EDP Vilar de Mouros ainda tem reembolsos por fazer… e a culpa é da Festicket

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Um assunto complicado de resolver.

Quando foram anunciados, os Limp Bizkit tornaram-se numa das bandas que os festivaleiros mais queriam ver no EDP Vilar de Mouros 2022. Porém, o mês de julho trouxe más notícias, com a banda a cancelar o concerto no festival a cerca de um mês da sua realização. Tudo devido a questões de saúde do vocalista Fred Durst.

“Devido a preocupações pessoais de saúde e tendo por base os conselhos dados pelo meu médico, que sugeriu que fizesse uma pausa imediata nas digressões, infelizmente os Limp Bizkit vão ter de adiar a sua digressão de 2022 no Reino Unido e na Europa. Pedimos sinceramente desculpa por qualquer inconveniente que isto possa causar aos nossos leais fãs, promotores e pessoal de apoio. Aguardem por mais notícias”, lê-se no comunicado publicado na altura pelo frontman Fred Durst nas redes sociais.

Ora, mas se este parecia ser mais um cancelamento no meio de tantos outros, que se resolveria rapidamente através do reembolso, não é, afinal, assim tão simples de resolver.

Quando o cancelamento se tornou público, isto é, oficial, a organização do EDP Vilar de Mouros colocou um comunicado nas redes sociais a dar conta de que, e até dia 24 de agosto, todos os portadores de bilhete para 26 de agosto – dia em que os Limp Bizkit deveriam tocar – poderiam requerer, “sem qualquer complicação, o reembolso do mesmo no local de compra ou através da plataforma de ticketing onde tenham sido adquiridos”. Mas, e de acordo com vários relatos nas redes sociais, o termo “sem qualquer complicação” não se aplica. Muito pelo contrário.

Tudo graças à Festicket, que entrou em insolvência

Há uns anos, se bem se recordam, os festivais trabalhavam muito com a Festicket – chegou até a ser mais barato comprar um bilhete para um festival português na plataforma do que através da Ticketline, por exemplo. Pois bem, a Festicket, criada em 2011 e que chegou a ser um dos mais reputados sites para a compra de bilhetes para eventos internacionais, apresentou insolvência no passado mês de setembro.

Entre outras coisas, a Festicket deve vários milhões de euros em reembolsos a vários festivais, entre os quais o Neopop e o EDP Vilar de Mouros. E por falar em EDP Vilar de Mouros, lembram-se dos reembolsos relacionados com o dia dos Limp Bizkit? Alegadamente, e até à data, ainda não terão sido feitos.

“É uma vergonha a falta de resposta à situação que criaram em relação ao reembolso do bilhete! Estão a dar um golpe final no festival por falta de organização e de capacidade de gestão. Livro de reclamações, Deco, portal da queixa… Esses já estão. Não deixam outra alternativa a não ser seguir para os media e denegrir de vez o festival, e toda a incompetência à volta da organização…”, diz um lesado.

“A organização continua sem emitir um comunicado em relação ao reembolso e, pelo que li na net, a Festicket abriu falência. O que fazer? Queixa à DECO? Escrever no livro de reclamações? Criar um grupo de lesados e acionar um advogado para levar o caso à justiça? A organização assume que nunca haverá reembolso e os bilhetes comprados darão para a edição de 2023? Poderão ser vendidos se o cartaz não interessa”, refere por sua vez outro queixoso. Várias outras reclamações podem ser lidas nas redes sociais do festival.

O processo de devolução deveria demorar, no máximo, 28 dias úteis, mas esse prazo já foi largamente estendido, e quem pediu reembolso continua sem ver a cor do seu dinheiro.

No Reddit, onde encontrámos um tópico dedicado a reembolsos do Mad Cool Sunset 2022, um utilizador refere que o melhor a fazer é mesmo ir reclamar ao respetivo banco, de forma a perceber se essas entidades bancárias conseguem ajudar.

De acordo com o mesmo utilizador, a Lyte, que adquiriu os ativos da Festicket, indica que a responsabilidade é inteiramente de cada festival.

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