Comer insetos. Será esta a alimentação do futuro?

por Alexandre Lopes

A produção de insetos e de produtos derivados para o consumo humano e animal é um tema cada vez mais atual, com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) a fazer recomendações neste sentido.

O setor está a crescer a nível nacional e internacional e pode surgir nova legislação europeia já este ano. Em Portugal, já existem várias empresas a apostar na produção de insetos.

Por exemplo, a farinha de inseto para utilização em alimentos tradicionais, como o pão, é o produto no qual se está a trabalhar neste momento ao nível da produção para consumo humano.

As empresas dedicadas aos insetos para consumo humano, no país, trabalham sobretudo com grilos ou tenebrio, enquanto a Mosca Soldado Negro é utilizada para converter desperdícios vegetais em fontes proteicas para animais.

Vamos mesmo comer insetos?

Bom, pelo menos na Europa, o consumo de insetos não é comum, apesar de serem considerados “novos alimentos”. Na prática, é necessário um parecer da Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA), sendo a decisão final sobre a aprovação do seu consumo da responsabilidade da Comissão Europeia.

Em todo o caso, continentes como a Ásia e Africa, além da América Latina, incluem insetos na sua alimentação. Falamos em cerca de dois mil milhões de pessoas.

Mas falta, acima de tudo, legislação, uma vez que não existe nenhuma espécie de inseto aprovada para consumo humano na União Europeia. no entanto, é expectável que esta chegue no início de 2020, segundo refere Daniel Murta, fundador da EntoGreen e orador do AgroIN.

No caso dos animais, à exceção dos animais aquáticos, a utilização de insetos é proibida na alimentação de animais que são utilizados na alimentação humana.

No espaço europeu, é apenas permitida a utilização de farinha de inseto na alimentação de peixes em aquacultura e de animais de estimação, mas prevê-se que o mercado de alimentação de galinhas e porcos seja aberto já em 2020.

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