Coala Festival confirma que edição em Cascais é para durar

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Em maio, o Coala Festival regressará a Cascais para aquela que é, até à data, a maior edição do festival em território nacional.

A consolidação do Coala Festival em Portugal ganhou novos contornos com a confirmação de que Cascais se manterá como a sede internacional primordial do evento. Durante a apresentação da terceira edição, Pedro Neto, sócio-diretor e produtor do festival, clarificou que, embora existam convites e a possibilidade de expansão para outras geografias, qualquer movimento nesse sentido exigirá a preservação integral da identidade concetual e cultural do projeto. A edição deste ano afigura-se como a maior e mais madura realizada em território nacional. Este crescimento reflete-se não apenas num cartaz artístico classificado como expressivo, mas também numa reestruturação profunda da infraestrutura, que contempla novas zonas e alterações logísticas concebidas para elevar a experiência do público em relação aos anos transatos.

O alinhamento do festival com a estratégia local foi detalhado por Nuno Piteira Lopes, presidente da Câmara Municipal de Cascais. O autarca enquadrou o acolhimento do evento na visão a longo prazo do município, que estabeleceu em outubro passado a meta de se afirmar como a capital da qualidade de vida em Portugal no espaço de uma década. Atualmente a ostentar o título de Capital Europeia da Democracia, Cascais rege-se pela assinatura institucional de ser um local concebido “para toda a vida”, aplicável tanto a residentes como a visitantes. A autarquia assume uma postura altamente criteriosa na seleção de eventos, condicionada pelas limitações de espaço físico do concelho, mas mantém a ambição inequívoca de atrair as melhores produções realizadas no país, apoiando-se no alinhamento e na colaboração das equipas municipais para viabilizar estes projetos.

A génese do Coala Festival e a sua transposição para a Europa foram aprofundadas por Gabriel Andrade, sócio-fundador. O projeto nasceu no Brasil como resposta à proliferação de festivais de marcas estrangeiras que subvalorizavam a produção musical interna, assumindo a missão de resgatar a autoestima da música brasileira ao longo de uma década. A expansão para Portugal obedeceu à identificação de um contexto cultural análogo e à perceção de Lisboa e da sua periferia como um ponto de confluência natural para as comunidades de matriz africana e brasileira. A estratégia internacional visa transformar Portugal numa base europeia permanente, funcionando como um eixo de comunicação e exportação da produção musical em língua portuguesa para o resto do mundo, num esforço consciente para cruzar o Atlântico e contrariar o consumo exclusivo de produtos culturais externos.

A diferenciação do festival no competitivo mercado europeu assenta em múltiplos fatores operacionais e de vivência, conforme expôs Fernanda Pereira, sócia e diretora de operações. A curadoria musical é complementada por uma forte sinergia com o local, com Cascais a traduzir de forma eficaz a energia idealizada pela organização. A atenção ao detalhe nos serviços prestados constitui um pilar fundamental da operação, abrangendo desde o acolhimento nas portas do recinto até à eficiência e qualidade da oferta de restauração e bebidas. A organização encara a evolução do festival como um processo contínuo, rejeitando a ideia de uma consolidação estática, de modo a garantir uma resposta adequada às crescentes exigências do público.

No plano artístico e curatorial, o festival assume o compromisso de alimentar e projetar uma nova geração de talentos, promovendo o cruzamento de diferentes estilos e geografias. Kalaf Epalanga, músico e escritor envolvido na programação, sublinhou a importância de colocar no palco principal expressões como a música eletrónica, o hip hop, a música popular brasileira, o samba e matrizes africanas, utilizando o ritmo como elemento agregador de uma história partilhada entre continentes. Uma das apostas distintivas é a inclusão de um espaço dedicado à cultura de clube. Este palco é desenhado com uma identidade própria para espelhar a efervescência da música eletrónica em Portugal e proporcionar visibilidade a sonoridades e a DJ que frequentemente operam à margem dos palcos de maior dimensão noutros eventos de massas.

A conferência de apresentação culminou com o anúncio de novas confirmações para o alinhamento musical. O artista Branko está garantido no cartaz do dia 30 de maio, data que contará também com a atuação de Zeca Veloso, que subirá ao palco acompanhado pela sua banda completa, bem como Caetano Veloso, Slow J e Bonga. No dia seguinte, 31 de maio, atuam Lulu Santos, João Gomes, Marina Sena, Ana Frango Elétrico e Zé Ibarra.

Os bilhetes podem ser adquiridos por 60€ (bilhete diário) ou 105€ (passe de fim de semana). Há, ainda, bilhetes VIP disponíveis.

Alexandre Lopes
Alexandre Lopes
Licenciado em Comunicação Social e Educação Multimédia no Instituto Politécnico de Leiria, sou um dos fundadores do Echo Boomer. Aficcionado por novas tecnologias, amante de boa gastronomia - e de viagens inesquecíveis! - e apaixonado pelo mundo da música.
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