A instalação de fibra ótica em Chaves e Odeleite por parte da dstelecom aumenta a cobertura digital em zonas até agora sem acesso a banda larga de última geração.
A rede de fibra ótica da dstelecom vai entrar em operação no concelho de Chaves durante este mês de junho, com uma cobertura inicial prevista para cerca de 800 habitações. A intervenção marca a chegada de infraestruturas de banda larga de última geração a várias freguesias do interior transmontano que, até agora, não dispunham deste tipo de acesso.
Numa primeira fase, a cobertura abrange as localidades de Anelhe, Arcossó, Selhariz, Vilas Boas e Vilela do Tâmega. Estas zonas têm registado um aumento gradual da procura por serviços de internet de maior capacidade, num contexto associado à fixação de novos residentes, ao crescimento do turismo em meio rural e à evolução das atividades económicas locais, nomeadamente no setor agropecuário.
O plano de expansão da infraestrutura prolonga-se ao longo do segundo semestre de 2026, período durante o qual a rede deverá ser alargada a mais 2.400 habitações. No conjunto, a previsão aponta para que cerca de 3.200 famílias no concelho de Chaves venham a dispor de acesso a fibra ótica até ao final do ano.
Já no concelho de Castro Marim, a dstelecom prepara também a expansão da sua rede, com a chegada da fibra ótica à freguesia de Odeleite prevista até ao final do primeiro semestre de 2026. A intervenção deverá assegurar cobertura a cerca de 65% daquela localidade.
Com esta expansão, mais de 730 novas habitações passam a ter acesso a banda larga, elevando o número total de famílias servidas no concelho para aproximadamente 7.000. Este valor corresponde a uma cobertura que ultrapassa os 80% do território municipal.
A introdução desta infraestrutura em Odeleite surge num território caracterizado pela sua dispersão geográfica e por uma economia assente em atividades como a exploração de cortiça, o turismo em espaço rural e pequenos negócios locais. A disponibilização de conectividade de alta velocidade tende a reduzir limitações no acesso a serviços digitais, aproximando as condições existentes das verificadas em zonas do litoral.
Além do impacto direto nas populações residentes, a melhoria da cobertura digital é também relevante para novos perfis de utilizadores, incluindo trabalhadores remotos e residentes que optam por fixar-se em territórios de menor densidade. A disponibilidade de serviços de internet com maior capacidade pode influenciar a viabilidade de atividades económicas que dependem de acesso contínuo e estável à rede.
A infraestrutura implementada pela dstelecom segue um modelo de rede neutra e aberta, permitindo que diferentes operadores utilizem a mesma base física para disponibilizar serviços. Este modelo possibilita aos utilizadores finais a escolha entre vários prestadores, em função das condições e ofertas disponíveis no mercado.
