O É UM RESTAURANTE – Parque, da Associação CRESCER, abre na Amadora como um espaço de gastronomia e inclusão, empregando pessoas em situação vulnerável.
O novo restaurante social É UM RESTAURANTE – Parque, da Associação CRESCER, abre ao público a 15 de abril, no Parque Central da Amadora. O projeto junta gastronomia contemporânea e intervenção social, combinando formação profissional com empregabilidade, e representa uma extensão do trabalho desenvolvido pela CRESCER em Lisboa desde 2019. Tal como o primeiro É Um Restaurante, este novo espaço pretende criar oportunidades reais de inclusão para pessoas em situação ou risco de sem-abrigo.
Desenvolvido em parceria com a Câmara Municipal da Amadora, o É UM RESTAURANTE – Parque tem por base a restauração como instrumento de integração social. Através de formação remunerada, acompanhamento técnico e experiência prática, o projeto oferece condições para que os participantes adquiram competências e acedam a emprego qualificado.
No plano gastronómico, o espaço aposta numa cozinha contemporânea que valoriza produtos locais e sazonais. À frente da equipa está o chef Nuno Dias, com carreira internacional marcada por trabalho com nomes como Vítor Sobral, José Avillez, Henrique Sá Pessoa e Ferran Adrià. Após vários anos na Austrália, onde coordenou sete restaurantes, Nuno Dias regressa a Portugal para liderar esta iniciativa, cuja carta inclui petiscos pensados para partilha, pratos reconfortantes e pizzas em forno de lenha. A proposta reflete a diversidade cultural da Amadora e traduz para a mesa os princípios da CRESCER: proximidade, dignidade, autonomia e pertença comunitária.
A componente formativa é uma das bases do projeto. O restaurante integra um percurso de aprendizagem estruturado em parceria com o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) e com a Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa (EHTL). A formação combina ensinamentos técnicos e trabalho em contexto real, permitindo que os formandos adquiram experiência on the job. O objetivo final é criar novas oportunidades de inserção laboral, através de estágios ou contratos diretos na área da restauração.
A dimensão artística é outro elemento distintivo do espaço. A instalação É uma escultura (2026), da artista Fernanda Fragateiro, ocupa o teto do restaurante com uma estrutura modular suspensa composta por centenas de painéis de ráfia dispostos em quadrícula. A obra cria uma atmosfera luminosa e estabelece um diálogo entre a natureza do jardim exterior e a arquitetura em betão do edifício. Na construção da instalação participaram também beneficiários da CRESCER apoiados pelo projeto Espaço Ímpar, que fornece serviços essenciais – alimentação, higiene, internet e apoio social – a pessoas em situação de sem-abrigo, reforçando o envolvimento direto da comunidade.
Com cerca de 50 lugares sentados e possibilidade de expansão para 110 no verão, através de uma esplanada exterior, o restaurante combina gastronomia, arte e impacto social na mesma estrutura.
