E é já a partir do próximo dia 1 de julho. Nessa data, a Comissão Europeia passa a proibir a exportação de marfim em bruto, ou seja, os Estados-membros da União Europeia (UE) deixam de emitir documentos de exportação para o marfim, exceto em casos de estudos educativos ou científicos.

A Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e da Flora Selvagem Ameaçadas de Extinção, também conhecida como Convenção de Washington ou CITES, declarou, em 1990, proteção máxima aos elefantes. Nesse mesmo ano, o comércio internacional de marfim foi proibido. No entanto, a UE permitia a comercialização do marfim antes desse ano.

Fica a saber que, entre 2010 e 2012, 100 mil elefantes africanos foram vítimas de caçadores furtivos devido às suas valiosas presas de marfim. O marfim contrabandeado, que parte de África até chegar à Ásia, tem de passar pela Europa ou Médio Oriente até chegar ao destino. E a verdade é que, nos últimos anos, países como Alemanha, Suíça ou Emirados Árabes Unidos têm feito apreensões de marfim nos seus aeroportos.

No ano passado, a China anunciou que iria proibir o comércio de marfim até ao final de 2017. Já nos Estados Unidos da América, mais especificamente no estado da Califórnia, o comércio de marfim é proibido desde 1 de julho de 2016. A pouco e pouco, o tráfico de marfim está cada vez mais perto do fim, permitindo assegurar a sobrevivência das populações de elefantes.