Crítica – “Star Wars: The Last Jedi” – Muitas emoções em duas horas e meia

por Alexandre Lopes

Foi há dois anos que uma das sagas mais populares da história do cinema regressou ao grande ecrã, muito por culpa da aquisição da Lucasfilm pela Walt Disney em 2012. A máquina voltou a funcionar, foram anunciados mais três filmes e vários spin-offs, e, entretanto, outra trilogia, e os fãs choraram de alegria com tanto para processar.

Depois de The Force Awakens, estreia esta quinta-feira o novo Star Wars: Episode VIII – The Last Jedi. O Echo Boomer já viu e pode garantir que são duas horas e meia de carregadas de emoção, muitas batalhas de naves espaciais, e, sobretudo, de encontros e reencontros há muito ansiados.

É o filme mais longo da série Star Wars, mas nem por isso desmotivante ou aborrecido, muito pelo contrário. Nem damos pelo tempo passar. A “culpa” é do realizador Rian Johnson, que será responsável pela quarta trilogia da saga, estreando-se aqui da melhor forma com um filme ambicioso e cheio de imprevisibilidades nas ações dos personagens. Afinal, este homem cresceu com os primeiros filmes de Star Wars, o que o terá influenciado, e, sob grande pressão, apresenta, a meu ver, um filme mais aprimorado em relação ao Episódio anterior apresentado por J. J. Abrams.

O novo episódio começa precisamente onde o anterior acabou, com Rey (Daisy Ridley) chegada ao planeta Ahch-To num frente a frente com Luke Skywalker (Mark Hamill), de modo a ajudá-la a aprimorar a “Força” que há em si, mas também a convencê-lo a regressar e a juntar-se à Resistência, comandada por Leia (a malograda Carrie Fisher), na luta contra a Primeira Ordem, liderada pelo líder supremo Snoke (Andy Serkis). E, tal como no filme anterior, também aqui continua a demanda de Kylo Ren (Adam Driver) para convencer Rey a juntar-se ao lado negro da Força.

E vou ficar por aqui no que toca à história para não revelarmos quaisquer spoilers. Acaba por ser difícil falar sobre um filme sem tocarmos no seu argumento, porém, percebe-se que há aqui uma escala de produção gigantesca a todos os níveis. A ambição é clara, e, embora alguns possam vir a achar este filme como um retrocesso ou sem ter a nostalgia do primeiro, acho este filme, no seu todo, mais claro e criativo.

Não é que o Episódio realizado por J.J. Abrams tivesse fraco, muito longe disso, mas, enquanto esse filme fazia regressar a nostalgia e o sentimento de novidade, embora com um cunho muito próprio desse realizador, este novo episódio de Rian Johnson vem trazer um filme mais maduro, mais denso, e, embora não sendo perfeito, é a perfeita sequela do filme anterior. Nunca valeu tanto a pena esperar por um novo capítulo.

Em termos de performances, Rey é bem capaz de conseguir aqui elevar-se a um novo ícone da cultura pop, assim como Kylo Ren, mais agressivo e furioso que nunca. Destaque para personagens secundárias como aquela interpretada por Benicio del Toro, que ainda vai dar que falar. E já tínhamos mesmo muitas saudades de ver o Luke Skywalker de Mark Hamill no ecrã, impecável no papel desta lenda da saga.

Rey e Luke Skywalker

Já na narrativa, é interessante perceber que este capítulo do meio não só estabelece pontes para o próximo filme, mas também para a nova trilogia, abrindo várias possibilidades para o futuro da saga. No entanto, é no reencontro entre personagens, sejam elas da nova ou velha guarda, que o argumento ganha uma nova toada, sendo altamente recompensador. Sim, há também inúmeras referências, piscando muito o olho a Star Wars: Episode V – The Empire Strikes Back.

Os efeitos especiais estão extremamente bem conseguidos, assim como todos os planos de ação. Já os diálogos, bem, alguns podem até ser algo infantis e que já ouvimos noutro filme qualquer Star Wars (aqui a culpada pode ser a própria Disney), mas há tiradas que vão ficar para a história, além de, em todo o filme, existir um registo mais humorístico que não é habitual num filme da saga.

Intenso e vertiginoso q.b., o novo episódio promete emocionar os verdadeiros fãs da série, e, não sendo tão sombrio como o anterior, tem o carisma característico e um gozo tremendo de assistir, mesmo que tenham de ficar presos à cadeira durante cerca de duas horas e meia. E, no final, acreditem que a galáxia fica bem diferente.

Para 2019 está agendado o último filme desta trilogia, a ser (afinal) realizado por J.J. Abrams, que tem uma tarefa dificílima pela frente. Cabe ao homem que iniciou esta trilogia terminá-la da melhor maneira. Do nosso lado, dois anos pode parecer muito tempo, mas temos a certeza que os fãs mais acérrimos não irão importar-se de esperar novamente até ler de novo o icónico “A long time ago in a galaxy far, far away…


 

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1 Comentário

Antonia Almeida 18/07/2018 - 18:42

Não sigo muito este tipo de gêneros, mas adorei este filme! Adorei está história, por que além das cenas cheias de efeitos especiais, realmente teve um roteiro decente, elemento que nem todos os filmes deste gênero tem. Eu gostei a participação de Justin Theroux, ele é um ator multifacetado e talentoso, seu trabalho de dublagem também é excelente, em Lego Ninjago foi ótimo. É um dos filmes mais divertidos que já vi, gostei muito como se desenvolve a história, o roteiro é muito divertido para pequenos e grandes, em todo momento nos fazem rir. É um filme que sem importar o estado de animo em que você se encontre, irá lhe ajudar a relaxar um pouco.A

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