Electronic Arts volta a despedir trabalhadores em nova ronda de cortes

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A Electronic Arts realizou uma nova ronda de despedimentos que afeta trabalhadores nos Estados Unidos e na Índia, abrangendo equipas de apoio ao consumidor, IT, recrutamento e segurança.

A Electronic Arts voltou a despedir trabalhadores, desta vez afetando funcionários em funções remotas nos Estados Unidos e trabalhadores do escritório da empresa em Hyderabad, na Índia. A nova vaga de cortes abrange áreas como apoio ao consumidor, recrutamento, IT e trust and safety, embora a empresa não tenha divulgado o número total de pessoas afetadas.

A informação foi avançada pelo Kotaku, que identificou vários trabalhadores despedidos através de publicações públicas e fontes próximas do processo. Entre os afetados encontram-se funcionários da unidade de Hyderabad com mais de dez anos de ligação à Electronic Arts, enquanto outros desempenhavam funções remotas nos Estados Unidos.

Numa comunicação interna enviada à equipa de Fan Care, foi indicado que esta decisão estava relacionada com uma adaptação da forma de trabalho da empresa para responder às alterações nas necessidades dos jogadores. A mensagem referia alterações em algumas funções, criação de novos cargos e transferência de determinadas tarefas para outras equipas, localizações ou parceiros externos.

Esta é a terceira ronda de despedimentos reportada na Electronic Arts em 2026. Nos meses anteriores, a empresa já tinha realizado cortes em equipas ligadas à divisão Battlefield, que inclui estúdios como a DICE, Criterion Games, Ripple Effect Studios e Motive Studio, para além de ter despedido trabalhadores da Full Circle, equipa responsável pelo novo Skate.

A nova vaga de cortes acontece em vésperas de a Electronic Arts avançar com o processo de aquisição por um consórcio privado avaliado em cerca de 55 mil milhões de dólares. O negócio envolve o Public Investment Fund da Arábia Saudita, a Silver Lake e a Affinity Partners, mas ainda não está concluído, estando dependente de aprovações regulatórias.

Os despedimentos fazem parte de uma sequência maior de cortes realizados pela Electronic Arts nos últimos anos. Em 2023, a empresa despediu mais de 200 testers de Apex Legends, realizou cortes na Codemasters e reduziu cerca de 800 postos de trabalho, seguindo-se posteriormente novos despedimentos na BioWare. Em 2024, a empresa eliminou cerca de 670 posições e, em 2025, voltou a reduzir equipas, incluindo cerca de 100 trabalhadores da Respawn Entertainment e o encerramento da Cliffhanger Games.

No caso da Respawn Entertainment, os cortes afetaram equipas responsáveis por Apex Legends e Star Wars Jedi, tendo também levado ao cancelamento de projetos ainda em desenvolvimento, incluindo um jogo do universo Titanfall conhecido internamente como “R7”, segundo informações divulgadas na altura.

Por enquanto, a Electronic Arts recusou comentar esta nova ronda de despedimentos, que acontecem depois da empresa ter registado receitas líquidas de 7,4 mil milhões de euros no ano fiscal terminado a 31 de março de 2026, um aumento de 1% face ao período anterior.

David Fialho
David Fialho
Licenciado em Comunicação e Multimédia, considero-me um apaixonado por tecnologias e novas formas de entretenimento. Sou editor de tecnologia e entretenimento no Echo Boomer, com um foco especial na área dos videojogos.
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