Castlevania: Belmont’s Curse promete recuperar a fórmula clássica da série com uma nova protagonista

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Castlevania: Belmont’s Curse regressa às raízes da série em 2D numa sequela de Castlevania III: Dracula’s Curse, com exploração em estilo metroidvania e combate renovado.

Quase uma década depois do último grande lançamento da série, Castlevania prepara-se para regressar com Castlevania: Belmont’s Curse, um novo capítulo desenvolvido pela Evil Empire, da fama de Dead Cells e The Rogue Prince of Persia, em colaboração com a Konami. O novo jogo volta à narrativa principal da saga, numa aventura que decorre após os acontecimentos de Castlevania III: Dracula’s Curse, levando os jogadores até uma Paris devastada em 1499, onde o regresso de Drácula parece estar iminente.

Ao contrário de algumas tendências recentes do género, Castlevania: Belmont’s Curse promete recuperar a estrutura que tornou a série conhecida. Para a Konami, o objetivo passa por regressar às bases da franquia, abandonando elementos associados aos roguelites modernos para passar a apostar novamente numa progressão contínua, baseada na exploração de um grande mapa interligado com passagens e caminhos secretos e no desbloqueio gradual de novas habilidades que incentivam à revisitação de zonas. A exploração aproxima-se assim da daquela que os fãs da série apelidaram posteriormente como “metroidvania”, uma descrição que bebe de elementos de Castlevania e de Metroid da Nintendo.

Nesta nova aventura, os jogadores irão acompanhar mais um membro da família Balmont, Rose Belmont, filha de Trevor Belmont, que parte para Paris ao lado do pai após receberem uma carta enviada por um bispo. Enquanto Trevor segue uma investigação própria, Rose fica encarregue de explorar a cidade, enfrentando criaturas sobrenaturais e procurando impedir a ressurreição de Drácula. A história acompanha, desta forma, o peso da herança da família Belmont, com Rose a transportar consigo um baralho de tarot e uma maldição que se estende do braço até à mão, dois elementos que prometem assumir um papel importante ao longo da história e que estão diretamente ligados aos sistemas de progressão do jogo.

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Castlevania: Belmont’s Curse (Konami)

A nível de combate, Rose conta com habilidades de desvio e de deslizamentos e recorre a um chicote mágico, o Arcana Whip, capaz de servir tanto para atacar como para alcançar novas plataformas. Há também magia, através de um sistema próprio de mana, recuperada através dos inimigos derrotados, podendo ser usada tanto para lançar feitiços como para restaurar vida. Para além do chicote, o jogo terá com sete categorias de armas, cada uma com características próprias, como espadas longas para contra-ataque, gauntlets para golpes rápidos e outras armas que introduzem diferentes estilos de combate.

Uma das novidades do combate passa pelo sistema Arcana, onde depois de se derrotar determinados bosses, estes passam a integrar o baralho de tarot de Rose, desbloqueando novas habilidades, feitiços e capacidades de exploração. Alguns destes poderes permitem, por exemplo, atravessar barreiras anteriormente bloqueadas ou utilizar ataques especiais inspirados nos próprios inimigos derrotados. Cada Arcana poderá ainda ser evoluída através de desafios específicos, permitindo melhorar as respetivas habilidades e desbloquear efeitos adicionais, criando diferentes possibilidades de progressão ao longo da aventura. O jogo recupera também o sistema de Relics, objetos equipáveis que oferecem vantagens tanto durante a exploração como no combate, sendo possível equipar até três em simultâneo, adaptando a experiência ao estilo de jogo de cada jogador.

Com lançamento marcado para 15 de outubro, Castlevania: Belmont’s Curse chega à PlayStation 5, XBOX Series X|S, Nintendo Switch e PC, marcando o regresso da principal série da Konami quase uma década depois de Castlevania: Lords of Shadow 2, a segunda parte do reboot 3D da série, desenvolvido pela Mercury Steam, que ironicamente acabou por desenvolver jogos metroidvania como Metroid Dread.

David Fialho
David Fialho
Licenciado em Comunicação e Multimédia, considero-me um apaixonado por tecnologias e novas formas de entretenimento. Sou editor de tecnologia e entretenimento no Echo Boomer, com um foco especial na área dos videojogos.
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