A Área 2 da Carris Metropolitana já conta com 77 autocarros elétricos. Em três anos, o peso dos veículos elétricos passou de 5% para perto de 15%.
A Carris Metropolitana reforçou, em apenas um mês, a sua frota de autocarros elétricos ao serviço da Margem Norte com 55 viaturas novas, distribuídas pelas Áreas 1 e 2. Os veículos já se encontram em circulação e elevam a quota de elétricos em ambas as áreas operacionais.
Na Área 1, a operadora Viação Alvorada integrou 18 autocarros elétricos, dos quais 12 são da marca Granton e seis da Yutong. Estas viaturas prestam serviço nos municípios da Amadora, Cascais, Oeiras, Lisboa e Sintra. Com a entrada em serviço dos novos veículos, 13% dos autocarros em circulação nesta área são agora elétricos.
Na Área 2, a Rodoviária de Lisboa passou a contar com 37 novos autocarros elétricos, destinados a servir Loures, Mafra, Odivelas e Vila Franca de Xira. Esta chegada corresponde à segunda fase do processo de eletrificação da operadora, que passa a dispor de 77 veículos elétricos em circulação. A quota de elétricos na Área 2 atinge agora cerca de 14,5% da frota afeta a esta área.
A evolução é particularmente visível quando comparada com o início do processo. Em 2023, os veículos elétricos representavam apenas 5% da frota da Área 2; em 2026, esse valor aproxima-se dos 15%. A Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML), entidade que gere a Carris Metropolitana, refere que a Área 2 transportou 63,4 milhões de passageiros apenas em 2025.
Os 55 autocarros apresentam autonomias estimadas diferentes consoante o modelo: até 400 quilómetros num dos casos e até 300 quilómetros no outro. Estas margens permitem enquadrar as viaturas em diferentes necessidades de exploração, sem comprometer, segundo a Carris Metropolitana, a continuidade do serviço.
A tecnologia elétrica permite ainda recuperar energia durante as fases de desaceleração e travagem. A utilização destes veículos contribui igualmente para reduzir o ruído, tanto no interior dos autocarros como no espaço urbano por onde circulam.
Em termos de manutenção, os autocarros elétricos reduzem algumas necessidades associadas aos sistemas convencionais, nomeadamente ao nível do motor e da caixa de velocidades.
