Como Usar a Tecnologia para Baixar a Taxa de Esforço?

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Os últimos desenvolvimentos no contexto socioeconómico do país têm trazido para discussão o tema da taxa de esforço. Neste artigo, explicamos como e porque devem calcular a vossa.

Quando se pede um empréstimo, é habitual as entidades financeiras solicitarem documentação como a declaração de rendimentos, os recibos de vencimentos e o Mapa de Responsabilidades de Crédito (um documento emitido pelo Banco de Portugal, disponível online, e que detalha todos os créditos de um determinado indivíduo).

Toda esta documentação é pedida por um simples motivo: aferir a taxa de esforço do cliente faz parte do processo de avaliação do pedido de crédito. O Banco de Portugal define a taxa de esforço como “a proporção do rendimento de um agregado familiar afeto ao pagamento do empréstimo”, ou seja, é a medida pela qual se determina a capacidade do agregado para cumprir os pagamentos mensais de um crédito.

Saber calcular a taxa de esforço é determinante para que perceba como estão a gerir as finanças do vosso agregado familiar e perceber se têm capacidade para pagar mais uma prestação mensal, caso pretendam fazer um novo crédito.

Como e porquê calcular a Taxa de Esforço

Embora possa parecer complicado, calcular a taxa de esforço é bastante simples. Para calcularem a vossa, devem usar a seguinte fórmula:

[Encargos financeiros mensais / Rendimento mensal] x 100

Na soma dos encargos financeiros mensais, devem incluir toda e qualquer despesa fixa com caráter mensal: luz, água, telecomunicações, prestações de créditos, etc. No total do rendimento mensal, devem incluir rendimento proveniente do trabalho e de investimentos (se for o caso) de todo o agregado. Deste cálculo, resulta um valor que corresponde à percentagem dos rendimentos do agregado que se destina a pagar as despesas fixas.

De uma forma geral, recomenda-se que a taxa de esforço do agregado familiar não seja superior a 40%. Recentemente, com as taxas de juro a escalar e o custo de vida a atingir valores históricos, o governo apresentou uma proposta de decreto-lei que altera esta percentagem. Esta proposta de decreto-lei determina que os clientes com contratos de crédito à habitação e cuja taxa de esforço tenha sido agravada em cinco pontos percentuais ou esta se situe acima de 36% possam pedir a renegociação do crédito, sem penalização.

Reduzir os encargos mensais com a ajuda da tecnologia

No entanto, não devem esperar que o decreto-lei seja aprovado, nem que a vossa taxa de esforço aumente, para procurarem alternativas de poupança. Reduzir os encargos mensais é sempre benéfico, especialmente se ponderam vir a pedir um crédito pessoal ou a ter mais encargos financeiros no futuro.

A tecnologia pode ser muito útil quando a tarefa é baixar a taxa de esforço. Um exemplo é a utilização de aplicações ou websites onde podem registar todos os vossos encargos mensais. Este exercício ajudará a perceber quais são os encargos que podem eliminar (como, por exemplo, cancelar subscrições de serviços que não usam).

Outro exemplo de como a tecnologia pode ser muito útil para reduzir a taxa de esforço é a possibilidade de fazer comparações e simulações, sem sair de casa. Usem os websites de comparação de preços para procurarem alternativas mais baratas para as compras que fazem todos os meses.

Se tiverem vários créditos (habitação, automóvel, pessoal, …), podem também recorrer à tecnologia: existem, atualmente, vários websites onde podem fazer uma simulação de consolidação de créditos. A consolidação de crédito permite juntar todos os créditos num só e pode representar uma poupança de até 60% na prestação mensal, reduzindo muito a taxa de esforço.

Seja através da análise dos custos mensais, da procura de alternativas mais baratas, da renegociação ou da consolidação de créditos, não devem esperar para usar a tecnologia como aliada para as vossas finanças. Com pequenas ações, como as que sugerimos, conseguirão reduzir a taxa de esforço e ganhar uma “folga” financeira que será muito útil nos meses que se aproximam.

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