A Paramount confirmou que a sua adaptação ao cinema de Call of Duty será inspirada na saga Modern Warfare e que mantém estreia marcada para junho de 2028.
Durante a mais recente edição do Fanatics Fest, em Nova Iorque, o realizador do filme de Call of Duty, Peter Berg, confirmou que o seu projeto será inspirado na saga Modern Warfare, uma das várias sub-séries dos jogos Call of Duty, que após uma trilogia inicial, recebeu um reboot moderno, a caminho de um quatro jogo já para este ano.
Através de uma publicação oficial nas redes sociais, também se pode concluir que não será propriamente uma adaptação dos jogos, mas sim uma expansão da série mais recente, dado que é apresentado como “passado no universo de Modern Warfare”.
Esta revelação confirma que a série irá abraçar um tom mais realista de conflitos militares, deixando de parte os thrillers psicológicos e de história alternativa de Black Ops, ou das recriações de momentos históricos como a Segunda Guerra Mundial, onde a série de jogos originou, ao tentar fazer frente à saga Medal of Honor da Electronic Arts. Com esta nova informação, a Paramount também se pronunciou sobre o projeto, confirmando que este continua com data de estrei marcada para os cinemas no verão de 2028.
A adaptação de Call of Duty foi originalmente anunciada em outubro do ano passado, numa parceria entre a Activision e a Paramount. Na altura foi confirmado que seria Peter Berg a assumir a realização, produção e coautoria do argumento, ao lado de Taylor Sheridan, argumentista de Sicario e criador de Yellowstone.
A escolha de Peter Berg para o papel levanta, no entanto, muitas questões sobre a sua visão para o projeto, dada a sua relação tóxica com videojogos e jogadores. Conhecido por filmes como Battleship, Hancock e uma série de filmes pró-militares com Mark Wahlberg nos papeis principais, numa entrevista ao The Esquire em 2013, Berg revelou um grande desagrado com jogos, mencionado até a série Call of Duty. Quando questionado sobre a sua opinião em relação a videojogos Berg afirmou: “Patético. Patético. Valentia de teclado. Não suporto isso. As únicas pessoas a quem dou um passe livre para jogar Call of Duty são os militares. Estão lá fora a servir o país, aborrecem-se e querem entreter-se? Tudo bem, talvez. Miúdos? Nem pensar.”
