Em breve a pesquisa de notícias do Google poderá ser muito diferente

por Echo Boomer

Já muito se falou sobre o polémico Artigo 13, algo que pode alterar bastante a nossa forma de consumir Internet. Ou pelo menos mudar a forma como as coisas nos são apresentadas.

Basicamente, pretende-se proteger os direitos de autor dentro da União Europeia com uma nova diretiva, mais adaptada à realidade tecnologia atual. E, a ser aprovada, plataformas e redes sociais terão de criar mecanismos de controlo para bloquearem o que não estiver dentro das regras.

Para quem está mais ou menos dentro do assunto, saberão que janeiro é o mês em que serão feitas, ao que tudo indica, as últimas alterações à lei. E agora, como esta nova diretiva está prestes a tomar uma forma definitiva, a Google começa a assustar-nos com o aspeto que a pesquisa de notícias pode tomar.

Google Artigo 13Como podem reparar, é uma página só com texto e zero imagens. E é aqui que entra o também polémico Artigo 11, que dá aos editores o direito de exigirem licenças pagas para que o motor de pesquisa da Google possa apresentar as suas histórias. Ora, na ótica da Google, isto dá duas opções: ou começa a pagar por licenças ou então não mostra nada visual.

Assim, a imagem de teste que podem ver no início deste artigo pode bem mostrar o futuro das pesquisas do Google. Imaginem que pesquisam por últimas notícias e não vos aparece qualquer conteúdo gráfico. Somente o nome da publicação, mas sem qualquer resumo do artigo, sem título, sem imagem. Nada.



Como a Google diz que o Google News não dá dinheiro, então a solução, para não gastar dinheiro, seria esta. Além disso, vários sites/blogs podem ficar prejudicados com estas alterações, fazendo com que desapareçam.

Claro, esta pode ser uma tática da Google para nos deixar receosos, mas isso não invalida que esta seja uma interpretação razoável da legislação.

Entretanto, novas alterações serão feitas amanhã pelo Conselho Europeu. Se a legislação for validada, existirá depois uma negociação final com o Parlamento Europeu a 21 de janeiro, sendo que uma última decisão será tomada algures em março. Depois disso, cada país começará a implementar as consequências desta diretiva em 2021.

Fonte: The Verge

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