El Cebichero – Os melhores ceviches e tiraditos de Lisboa estão aqui

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É que nem precisam de procurar mais.

Falar de ceviche é falar de um dos mais famosos pratos de culinária peruana. Basicamente, consiste em comer peixe cru ou camarão, por exemplo, com alguns molhos especiais.

Dito assim, até pode parecer que não tem nada de especial este prato, mas só pensa isso quem nunca o provou. É também por isso é que é importante experimentar, mas convém, já agora, que seja nas melhores cevicherias que Lisboa tem para oferecer. Ora, é por isso que nós fazemos o nosso trabalho por vocês, para que possam usufruir dos melhores pratos e possam degustar as melhores iguarias. Está, assim, dado o mote para o restaurante que vos vamos apresentar: El Cebichero.

Quem nos acompanha decerto já terá reparado que já provámos alguns quantos ceviches aqui e ali, pelo que, quando ouvimos que tinha “aberto mais uma cevicheria”, o que pensámos foi: “Bom, é só mais um restaurante de ceviches”. Mas, e ainda bem, estávamos redondamente enganados. Porque o El Cebichero destaca-se dos comuns ceviches que possamos provar. Nós ficámos rendidos e já vos contamos ao pormenor tudo o que há para saber sobre este promissor restaurante.

Mas, antes disso, convém referir que é preciso uma certa coragem para abrir um novo spot num local onde anteriormente surgiu outro restaurante… e que por acaso teve vida curta. Falamos do 46 Lisboa, um restaurante que pretendia proporcionar uma experiência sensorial e imersiva, onde se cruzavam diversas formas de expressão artística e cultural. O Echo Boomer visitou o 46 Lisboa em outubro do ano passado, quando a ementa foi renovada, e, de facto, sentimos isso: um muito pequeno, mas acolhedor lugar para reunir alguns amigos, ouvir música com o conforto e a intimidade que se teria em casa, experimentar novos sabores, degustar um bom vinho, beber um cocktail inspirado, comprar roupa e outras peças produzidas de forma sustentável e permanecer a salvo do burburinho da cidade.

Mas havia um problema: o número 46 da Praça das Flores não tem uma cozinha dedicada, o que se veio a revelar um enorme desafio para aqueles pratos mais elaborados. Quando visitámos o 46 Lisboa, e apesar de termos gostado, o longo tempo de espera acabou por estragar um bocadinho a experiência – acima de tudo, a cozinha é o foco de um restaurante. E é provável que o mesmo tenha acontecido com outros clientes. Não sabemos ao certo o que terá levado a esse fecho, mas a verdade é que, cerca de dois anos após a sua abertura, o 46 Lisboa deixou de existir.

Isto abriu uma oportunidade para o nascimento de um novo projeto. “Já andávamos à procura de um espaço na cidade há algum tempo, pelo que nem pensámos duas vezes”, contou-nos Duarte Cardeira, antigo chef de bar do El Clandestino Lisboa, aquando da nossa visita. Juntamente com os sócios João Baptista, Bernardo Crespo, Kellman Sequeira e Salvador Sobral, decidiam levar os seus ceviches, que tanto sucesso têm vindo a fazer em Cascais, para um dos bairros mais cool da capital.

Para este novo conceito, o que acontecia com o 46 Lisboa foi posto de lado – é totalmente diferente, mesmo -, mas o espaço, esse, não muda: é moderno, é clean, mas, acima de tudo, intimista, ou não contasse apenas com 28 lugares sentados. Conselho nosso: a zona onde se encontra é extremamente difícil de ter lugares disponíveis para estacionamento, pelo que aconselhamos vivamente a que optem por uma viagem TVDE ou se desloquem até ao Metro do Rato e continuem o trajeto a pé – são cerca de 10 minutos.

A vida do El Cebichero tem tudo para ser longa e próspera, até porque a carta disponível não complica e vai direta ao assunto. O truque? Ter pré-preparados alguns ingredientes – estar tudo cortadinho, no sítio, etc – e apostar em pratos que não requerem uso de fornos, fogões ou outro tipo de máquinas, até porque, aqui, todos os pratos são frios. Só assim é possível dar vazão quando a casa estiver cheia. E acreditem – os nossos pratos foram-nos servidos à velocidade da luz.

O menu, esse, foi elaborado pelo chef peruano Teófilo Quiñones, e é preparado na hora por peruanos que se entendem na perfeição na “microcozinha” do El Cebichero. Afinal de contas, não haverá nada mais autêntico do que uma equipa peruana a fazer comida peruana, como é o caso dos ceviches.

É extremamente fácil pedir algo para devorar, até porque a carta não é nada vasta – lá está, não complica… e ainda bem. E o melhor de tudo? Os ingredientes de qualidade servidos no El Cebichero são realmente capazes de nos levar de viagem até ao Perú.

Mas quanto ao menu propriamente dito, irão reparar que é bastante colorido – os pratos isto é -, o que demonstra bem o conhecimento de quais ingredientes casam bem com os diversos peixes. Por exemplo, têm os ceviches El Clandestino (mistura de mariscos e peixe branco com creme de coentros), Tradicional Peruano (peixe branco, limon aji limo, cebola, batata doce e milho), Puka Mixto em Ajies Peruanos (mistura de mariscos e peixe branco com creme de ajies peruanos ) e Del Huerto (leguminosas frescas temperadas com suco de ceviche, aji limo e coentros); tem os tiraditos Peruano (lâminas de peixe branco banhados com creme cítrico de aji amarillo), Misto de Vieiras (peixe branco, polvo e vieiras com creme de vieiras, kiuri milho e batata doce) e Tuna Nikkei (lâminas de atum com molho oriental, limão e aji limo peruano); têm um delicioso Tártaro de Salmão (picadillo de salmão com azeite de sésamo e abacate cítrico) e um macio Bao Clandestino (peixe e cebola roxa em forma de ceviche com creme de coentros e aji limo), que pode ser servido com qualquer ceviche ou tiradito. E é esta a ementa – e acreditem que não precisam de mais nada.

Os ingredientes escolhidos não surpreendem propriamente – há bocadinhos de abacate, há pequenos cubos de batata doce, há milho frito, entre outros que fazem todo o sentido e que se encontram em outros pratos de ceviche por essa Lisboa fora -, mas a qualidade é imensa. Na boca, tudo faz sentido. São, realmente, dos melhores ceviches que já provámos. É extremamente difícil definir vencedores, mas temos efetivamente de destacar as lâminas de atum do Tuna Nikkei, que quase se desfaziam na boca, e o creme cítrico de aji amarillo nos tiraditos Peruano, naquele que é um toque de génio.

Já as sobremesas, essas, “vêm de uma senhora de Campo de Ourique”, disse-nos Duarte Cardeira. Não resistimos a devorar a Tarte Fresca de Lima, com o sabor cítrico inconfundível de um dos elementos principais desta gastronomia, e a Tarte de Doce de Leite, uma criação cremosa e adocicada que completa de forma brilhante a refeição. Queremos muito conhecer esta senhora das sobremesas.

E claro, não nos podemos esquecer dos cocktails, ou não fossem eles preparados por um chef de bar. Sugere-se um dos seis cocktails, como o Pisco Sour (Pisco Ancholado 1615, limão, clara de ovo e Bitters) ou o Muleta Peruana (Pisco Ancholado 1615, lima, hortelã, gengibre e Bitters), mas há também copos de vinhos para provar, com a carta a ser muito rotativa, mas sempre cuidadosamente selecionada.

E tão rápido entrámos no espaço como saímos, naquela que foi uma das melhores experiências que já tivemos nestes anos de existência do Echo Boomer. Rápido e sem complicar, mas, acima de tudo, muito saboroso. É disto que gostamos. Venham mais assim.

Localizado na Praça das Flores nº 46, o El Cebichero está aberto de quarta-feira a domingo, das 18h à 1h da manhã, e funciona com take-away e entrega ao domicílio com a Glovo, Uber Eats, Volup e Bolt Food.

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