A nova organização coloca a CMF sob controlo maioritário de investidores indianos, com sede e desenvolvimento próprios, mantendo a Nothing como acionista e parceira.
A CMF vai separar-se da Nothing e vai passar a operar como uma empresa independente sediada na Índia, com uma equipa própria de investigação e desenvolvimento e uma participação maioritária de investidores indianos. Já a Nothing continuará ligada à marca enquanto acionista e parceira estratégica.
A mudança faz parte dos planos para desenvolver a CMF diretamente na Índia, em vez de depender apenas da produção local. O país é atualmente o segundo maior produtor mundial de smartphones e conta com uma forte indústria de software, mas continua sem uma grande marca de eletrónica de consumo com presença global criada e desenvolvida localmente.
A CMF procura assim apostar em mais recursos de engenharia e no desenvolvimento dos seus próprios produtos. A empresa considera que uma das dificuldades das anteriores marcas indianas de smartphones esteve na dependência de equipamentos e projetos desenvolvidos por terceiros, uma estratégia que acabou por limitar a capacidade de acompanhar fabricantes internacionais.
As marcas indianas chegaram a representar quase metade do mercado de smartphones do país em 2015, mas perderam grande parte dessa posição durante a década seguinte, à medida que fabricantes estrangeiros ganharam terreno com equipamentos mais competitivos em áreas como fotografia, software e design.
Nesta nova empresa, a Optiemus Group deverá ficar com uma participação inicial de 51,1%, tornando-se a acionista maioritária, enquanto a Nothing mantém uma participação no negócio. O acordo prevê ainda juntar sob a mesma estrutura a produção, investigação e desenvolvimento e comercialização dos produtos da CMF.
A parceria entre a Nothing e a Optiemus já existia desde setembro de 2025, quando as duas empresas criaram uma joint venture para produzir equipamentos da Nothing e da CMF na Índia. O novo acordo depende ainda das aprovações necessárias e da assinatura dos contratos definitivos.
