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Antevisão – Marvel’s Spider Man: Fomos conhecer o jogo da nova mascote da PlayStation

Os fãs da consola da marca nipónica certamente que já conhecem a forte relação entre Spider-Man e a PlayStation, ou não tivesse a PlayStation 3 sido introduzida no mercado com um logo cujo lettering era retirado do titulo da adaptação cinematográfica de Sam Raimi.

Apesar de ser o super-herói mais popular da Marvel, tendo em 2014 levado o título de super-herói mais rentável da história do entretenimento, até agora a Sony não tinha agarrado a oportunidade de criar um jogo exclusivo para uma das suas plataformas.

Marvel’s Spider-Man é, finalmente, essa oportunidade, e pode mesmo vir a tornar o alter ego de Peter Parker na principal mascote da PlayStation.

Tivemos a oportunidade de experimentar o próximo grande exclusivo da PlayStation 4 num evento dedicado à imprensa. Nessa demonstração, jogámos cerca de uma hora e trocámos impressões com outros jornalistas e influenciadores. A opinião parecia ser unânime: o jogo está delicioso.

Sem avançar na história e aspetos técnicos, como a banda sonora ou o desempenho das vozes dos atores, aquilo que saltou à vista foi a apresentação do jogo, a sua jogabilidade e alguns pormenores de progressão que nos deixaram bastante curiosos no que toca ao potencial do produto final.

Não há dúvida nenhuma que Marvel’s Spider-Man é uma conquista a nível técnico. Algo que não é de estranhar, uma vez que está a ser produzido pela Insomniac Games, a produtora de jogos como Ratchet and Clank, a série Resistance e do jogo de mundo aberto para a Microsoft Sunset Overdrive.

Mas é a escala e a dimensão de Marvel’s Spider-Man que tornam tudo ainda mais impressionante. Se as demonstrações em vídeo que assistimos pela sua passagem nas E3 e outros eventos não foi o suficiente, ver este jogo a correr ao vivo a 4K numa PlayStation 4 Pro é fenomenal.

A cidade de Nova Iorque representada no jogo é gigante. Não tivemos a oportunidade de a explorar como iremos certamente ter quando o jogo sair, mas a densidade de elementos apresentados nas ruas, a vida dos pedestres e a paisagem que podemos admirar do topo de algumas torres bem conhecidas pelos fãs da Marvel, é incrível.

Também nos pequenos detalhes o jogo brilha. Cinemáticas altamente densas em efeitos, com personagens particularmente bem animadas, diversificadas e detalhadas, desde a pele às roupas que vestem. Estamos perante um jogo que passa bastante bem enquanto um filme.

Junto a isto temos uma excelente direção, com cortes entre jogo e estes momentos cinemáticos que são executados de forma bastante fluida.

A jogabilidade é aquilo que os fãs esperavam e, talvez, algo mais. A porção que jogámos foi um nível introdutório do jogo que funcionava como tutorial. Desta parte pudemos viajar até um ponto da cidade, percorrer um nível de interiores e até aceder a uma batalha de boss. Aqui, sem qualquer tipo de upgrade ou melhorias, ou seja, o básico.

Pode não ser tão direto como carregar num botão e estamos a balançar e a atirar teias. Na verdade, o controlo requer uma combinação entre o salto e o disparo e o controlo direcional da nossa personagem. Há um momento de habituação, mas, assim que encontramos o ritmo, é puramente delicioso e fácil de controlar.

Se formos contra edifícios nada para o nosso herói, uma vez que continua a correr por paredes, e, se encontrarmos obstáculos, as excelentes animações alternam para uma navegação fluida e contínua.

Foi nos interiores do edifício desta demonstração que o jogo virou mais para algo de combate corpo-a-corpo. Aqui, quem jogou algo como a trilogia Batman Arkham, vai-se sentir em casa. É importante antever ataques, através do indicador do icónico do spider-sense no topo da cabeça do herói, e contra-atacar com as habilidades básicas disponíveis, que são agarrar elementos do ambiente, disparar teias para os inimigos e usar os braços e pernas para ataques mais acrobáticos.

Tal como o balanço na navegação entre pontos do mapa, aqui também se requer alguma habituação, calma e timing.

Marvel’s Spider Man apresenta-se com três níveis de dificuldade com nomes deliciosos: “Friendly”, “Amazing” e “Spectacular” (brilhantes referências aos títulos das bandas desenhadas). Entre eles, a agressividade dos inimigos e a velocidade com que perdemos vida muda, mas em nenhuma devemos carregar aleatoriamente em botões. O jogo acaba por ter uma jogabilidade cerebral, com o nível certo de desafio e com uma variedade de situações que alternam de forma a que o progresso seja interessante.

Algo que ficou no ar mas que pudemos espreitar foi a árvore de progressão e os diferentes tipos de habilidades que podemos ir desbloqueando. Se a improvisação do uso de ataques e defesas nesta demonstração já foi minimamente interessante, mal podemos esperar para experimentar o que o resto do jogo poderá oferecer.

Tirando pequenos momentos chave onde teremos que usar certas habilidades, foi na batalha com o boss, neste caso contra Kingpin e os seus capangas, que a improvisação e a liberdade do jogador em passar o desafio se tornou mais proeminente.

A escolha deste vilão para o início também revela o cuidado da Insomniac Games em abrir esta nova aventura ao colocar esta versão de Peter Parker contra um simples, mas forte, humano, em que não precisa de muito mais do que o básico para o derrubar.

Nesta nossa sessão, pudemos também espreitar algumas das atividades secundárias do jogo. Sendo um jogo de mundo aberto, o que não vai faltar é conteúdo, mas o melhor é a forma orgânica como podemos interagir com algumas destas missões, como a libertação de outposts, parar um crime que está a acontecer numa rua ou procurar colecionáveis. Há muitas notas tiradas de outros jogos de mundo aberto como GTA, o que aqui pode-se dizer que é coisa boa.

Para quem está preocupado com o facto de que teremos que ver de novo a origem do Spider-Man, há boas notícias. Tal como a versão cinematográfica mais recente, aqui temos um Spider-Man já ativo, com personalidade e um passado, dando oportunidades únicas à equipa de produção de contar a sua história sem depender de pontos já mais que esmiuçados noutros meios.

Marvel’s Spider-Man tem imenso potencial. Para além de absolutamente bonito, colocando-se bem ao lado de jogos como Uncharted, Horizon: Zero Dawn ou God of War, joga-se bastante bem e oferece mecânicas bem mais densas do que parece.

O lançamento da história é também interessante o suficiente para abrir a pestana aos mais curiosos e não temos dúvidas nenhumas que quando for lançado será de novo um jogo obrigatório e que, certamente, irá vender muitas PlayStation 4.

Marvel’s Spider-Man chega em exclusivo para a PlayStation 4, com suporte de vozes e textos em português (o elenco ainda está por divulgar), já no dia 7 de setembro.


 

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