Redes 2G e 3G estão a ser desativadas na Europa e poderão afetar serviços de emergência e conectividade em veículos.
A desativação progressiva das redes móveis 2G e 3G na Europa poderá comprometer o funcionamento de vários equipamentos e sistemas que ainda dependem destas tecnologias, incluindo funcionalidades presentes em determinados veículos. O processo, conduzido pelos operadores de telecomunicações, está em curso desde 2024 e deverá prolongar-se até 2029, com calendários distintos consoante o país.
Esta transição tecnológica afeta não apenas o setor automóvel, mas também um conjunto alargado de dispositivos ainda em operação, como sistemas de monitorização remota, elevadores ou equipamentos médicos de uso domiciliário, que utilizam estas redes para comunicação.
No caso dos automóveis, o impacto incide sobretudo sobre serviços que recorrem a módulos de conectividade 2G ou 3G. Entre estes encontra-se o sistema de chamada de emergência automática (eCall), quando a sua operação depende especificamente dessas redes móveis.
O eCall é um sistema obrigatório na União Europeia para veículos ligeiros de passageiros (categoria M1) e comerciais ligeiros (categoria N1) que tenham obtido homologação europeia a partir de 31 de março de 2018. Este dispositivo permite ao veículo estabelecer automaticamente uma ligação com os serviços de emergência, através do número europeu 112, em caso de acidente grave, nomeadamente quando ocorre a ativação dos airbags.
Com a desativação das redes 2G e 3G, as funcionalidades que dependam exclusivamente dessas infraestruturas deixam de funcionar nas zonas onde o serviço tenha sido interrompido. Ainda assim, os veículos mantêm a sua aptidão legal para circular, uma vez que foram produzidos e homologados de acordo com a legislação em vigor à data da sua colocação no mercado.
A presença do sistema eCall pode ser verificada no interior do veículo, através de um botão identificado como SOS, geralmente localizado no módulo de iluminação do teto, entre os bancos dianteiros.
