FECTRANS solicitou reunião de urgência com a ANTROP devido ao início problemático da Carris Metropolitana na margem norte do Tejo

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Seis meses após o arranque do serviço nas Áreas 3 e 4, os problemas continuam, desta vez nas Áreas 1 e 2.

Ao fim de largos meses de trabalho para a implementação das condições de logística e de recursos humanos necessários ao alargamento da operação da Carris Metropolitana aos municípios da margem norte do Tejo, os autocarros amarelos passaram a operar nos concelhos de Amadora, Cascais, Lisboa, Loures, Mafra, Odivelas, Oeiras, Sintra e Vila Franca de Xira no primeiro dia de janeiro de 2023.

Mas à semelhança do que aconteceu em junho do ano passado, com as Áreas 3 e 4, também agora nas Áreas 1 e 2 têm surgido problemas.

De acordo com a FECTRANS, a Carris Metropolitana teve um “início problemático da atividade” na zona norte da AML – Área Metropolitana de Lisboa, assegurada pela empresas Alvorada (Scotturb + Vimeca) e Rodoviária de Lisboa (grupo Barraqueiro), com um conjunto de novos problemas para os trabalhadores.

“Alteração dos locais de trabalho, dos locais de rendições, de deslocações para outros concelhos, sem que se garanta o devido transporte dentro do tempo de trabalho, obrigando a horas de deslocação para a rendição de trabalhadores, são alguns dos exemplos já verificados”, refere a FECTRANS no seu site oficial. “Com a falta de trabalhadores existentes, as administrações pretendem aumentar os ritmos de trabalho, com horários de carreiras impossíveis de cumprir, ao mesmo tempo que adiam respostas acerca da garantia de direitos dos trabalhadores”, lê-se ainda na mesma nota.

Trabalhadores e utentes descontentes

Do lado dos trabalhadores, a FECTRANS destaca o “enorme descontentamento dos trabalhadores, porque não podem ser estes a serem penalizados pela falta das medidas necessárias para que as empresas possam responder ao aumento da oferta a que estão obrigadas”. Mas há também várias queixas por parte dos utentes, que tentam usufruir do serviço.

“Muitos horários de autocarros foram reduzidos e o tempo de espera é de cerca de uma hora. Em vez de melhorar e incentivar as pessoas a utilizar os transportes públicos, estão a fazer o contrário”, lê-se num comentário deixado por uma queixosa na redes sociais. “Hoje o autocarro das seis da manhã não apareceu. Só voltei a ter autocarro às 7 horas da manhã e acabei por chegar atrasado ao trabalho, por causa de certa gente incompetente!”, refere ainda outro utente, havendo ainda quem diga que há motoristas que não sabem os caminhos, com os utilizadores a terem de ensinar a rota.

“Não veio o das 14 horas, não veio o das 15 horas… tive que mudar de rota, andar a pé e só cheguei à casa às 16h30.. como já era de se esperar, respeito com os passageiros cada vez pior”, “Na Damaia, Amadora, tiraram-nos o 109 e encurtaram a terminal do 186 que deixou de ir à Falagueira. As restantes carreiras (162 e 185, agora com novos números) continuam com pouca frequência” e “Hoje estive uma hora junto ao Pavilhão Carlos Queiroz à espera da carreira 1101, a antiga 1. Quando chegou o motorista ignorava as perguntas das pessoas, fez-se de surdo mudo e eu cheguei a pensar que nem falava português” são vários dos comentários que podem ir encontrando no Facebook, onde muitos queixosos manifestam o seu descontentamento.

Para aqueles que têm dificuldades em verificar horários no site da Carris Metropolitana, poderão sempre consultar os horários aqui.

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2 Comentários

  1. Estou de acordo com o que li não sei qual é a ideia destes senhores. Não precisam e nem andam de transportes públicos porque se andassem saberiam a borrada que fizeram pois o serviço ainda está pior dantes estava mal agora está péssimo. Srs.venham ao terreno oiçam o povo deixem de fazer porcarias

  2. Boa noite sou motorista profissional tenho categoria d todos os cursos na área de transportes de passageiros e mesmo assim a carris não me contrata vai lá em cabo verde buscar pessoas q não tem esperiencia . Só porque ainda não tenho um mero cartão de residência vai entender.

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