Descobre o país europeu onde a cerveja custa 1,30€ e quase ninguém vai

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Num continente onde Paris, Barcelona e Roma continuam a dominar os roteiros turísticos, encontrar um destino sem grandes multidões está a tornar-se cada vez mais difícil. Os turistas procuram cada vez mais experiências autênticas, mas no fim do dia a maioria acaba por seguir os mesmos caminhos, ignorando destinos europeus que continuam praticamente fora dos grandes circuitos turísticos.

No topo da lista dos países mais visitados está, mais uma vez, a França, que é seguida logo pela nossa vizinha Espanha. Mas é no fundo do ranking europeu que se podem encontrar destinos que, apesar de pouco conhecidos e de passarem ao lado da maioria dos viajantes, podem esconder algumas surpresas bem agradáveis.

Os países menos visitados do continente

De acordo dados citados pela publicação Ça m’intéresse, a pequena república de San Marino lidera a lista dos países menos visitados da Europa. Com uma área de apenas 61 km², este enclave no coração de Itália – não muito longe de Rimini – recebe apenas cerca de 70 mil turistas por ano, considerado o valor mais baixo do continente.

Logo a seguir surge, surpreendentemente, o Liechtenstein, com 79 mil visitantes anuais. E se olharmos para fora da Europa, também há destinos continuam afastados das principais rotas turísticas mundiais, como a Somália, Iémen, por razões de segurança, e Tuvalu pela falta de atrativos turísticos.

Moldávia: um dos segredos mais bem guardados da Europa

Entre os destinos que recebem menos atenção, destacamos a Moldávia, que surge em terceiro lugar entre os países menos visitados da Europa. Situada entre a Roménia e a Ucrânia, esta antiga república soviética recebe cerca de 145 mil visitantes por ano – apesar de ter uma população de 3,5 milhões de habitantes -, e combina um forte sentido de identidade com um custo de vida que pode surpreender quem procura uma alternativa aos destinos mais populares.

A sua capital, Chisinau, conhecida como a “cidade das sete colinas”, é um destino para quem procura belas paisagens com grandes espaços verdes, monumentos históricos e uma oferta variada de restaurantes. E há outra vantagem na Moldávia: o preço médio de uma cerveja à pressão ronda apenas 1,30€. Para além que o custo de vida é, de um modo geral, 40% mais baixo do que em França.

Tradição vinícola e tesouros escondidos

Viajar pela Moldávia passa por descobrir fortificações antigas, igrejas ortodoxas e parques urbanos, como o Dendrarium Park. A gastronomia também se destaca por incluir produtos como caviar negro e conhaque, ambos produzidos localmente em grande escala. Mas é na cultura do vinho que está um dos maiores símbolos do país.

A maior cave de vinhos do mundo, por exemplo, encontra-se em Cricova, nos arredores da capital, onde debaixo da terra existe um labirinto de túneis cuja temperatura se mantém entre os 10 e os 12 graus Celsius e a humidade chega perto dos 100%. No interior encontram-se até cinemas e restaurantes, transformando o espaço numa espécie de cidade subterrânea.

Um convite a redescobrir o mapa

Enquanto muitos viajantes continuam a escolher os mesmos destinos, a Moldávia mantém-se longe das grandes multidões, com preços acessíveis, tradição e uma identidade própria. Num continente cada vez mais marcado pelo turismo de massas, pode ser precisamente nos destinos menos procurados que se encontram experiências diferentes.

Alexandre Lopes
Alexandre Lopes
Licenciado em Comunicação Social e Educação Multimédia no Instituto Politécnico de Leiria, sou um dos fundadores do Echo Boomer. Aficcionado por novas tecnologias, amante de boa gastronomia - e de viagens inesquecíveis! - e apaixonado pelo mundo da música.
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