, foi atribuída capacidade de acesso ao Terminal Rodoviário de Sete Rios à operadora Flixbus. A comunicação foi, até, formalizada por carta.

De acordo com a entidade, o acesso ao terminal não se encontra vedado à Flixbus, podendo a empresa utilizá-lo a qualquer momento, desde que cumpra o enquadramento legal em vigor para o transporte expresso. Esse enquadramento determina que as operadoras devem dispor das autorizações emitidas pelo Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), sob pena de a atividade ser considerada irregular.

No mesmo comunicado, a Rede Expressos contesta a reação pública da Flixbus, classificando-a como incorreta. Segundo a rede, a posição assumida pela empresa alemã insere-se numa estratégia de criação de polémica com vista a obter visibilidade, procurando simultaneamente assumir-se como prejudicada na situação. Recorde-se que a FlixBus acusou a Rede Expressos de agir de “má-fé”.

A Rede Expressos sustenta ainda que a atuação da Flixbus em diferentes mercados europeus tem conduzido ao enfraquecimento ou saída de operadores concorrentes, apontando os casos da Alemanha e, mais recentemente, de França. Na leitura da rede portuguesa, este padrão revela uma tentativa de consolidação de uma posição dominante no setor.

Relativamente ao caso concreto de Lisboa, a Rede Expressos considera que a intenção da Flixbus passaria pela transferência de serviços atualmente operados na Gare do Oriente para o Terminal de Sete Rios, sem que estivessem asseguradas as autorizações exigidas pela legislação nacional.

A empresa portuguesa sublinha que a sua própria estratégia tem seguido um caminho distinto, referindo que novos serviços têm sido iniciados na Gare do Oriente, em vez de Sete Rios, tendo em conta os níveis de congestionamento verificados neste último terminal.

Alexandre Lopes
Alexandre Lopes
Licenciado em Comunicação Social e Educação Multimédia no Instituto Politécnico de Leiria, sou um dos fundadores do Echo Boomer. Aficcionado por novas tecnologias, amante de boa gastronomia - e de viagens inesquecíveis! - e apaixonado pelo mundo da música.
- Publicidade -

Deixa uma resposta

Introduz o teu comentário!
Introduz o teu nome

Relacionados