A Farizon V7E quer competir com os principais nomes do mercado ao oferecer mais carga, mais autonomia e carregamento mais rápido.
A Farizon apresentou em Portugal a V7E, uma nova carrinha elétrica comercial pensada para o trabalho diário, com foco nas entregas de última milha, mas também com capacidade para percursos mais longos graças à velocidade de carregamento que a marca classifica como best in class. O lançamento sucede à chegada da Supervan no ano anterior, apresentada como a primeira viatura desta categoria no país e posicionada com uma qualidade de construção claramente premium.
A marca pertence ao conglomerado Geely e, de acordo com a apresentação que decorreu esta tarde no ECAR Show, em Lisboa, é líder no mercado chinês, com mais de 20% de quota, cinco fábricas e produção superior a 300.000 viaturas no ano passado. Em Portugal, a Farizon quer concentrar-se, pelo menos numa primeira fase, no mercado dos veículos 100% elétricos, um segmento que terá representado 3.500 viaturas no ano passado e que já pesa 11,22% no mercado dos comerciais, ainda longe do peso dos automóveis de passageiros, mas em crescimento. Na leitura da empresa, a V7E chega para disputar precisamente esse espaço em expansão.
A proposta comercial da Farizon V7E assenta num pacote técnico que a marca descreve como muito competitivo face ao segmento onde quer atuar. A carrinha mede 4,95 metros de comprimento, mas oferece 6,95 m3 de espaço de carga, valor que a Farizon considera excecional para um veículo tão compacto. A marca compara este volume com o de uma Renault Kangoo Maxi, referindo que a sua proposta quase duplica a capacidade de carga apesar de ser apenas ligeiramente maior em dimensão exterior. A capacidade útil anunciada ultrapassa os 1.200 kg, e o interior da zona de carga inclui um piso com mais de 2,80 metros e fundo em alumínio antiderrapante, pensado para aumentar a durabilidade e facilitar operações de carga e descarga.
A funcionalidade da carroçaria foi outro dos pontos sublinhados na apresentação. As portas traseiras abrem até 270 graus e incluem um batente para evitar danos durante a utilização. A zona de carga traz ainda uma tomada “vehicle to go”, permitindo ligar ferramentas ou equipamentos no espaço traseiro, numa lógica de oficina móvel que a marca quer associar ao uso profissional intensivo. No interior, a Farizon aposta numa imagem e num nível de equipamento mais próximos de um automóvel de passageiros do que de um comercial tradicional, com sistema de infoentretenimento compatível com Android Auto e Apple CarPlay, tecnologia drive by wire, cruise control adaptativo e painel de instrumentos digital de 7 polegadas.

Na vertente elétrica, a Farizon V7E surge com uma bateria de 67 kWh e com tempos de carregamento muito agressivos para o segmento. A marca afirma que o modelo carrega dos 10 aos 80% em apenas 18 minutos, graças não tanto a uma potência de carregamento elevada, mas a uma curva de carregamento estável, conseguindo esse resultado num carregador de 100 kW. A autonomia anunciada é de 328 km em ciclo WLTP combinado e ultrapassa os 450 km em ciclo urbano, o que a Farizon considera especialmente relevante para operações de distribuição urbana e entregas de última milha.
A segurança foi apresentada como outro eixo central do produto. A Farizon V7E conta com mais de 18 sistemas ADAS, sendo descrita como uma das viaturas comerciais com mais ajudas à condução no mercado português neste momento. Entre os sistemas destacados estão a travagem autónoma de emergência, a manutenção na faixa de rodagem, a prevenção de colisão em cruzamentos pela traseira do veículo e o aviso para saída segura da viatura.
No posicionamento face à concorrência, a Farizon procura jogar entre dois mundos: por um lado, afirma querer atacar o volume que hoje está nos furgões pequenos; por outro, reivindica características técnicas típicas de um furgão médio. O argumento comercial passa por oferecer um preço muito competitivo no lançamento, de 33.500€ com despesas incluídas.
Também a manobrabilidade foi usada como argumento de venda. Apesar das dimensões e da capacidade de carga, a Farizon V7E terá um raio de inversão equivalente a cerca de 6 metros, o que a marca apresenta como uma vantagem clara para uso urbano e estacionamento em espaços apertados.
Outro dos pontos fortes invocados pela Farizon é a garantia. A V7E terá 8 anos ou 200.000 km para a bateria e 5 anos ou 200.000 km para o veículo, um nível de cobertura que a empresa apresenta como o mais alargado do mercado em termos de quilometragem. Com isso, a marca procura reforçar a confiança junto de clientes profissionais que acumulam muitos quilómetros e dependem da disponibilidade contínua da viatura para o negócio.
