Antigo Matadouro do Porto transformado num centro centro empresarial, cultural e social

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O investimento é de 40 milhões de euros.

A primeira fase das obras no Matadouro de Campanhã está concluída. Os trabalhos, realizados pela empresa Mota Engil, e que começaram em maio de 2021, passaram por limpezas da zona, demolições, terraplanagens e sondagens às estruturas existentes, para além de experiências de materiais a usar na reconstrução do edifício.

A reconversão e exploração do Antigo Matadouro Industrial do Porto, visa transformar o edifício, desativado há cerca de 20 anos, num equipamento âncora na reabilitação da zona oriental da cidade, baseado nos eixos da coesão social, da economia e da cultura.

O programa de intervenção prevê a reconversão integral do complexo, mantendo a sua memória histórica e natureza arquitetónica, em espaços empresariais diversificados e polivalentes, espaços comerciais e de lazer de apoio local, espaços destinados à ação social e à ligação com a comunidade local e de cariz cultural e artístico, destinados à exposição, à produção e ao depósito de acervo de arte.

Para além da reconversão, está também previsto o estabelecimento de um percurso interno de caráter público que permita a circulação entre o acesso existente na Rua de São Roque da Lameira e um outro acesso direto à estação de Metro do Dragão, atravessando o interior do edifício principal, subindo por um edifício novo a construir em altura no topo norte do complexo, e atravessando a VCI por intermédio de uma nova passagem superior. Este percurso deve permitir a circulação de peões e bicicletas. O parque de estacionamento adjacente à estação de Metro servirá, também, o novo Matadouro, aproximando-o dos principais eixos rodoviários e ferroviários da cidade.

O projeto prevê ainda uma grande cobertura que, num só gesto, une o antigo, que será preservado, e o novo edifício de remate, assim como a passagem por cima da VCI, numa nova centralidade na cidade. Terá 11 edifícios independentes, com quatro frentes de luz. A relação entre os espaços interiores e exteriores dos escritórios será feita através de zonas ajardinadas. Haverá possibilidade de personalizar o interior de cada edifício e de ampliar a empresa de acordo com as suas necessidades.

Dos 20.000 m2 disponíveis para construção, 7.885 m2 ficarão sob gestão municipal, sendo o restante explorado pela entidade vencedora do concurso. Será um edifício sustentável, com a instalação de painéis solares na cobertura.

O complexo terá um comportamento sustentável e certificação LEED. A destacar os cerca de 2.500 m2 de painéis solares na cobertura para geração de energia, assim como a utilização de sistemas térmicos, energéticos e hídricos eficientes.

Prevê-se que o novo Matadouro esteja ao serviço de todos os cidadão em outubro de 2024. O investimento é de 40 milhões de euros.

Foto de: Guilherme Costa Oliveira

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