Andar de Gira vai ser grátis para quem tem o passe Navegante

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A medida será aplicada em duas fases, o que vai fazer com que deixe inicialmente de fora muitos interessados em pedalar de graça.

Hoje em dia, muitos são os lisboetas “dependentes” das bicicletas GIRA, da EMEL. Algo que se conclui pelos dados apresentados pela EMEL em fevereiro, em que, entre os dias 23 e 25 desse mês, foi ultrapassada a barreira das 10 mil viagens realizadas por dia.

Todos os dias estes veículos giram nas ruas de Lisboa, numa média de 18 minutos por viagem, havendo cerca de 23.000 passes anuais ativos.

A EMEL estima que, desde setembro de 2017 até hoje, as GIRAs rolaram acima de 10 milhões de quilómetros, em mais de 5,6 milhões de viagens realizadas. E tendo em conta este sucesso, é mais do que natural que se fale em incluir as viagens nas bicicletas GIRA nos passes Navegante.

Na verdade, este já é um tema debatido desde 2019. Na altura, o então Vereador da Mobilidade, Miguel Gaspar, afirmou que estava a ser estudada a vontade de incluir estes veículos de duas rodas na rede de transportes.

Mas nada feito, até agora. A inclusão das bicicletas GIRA nos passes Navegante devia ter acontecido até outubro de 2021, mas, adiada esse hipótese, devia ter depois entrado em vigor até janeiro de 2022, algo que também não aconteceu. Mas há finalmente novidades.

Andar de vai ser mesmo grátis para quem tem o passe Navegante. A proposta 696/2022 foi aprovada na reunião da Câmara Municipal de Lisboa de 9 de novembro e, de acordo com o vereador da Mobilidade, Ângelo Pereira, o plano será posto em prática em duas fases. E isto significa que os trabalhadores ficam desde já de fora, o que, por um lado, não faz qualquer sentido, ainda que se perceba o porquê.

Essencialmente, a primeira fase deverá ter início no primeiro trimestre de 2023 e destina-se aos estudantes até aos 23 anos e às pessoas com mais de 65 anos, que atualmente beneficiam do passe Navegante gratuito. Neste caso, seria interessante sabermos ao certo quantos utilizadores destas faixas etárias utilizam efetivamente as bicicletas da Gira.

Já na segunda fase, “a determinar oportunamente, considerando entre outros fatores, o seu impacto em termos de operacionalidade do sistema, em todas as suas variáveis, deverá prever futuramente que a medida” venha a ser alargada “aos munícipes da cidade de Lisboa, com residência fiscal no município de Lisboa”, entre os 24 e os 64 anos.

Por um lado, percebe-se o porquê da Câmara de Lisboa ir avançar inicialmente com uma primeira fase para estudantes e seniores. Deve-se tudo ao poder de compra. E por aí, também se percebe o porquê de os restantes munícipes ficarem, para já, de fora.

No entanto, e tendo em conta que 2023 promete ser um ano muito complicado, com tudo a ficar mais caro, desde serviços, a alimentação, passando por despesas mensais básicas, teria sido uma jogada inteligente por parte da Câmara de Lisboa e incluir logo o acesso gratuito a todos os munícipes com residência fiscal no município. É pena.

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