Uma fábrica instalada em Braga começou a reciclar baterias de lítio em Portugal, com capacidade para processar 7.000 toneladas anuais.
Portugal passou a dispor de uma unidade industrial para o tratamento de pilhas e baterias de lítio. A fábrica está localizada em Braga, pertence à b.again, do grupo dst, e tem capacidade para processar anualmente até 7.000 toneladas de resíduos.
A atividade de reciclagem começou em março. Desde essa altura, a unidade recebeu cerca de 500 toneladas de material. Atualmente, a fábrica emprega 23 pessoas e dispõe de 2.000 m2 destinados ao armazenamento, além de uma capacidade de processamento instantâneo de 500 toneladas.
O objetivo é permitir que as baterias recolhidas em Portugal sejam tratadas no país, em vez de serem necessariamente encaminhadas para instalações estrangeiras.
O processo utilizado na fábrica assenta na trituração mecânica a seco. Esta operação é realizada a baixa temperatura e pressão, numa atmosfera inerte, e não envolve a queima das baterias. Segundo a b.again, a tecnologia permite recuperar mais de 95% dos materiais processados.
A capacidade máxima anunciada corresponde a 7.000 toneladas de baterias por ano. Desse volume poderão resultar cerca de 3.500 toneladas de “massa negra”, uma mistura que concentra materiais presentes nas baterias, como lítio, grafite, cobalto e níquel.
A separação e extração destes componentes não é, contudo, realizada integralmente em Portugal. A massa negra é atualmente enviada para França, onde existem unidades industriais capazes de recuperar os diferentes materiais, mas espera-se que esse tipo de operação possa vir a ser feito em Portugal a curto ou médio prazo.
A recuperação de materiais permite dar uma nova utilização a componentes que permanecem nas baterias depois de estas deixarem de cumprir a função para a qual foram produzidas. Esses materiais podem ser utilizados na produção de novas baterias ou encaminhados para outras aplicações industriais.
